Quem nunca pensou ou pensa que a dislexia é sinónimo de falta de capacidades, que os disléxicos são os coitadinhos da turma que precisam mais atenção do professor e por vezes até têm acesso às ditas injustiças: “teste adaptados”. A dislexia esta cada vez mais presente na nossa sociedade por diferentes motivos, agora o problema é como encaramos a questão.

Acho que primeiro é necessário clarificar que a dislexia não significa falta de capacidades ou incapacidade, pelo contrario, por norma um disléxico tem um QI igual ou superior à medida de outra forma não poderia ser considerado como disléxico. Assim rapidamente pensamos, então porque é que eles precisão de tanta ajuda. Fácil, porque o seu cérebro demora mais tempo a reagir, pensar, fazendo com que o sujeito cometa erros (tanto na leitura, como na escrita, na matemática, …) erros que podem ser combatidos e tornarem-se mínimos ou inexistentes, através das autodefesas que o sujeito cria. Estas autodefesas são geradas pelo o QI.

Cada disléxico sabe qual o seu ponto franco e sabe o ponto forte cabe a ele treinar o se ponto fraco, para que este não se torne um problema maior.



Existem milhões de artigos e que explicam os direitos dos disléxicos, realçam as suas potencialidades, sim porque como um artigo escrito pela Doutora Helena Serra “Os disléxicos têm ideias brilhante, mas podem escrever porjeto”. E engane-se quem pensa que os teste adaptados são um favor, porque não são, é mínino na tentativa de igualizar todos os alunos.

Eu tenho dislexia e estou no ensino superior, e sim já ouvi todas as bocas passiveis de ouvir sobre o tema, eu já ouvi desde colegas a professores a criticarem e desencorajarem.

Fiz o secundário pelo cientifico humanístico, contra toda a gente que dizia que não era capaz, candidatei-me à faculdade, quando todos diziam não vale a pena, entrei no que queria e estou no segundo ano da licenciatura e não tenho cadeira em atraso.

A questão não é o percurso que escolhemos, mas como o encaramos, porque se eu tivesse determinação, força e muito trabalho não estava onde estou hoje. Esta história não é sobre mim é sobre quem pensa que não consegue porque é disléxico e é para quem pensa que a dislexia é sinónimo de atraso mental.

A ti que lês este texto como disléxico desejo-te boa sorte e bom trabalho, porque esse nunca vai faltar, muitos obstáculos vão aparecer, mas acredita que no final vale a pena, porque os professores e os colegas não têm sempre razão, e não têm o direito de desencorajar e de diminuir, porque nós somos capazes. Infelizmente a sociedade não esta pronta para nos receber na sua plenitude, porque não sabe qual a incapacidade que temos, mas não temos nenhuma, isso é mito, cabe nós desfazemo-lo e não permitir que este mito afete mais ninguém.

A ti que pertences ao grupo que desencorajaste que maltrataste psicologicamente na tentativa de diminuíres a pessoa só pelo simples facto de ela ser diferente, tenho pena de ti, e pensa se gostavas que te fizessem o que tu fazes, na verdade esse tipo de comportamento vem de alguém que tem medo de ser abafado pelo o potencial de quem dizes ser coitadinho. Informa-te, pesquisa e lê, afinal se tu dizes que és mais inteligente penso que é isso que as pessoas inteligentes fazem. Em vez de te preocupares em desajudar passares ajudares porque o teu colega é igual a ti e pode precisar de apoio, de ajuda e se isto, em vez teres mais colegas ganhas um amigo.

A ti que ajudas em vez de criticar desejo-te o meu bem-haja e continua porque uma pessoa é suficiente para fazer a diferença, e continua ajudar porque existem momentos que é preciso mesmo ajuda, nem que seja par um desabafo.

Concluindo a dislexia não são limites, são barreiras a ser ultrapassadas e só tu podes fazer isso, não há problema nenhum em queremos mais e sermos ambiciosos afinal somos todos iguais temos os mesmos direitos.

Bom trabalho.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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