Bem, se neste momento esperavam de um texto típico de quem adora estudar e “marrar” por assim dizer em grande esforço diariamente estão enganados. Tenho 20 anos e encontro-me no 2º ano do meu curso na Universidade Nova de Lisboa. No primeiro ano quando se chega a faculdade claro que se pensa que “yé-yé” vai ser brutal e uma experiência fantástica, entre outras coisas, com muita festa à mistura e muitas amizades novas, porém, para além das nossas ideias pré-concebidas as quais retemos dos filmes que observamos na adolescência e até de alguns relatos de conhecidos no meio académico.

A realidade para mim foi bem diferente….

Logo de imediato com o inicio das praxes, honestamente, uma das melhores coisas que vais de certo encontrar na faculdade, pois trata-se de uma segunda família que levarás para a vida. Mas falando das aulas em si, não me sentia nada preparado, senti que o que aprendi no ensino secundário quase nada servia para o que estava ali a fazer e em relação às aulas honestamente, a maioria? Não vamos lá fazer nada.

Sim, claro vais lá e tiras os teus apontamentos que muitas das vezes podem dar jeito por não entenderes uma dada matéria, mas na grande maioria a informação encontra-se no PowerPoint e pouco ou nada vais lá fazer em muitas aulas. Em relação de quantidade a matéria é bastante, mais do que tu estavas a espera quando te inscreveste naquele curso em setembro, e se não gostares de te aplicar a fundo por vezes torna-se difícil alcançares aquelas notas brilhantes que conseguias facilmente no secundário. Em relação aos professores não me posso queixar sendo que nem chegas a conhece-los na realidade, apenas a sua maneira de ser, excetuando um ou outro caso em que há interesse pela parte dos educadores em conhecer os seus alunos.

A grande maioria quando te pede para apresentar um trabalho demonstra um elevado sentido crítico quando nos encontramos muitas vezes a consultar o que foi escrito, seja parcial ou totalmente. No entanto, um número relativo de professores faz exatamente a mesma coisa durante as aulas, limitando-se assim a iniciar a leitura exposta pelo projetor com alguns pontos que salientam durante a apresentação da matéria… E se dermos por nós a analisar alguns dos conteúdos com atenção de um ano letivo para o outro o único elemento alterado são os correspondentes anos letivos. De modo a retirares as intituladas “boas notas” como estava a dizer um pouco atrás nesta minha opinião ou se é génio ou usas os famosos “auxiliares de memória” dos quais ninguém se orgulha. Sendo que nunca tinha feito uso de tal coisa não o fiz, e mesmo estudando as minhas notas do primeiro semestre não foram nada que se apresentasse…

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E atenção, com isto não atribuo a culpa das minhas avaliações aos meus professores, a culpa é inteiramente minha, porém damos por nós muitas vezes a rever o que fizemos e como é possível alguém que se dirige para o teste com estudo do dia anterior obter melhores resultados que alguém que empenha todo o seu esforço no estudo? E como é possível que para eu ter uma boa nota para cima de 16 por exemplo tenha que não só enunciar a matéria dada, mas também temos que o demonstrar exatamente da forma que o professor entende?

No meu caso sempre fui melhor na prática do que na teórica, sendo que muitas vezes é assim que me vou “safando” …

Várias vezes dei por mim, mas que raio estou eu aqui a fazer?

Ainda estou, muito honestamente, a tentar descobrir ao longo do tempo, porque sim este é o único curso que me atraiu e por esse mesmo motivo desejo concluí-lo, mas será que sentar-me durante 2 horas numa sala de modo a ser avaliado muitas vezes só nesse exame e num trabalho para demostrar o que aprendi, vale realmente a pena?

Dou por mim a pensar, e se metêssemos os nossos professores académicos muitos a efetuarem os testes ou até mesmo testes realizados por nós alunos, será que muitos iriam ter grandes avaliações, será que passavam a tangente ou será que reprovavam quando confrontados com os mesmos padrões de avaliação aos quais nos submetem? Eu, creio que teriam sérias dificuldades, pois só eles sabem o quão difícil foi para eles chegarem ao patamar onde se encontram hoje em dia, e por esse mesmo modo, pelas maneiras de ensinar pelas quais eles foram ensinados nós devemos de seguir o mesmo modelo rígido no qual temos que seguir exatamente o que querem, como o querem?

Eu creio que não, é fácil falar, mas sempre me disseram não faças aos outros o que não queres que te façam a ti….

 

 

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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