Está desde hoje online uma nova área no site da DGES que te permite consultar as informações e estatísticas sobre o Concurso Nacional de Acesso de 2014: www.dges.mec.pt/estatisticasacesso/

“No contexto do sistema educativo, o acesso ao ensino superior constitui temática sempre atual ao longo dos anos, pelo impacto que assume na sociedade, em particular nos candidatos e suas famílias. Por outro lado, também as instituições de ensino superior dedicam parte significativa da sua atenção a esta temática”. É assim que a DGES justifica esta nova área na sua nota introdutória.

 

Oferta Formativa

A primeira área a explorar é dedicada à Oferta Formativa, onde tens à tua disposição a listagem das vagas disponíveis no ano passado por instituição de ensino, por distrito, por área de estudos, por curso, por subsistema de ensino, por fase e algumas combinações destes critérios.

Podes verificar que as 5 regiões do país com mais vagas são: Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Setúbal, por esta ordem. Por outro lado, as regiões do país com menos vagas é liderada por Beja, logo seguida por Portalegre, pela Região Autónoma da Madeira, Região Autónoma dos Açores e pela Guarda.

Outra lista interessante a consultar, é a dos cursos que abrem mais vagas, do qual deixamos aqui o Top10:

  1. Enfermagem – 1940 vagas;
  2. Gestão – 1640 vagas;
  3. Engenharia Informática (licenciatura) – 1565 vagas;
  4. Medicina – 1441 vagas;
  5. Direito – 1179 vagas;
  6. Economia – 1149 vagas;
  7. Educação Básica – 764 vagas;
  8. Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (mestrado integrado) – 701 vagas;
  9. Biologia – 687 vagas;
  10. Engenharia Mecânica (mestrado integrado) – 681 vagas.

Há que ter em conta nesta lista que são considerados os cursos com a mesma denominação e com o mesmo grau. Isto significa que, por exemplo, no caso do curso de engenharia informática, a opção por uma licenciatura é considerada separadamente das instituições que optam pelo mestrado integrado. Também opções com outra denominação, como “Engenharia Informática e de Computadores”, são considerados como cursos diferentes. Aconselhamos a ter em atenção estes fatores na análise desta lista, que podes encontrar aqui.

 

Candidatos e Preferências

Esta secção permite-te consultar algumas estatísticas sobre os candidatos: idade, sexo, nacionalidade, habilitação do ensino secundário, por fase e por distrito, entre outras combinações.

Pode constatar-se que houve dois alunos a entrar no ensino superior com 16 anos, os mais novos, tendo o candidato mais velho 65 anos. Maioritariamente são do sexo feminino (58.1%), domina a frequência do curso de Ciências e Tecnologias e a maioria concorreu apenas à 1ª fase de candidaturas (61.6%).

Depois dos alunos portugueses, as nacionalidades dominantes foram a brasileira, a ucraniana, a angolana e a francesa.

Iremos fazer a análise sobre as estatísticas relativas às preferências num próximo artigo separadamente.

 

Colocados e matriculados

Aqui podes analisar dados parecidos à secção anterior, no entanto, em vez de estarmos a falar de candidatos, estamos já a analisar os alunos que ficaram colocados no ensino superior.

Destacamos o levantamento efetuado acerca da mobilidade ou não dos candidatos do seu distrito de origem. Verificou-se que os distritos onde os candidatos têm maior tendência a ficar a estudar são Lisboa (só 16.7% ficou colocada noutro distrito), Coimbra (19.6%) e Porto (36.0%). Se juntarmos Braga a esta lista temos a lista dos 4 únicos 4 distritos que conseguem reter pelo menos metade dos seus jovens. Por outro lado, as regiões com maior mobilidade, ou onde os alunos acabam por ficar colocados em instituições de ensino superior fora dos seus distritos de origem são: Guarda (só 11.7% ficou colocada no distrito), Santarém (15.5%) e Beja (19.7%).

 

Por hoje deixamos as estatísticas de lado, mas voltaremos a eles em breve num próximo artigo. Qual a tua opinião sobre os mesmos? Deixa o teu comentário em baixo.