É publicado esta terça-feira o despacho que concretiza o corte de 1.100 vagas no acesso às universidades em Lisboa e no Porto, confirma o jornal Público. As instituições de ensino superior, sejam universidades ou politécnicos, vão ter de fechar 5% das vagas no concurso nacional de acesso. A medida tinha sido criticada pelos estudantes e presidentes das instituições, mas o Governo vai avançar com ela para atrair mais estudantes para outras cidades.

As instituições que terão de diminuir o número de lugares disponíveis a candidatura no concurso nacional de acesso, que arranca em meados de julho, são a Universidade de Lisboa, a Universidade Nova de Lisboa, o ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, o Instituto Politécnico de Lisboa, a Universidade do Porto, o Instituto Politécnico do Porto, a Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril e as escolas superiores de Enfermagem de Lisboa e do Porto. As universidades e politécnicos de outras cidades do país podem aumentar o número de vagas em 5%.



Há algumas exceções à regra: as vagas da Escola Náutica Infante D. Henrique não terão de diminuir e também não vão ser cortados lugares nos cursos de Medicina nem de Física e Tecnologia Nuclear. Segundo apurou o Público, grande parte do número de vagas noutras cidades portuguesas serão abertas em cursos nas áreas das ciências da vida, física, matemática, informática e engenharias.

Esta medida tem sido alvo de críticas, recorda o Público. O reitor da Universidade de Lisboa afirmou que esta diminuição no número de vagas em Lisboa e no Porto obrigaria muitos estudantes a candidatarem-se a instituições privadas, a deixarem a universidade ou a “onerar os orçamentos familiares com deslocação para fora das suas áreas de residência”. Em contrapartida, a nova reitoria do ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa disse concordar com a medida. Em respostas aos críticos, o Governo afirmou que apenas 36% dos estudantes de ensino superior em Lisboa e no Porto são bolseiros — apesar de as instituições públicas nessas cidades simbolizarem quase metade dos universitários em Portugal.