O Governo vai mapear as zonas com falta de alojamento para os estudantes do ensino superior, com o objetivo de construir novas residências universitárias e reabilitar as que necessitem, segundo uma proposta do PCP aprovada no parlamento na semana passada.

Preocupado com a falta de residências universitárias para os estudantes, que tem obrigado a que muitos tenham de arrendar quartos ou casas a preços incomportáveis para as famílias, o PCP apresentou no parlamento um projeto de lei que foi aprovado, com a abstenção do PSD e do CDS e os votos favoráveis das restantes bancadas.

O projeto de lei define que o Governo, em parceria com instituições de ensino superior, deverá fazer o levantamento das necessidades e elaborar um plano de intervenção para que, já no próximo ano, possa começar a construir residências onde elas não existem, assim como aumentar o número de camas ou requalificar as que não estão em boas condições.



Nas residências universitárias de Lisboa, por exemplo, o rácio é “de uma cama para dez mil estudantes”, segundo o diploma que explicita que “em Lisboa existem aproximadamente 2.427 camas nas residências universitárias públicas, mas também está localizada a maior instituição do ensino superior público, com mais de 40.000 estudantes”.

O diploma dos comunistas defende que devem ser construídas residências nos casos em que não exista oferta por parte da instituição do ensino superior ou quando a “universidade ou politécnico tenha faculdades ou escolas em diversos concelhos e onde, nestes concelhos, não existam residências universitárias”.

A renda que um estudante paga atualmente “custa o dobro do que custava há dez anos”, lamentou o deputado Luís Monteiro, dando como exemplo as rendas médias de 450 euros que são pedidas aos alunos que estudam em Lisboa e no Porto.