Iniciam as aulas, e com elas, a rotina académica que vamos manter de forma relativamente constante, pelo menos, até voltarmos a entrar num período de férias.

Para a esmagadora maioria dos estudantes do ensino superior, esta rotina é pautada por épocas de aulas com manhãs e/ou tardes parcialmente ocupadas a ouvir a doce voz dos professores seguidas por (eventuais) noites de borga bem como por épocas de exames com manhãs e tardes completamente ocupadas a queimar neurónios seguidas por (eventuais) noites de borga.

É uma vida que gera um calendário bem faseado e é temperada, tanto quanto possível, por tudo o que o espírito académico típico de cada faculdade/universidade tem para oferecer.



No entanto, não raras vezes, o característico estudante universitário deixa de parte um pilar essencial da vida de qualquer jovem adulto: o exercício físico.

É certo que todo o curso superior é mentalmente exigente e estimulante no sentido em que nos obriga a uma capacidade de pensamento e raciocínio praticamente constante. Apesar disto, com exceção feita aos cursos relacionados com desporto, estudar e sacar de um canudo não é particularmente difícil em termos físicos para o nosso corpo: temos de fazer uma corrida ou outra até à paragem do autocarro quando nos deixamos dormir; Carregamos uma pasta mais pesada porque os resumos ficaram gigantes; Fazemos algumas noitadas para estudar, e pouco mais…

O único “caparro” que temos de ter é mental: conseguimos perfeitamente tirar o curso mesmo estando em baixo de forma do início ao fim.

É claro como cristal que fazer exercício físico e praticar desporto enquanto estudamos nos faz bem ao corpo e às notas das frequências/exames: já inúmeros estudos científicos o comprovaram e o que deixo escrito nestas linhas não será certamente a descoberta do fogo ou a fórmula da Coca-Cola.

Através de uma rápida pesquisa no Google (Académico), encontras facilmente uma enormidade de ensaios e investigações científicas (muitas delas envolvendo estudantes atletas) que, no global, chegam a uma conclusão comum: fazer exercício físico nos tempos de estudante (e não só, diga-se de passagem) faz(-te) bem.

Assim, venho deixar o lembrete para que não deixes de fazer algo que só te traz vantagens (“mente sã em corpo são”, não é?). Não te esqueças que a vida universitária é stressante por excelência e o exercício físico é uma forma de descarregares de maneira (quase) instantânea e bastante eficaz todo esse stress que facilmente acumulas e, ao mesmo tempo, é uma forma de tornares o teu corpo mais resistente aos desafios do exame daquele cadeirão tramado.

Para além disto, não te esqueças também que exercitar o corpo pode ser sempre gratuito ou, quando muito, ter um custo bastante razoável: hoje em dia, a maior parte das faculdades/universidades tem todo o tipo de protocolos com ginásios e clubes desportivos que te dão alguns descontos que te permitem treinar uma modalidade ou praticar um desporto por um valor bastante em conta. Tudo isto para não falar das ciclovias/ecopistas e uma série de outros pavilhões e trilhos desportivos onde podes ir exercitar-te de “borlex”.

Portanto, já sabes: estuda, faz exercício, dorme e come bem (o sono e a alimentação seriam outros quinhentos… Provavelmente são tema a explorar em futuros textos…): vais ver que acabas o curso muito (MUITO) mais facilmente.

Alinhas numa futebolada com a malta, ou preferes as pistas de atletismo?

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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