A minha entrada na universidade não foi logo fácil; em parte, porque não gostava nada do meu curso e isso desmotivava-me muito. Andei o meu 1º ano bastante perdida. Acho que no fundo invejava as pessoas que tinham encontrado a sua paixão no curso onde estavam e que, por assim dizer, tinham um rumo, e a mim assustava-me muito não ter encontrado essa coisa que me fizesse levantar todas as manhãs da cama. Foram tempos um bocado difíceis até que, por volta de julho do ano passado, eu mal sabia que a minha vida estava prestes a dar uma volta.

Inscrevi-me no recrutamento da AIESEC do Porto, na FEP, e, contra as expectativas, entrei! Eu já tinha ouvido falar da AIESEC e já sabia o que era e o que fazia; mas acho que as palavras só começam a fazer sentido depois de realmente se experienciar o que é a AIESEC.



A AIESEC é a maior organização estudantil juvenil do MUNDO e tem um dos propósitos mais bonitos que eu conheço: lutar para alcançar a paz mundial e a realização do potencial da humanidade.

Mas como? Através de quem?

Nós acreditamos que, sendo os jovens os líderes do amanhã é neles que temos de confiar para o nosso futuro, defendendo, então, que os jovens devem ser impactados positivamente, de forma a terem experiências de liderança, a pensarem fora da caixa, a terem a mente aberta para o mundo e a serem tolerantes e integradores. E de que forma é que proporcionamos tudo isto? Incentivando os jovens a terem experiências internacionais de voluntariado ou estágios profissionais em qualquer sítio do mundo, trabalhando arduamente para impactar uma região e tentar colmatar um dos problemas descritos nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, com a qual a AIESEC colabora.

Então, voltando à minha história, do nada eu vi-me a pertencer a uma jovens, espalhados em 123 países, todos a lutar pelo mesmo objetivo. E isso realmente mudou todo o meu rumo. Não só tive oportunidade de conhecer pessoas de todo o país (outros AIESECers, já que só em Portugal estamos presentes em 8 cidades diferentes), como os incríveis voluntários vindos de toda a parte que escolheram o Porto para fazer a diferença e ter a sua experiência de voluntariado, como, por fim, sentir que trabalhava todos os dias para um propósito.

Mas mais importante que trabalhar para um propósito, é vive-lo; para além de tudo isto, pude conhecer as pessoas que foram daqui, de Portugal, para os confins da Terra, abdicar do seu verão para ajudar os outros. Desde dar aulas a crianças na Indonésia, a ajudar medicamente na Tanzânia, a lutar pela igualdade de género no Peru. E foram estas pessoas, jovens como eu, que me inspiraram e é por isso que, tal como milhares de outros jovens, eu própria quero este verão ter uma experiência global e fazer voluntariado.

E é por isto que vos escrevo. 6 letras, AIESEC, mudaram a minha vida e a de muitos outros estudantes. Ainda pode mudar a vida de muitos mais, se esta história lhes chegar aos ouvidos; e é por isso que preciso da vossa ajuda! Porque o mundo é só UM e é NOSSO. Está nas nossas mãos mudá-lo.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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