A oposição à proposta de alteração das regras de acesso ao ensino superior levou a que os três maiores politécnicos do País pedissem a suspensão da participação no Conselho Coordenador dos Politécnicos (CCISP), órgão máximo destas instituições de ensino superior.

Como noticiamos há dois dias, a proposta quer o acesso aos politécnicos sem exames nacionais, o que gerou uma rutura no seio do CCISP e os três maiores politécnicos do País pediram para sair do órgão máximo destas instituições: Coimbra, Lisboa e Porto.

Segundo se pode ler numa carta a Joaquim Mourato, presidente do CCISP, “nas últimas semanas concretizaram-se várias posições políticas em sede do CCISP que testemunham de forma muito perentória diferentes visões, diferentes projetos educativos e posicionamento ao nível das políticas públicas”.

É ainda referido que “esta proposta é gravosa dos critérios de qualidade que devem regular o acesso ao ensino superior. O tornar esta proposta exclusiva do ensino superior politécnico ainda tornou mais lesivos estes efeitos, acentuando uma clivagem de fundos entre os dois subsistemas.”

A lei impede que as três instituições saiam totalmente do CCISP. A carta enviada pede uma “suspensão da participação” e desvinculação das “posições que este órgão venha a assumir”. Podes ler a carta completa no site do IPP.

Esta é uma proposta que também encontra oposição nos representantes dos alunos. A Federação Académica do Instituto Politécnico de Lisboa (FAIPL) também emitiu um comunicado na sua página do Facebook em que “apoia totalmente a decisão dos Institutos Politécnicos de Coimbra, Porto e Lisboa ao afastar-se das decisões e de suspenderem a sua participação no CCISP”.

Esta federação defende que “é mais uma decisão lamentável e altamente penosa para as instituições politécnicas que lutam por um ensino superior público politécnico de qualidade”.

Em causa está a proposta enviada há dias ao Governo para alterar as regras no acesso ao ensino superior dos alunos aos politécnicos. A proposta, explicada no nosso artigo, prevê que caia o requisito mínimo de 9,5 valores na nota do exame nacional que impede que os alunos se candidatem a um curso superior. Desta forma um aluno que tenha uma nota negativa no exame nacional pode entrar num politécnico, desde que a sua média final do secundário seja positiva.

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