Seríamos ingénuos se não admitíssemos que um estudante trajado é comummente associado à imagem de um praxista e, consequentemente, o praxista associado a uma figura de autoridade fria, sem escrúpulos, que marionetiza os caloiros sob a sua alçada. É assim não é? Não!

Praxar é muito mais que mandar, muito mais que dar ordens vazias sem raciocínio, mais que impor uma figura de negro. Praxar implica ter medo…medo de errar nas palavras, medo de não saber mais o que fazer com um grupo de caloiros imenso, medo que as nossas palavras não reflitam o sentimento que nos enche a alma, medo que deixemos atrás da capa a mensagem que nos apaixona.



Admitamos colegas Praxistas! Admitamos que todos nós tivemos, alguma vez, medo de que se nos travasse a língua em frente a tantos que nos ouvem e de perdermos a força que nos era dada pelo mero uso da capa negra.

Temos medos sim, mas não será por isso que deixaremos de gritar com voz desafinada os nossos cânticos, que deixaremos de apaixonar os nossos caloiros com as histórias do nosso passado ou que deixaremos de envergar as nossas capas, porque no final…o nosso percurso é feito de medos que se escondem por trás da nossa capa negra, mas que tão bem definem o nosso amor por esta tradição.

Que saibamos sempre ser justos nas nossas decisões, verdadeiros para connosco, nobres nas nossas atitudes, conselheiros com o próximo, prudentes na abordagem de conflitos, calmos e lúcidos na palavra e…acima de tudo, saibamos ter medo de desvirtuar os bons valores da nossa tradição.

DVRA PRAXIS, SED PRAXIS

Um mero praxista

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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