Ao longo do percurso académico da maioria dos estudantes, haverá pelo menos uma avaliação para a qual simplesmente não houve a preparação necessária para atingir os tão desejados 9,5 valores na pauta.

Seja porque não houve tempo (ou vontade) para estudar, porque ficou marcada para uma má altura, porque a matéria é muito extensa (ou difícil), porque o(a) professor(a) não explicou bem os exercícios, ou, mais provavelmente, por causa de uma combinação de razões, o que é certo é que chegou o dia da frequência/exame e não sabes (quase) nada.

Perante este cenário tens basicamente duas hipóteses: arriscas ir à avaliação com a plena noção de que as tuas bases da matéria são fracas e na esperança e perspetiva de ter sorte, ou te poupas a esse trabalho e simplesmente faltas.



Podemos admitir que a opção mais atrativa, simples e fácil de tomar é deixar de ir: poupa-nos o embaraço de chegarmos à avaliação e de confirmarmos que só sabemos que nada sabemos e, no caso dos exames orais, poupa-nos a figura de urso que fazemos perante os professores.

Muitas vezes, o que parece ser mais acertado é dispensar o tempo que perdemos e os nervos que ganhamos por ir à prova. Mas nem sempre.

Ir a uma frequência/exame sabendo que não temos as mínimas bases para, pelo menos, passar, é um ato que podemos entender como sendo de uma irresponsável ousadia ou de uma tremenda coragem, mas, seja como for, é algo que, tantas vezes, pode ser usado de forma estratégica.

Antes de mais, deixa-me acrescentar um pequeno parágrafo para mencionar que, independentemente da universidade, faculdade ou politécnico em que estudes, estás a pagar bom dinheiro para estar aí, e desistir de ir a uma avaliação, seja por que motivo for, é, à partida, uma forma de garantires um não nessa mesma avaliação e é uma oportunidade de obteres aprovação à cadeira ou módulo, da qual estás a abdicar a priori.

Para além disto, ir à avaliação permite-te perceber qual o tipo de perguntas que é feito e, com isso, ficas com a noção de quais são as partes da matéria mais importantes (ou algumas delas, pelo menos) e de que forma são questionadas. Isto pode ser entendido como uma (enorme) vantagem e uma mais-valia para a próxima vez que te submeteres a avaliação nessa cadeira ou módulo.

Não te esqueças ainda que, por vezes, “não saber nada” é relativo e os nossos conhecimentos da matéria podem ser maiores do que julgamos. Se a isto aliarmos uma avaliação que se mostra mais simples/fácil do que  antecipávamos, podemos, afinal, ter mais hipóteses de passar do que seria expectável.

 

Veredicto

Arrisca sempre ir a todas as avaliações. Não garantas o “não” logo ao princípio apenas por receio ou pouca vontade. Apesar de tudo, ir à prova pode sempre trazer-te benefícios que podem ser bastante convenientes da próxima vez que a fores repetir para além de que nunca se sabe realmente até que ponto é que a avaliação será “difícil”.

Com tudo isto em mente, resta-me sugerir que nunca desperdices a oportunidade até porque, quem não arrisca…

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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