“É sempre um novo começo!” Vais ouvir esta frase inúmeras vezes enquanto não começas, tu mesmo, a ser um universitário. Até lá, respira-se junto dos pais (e que bom que isso é, diga-se de passagem).

Mas o verdadeiro drama começa quando fechas a mala em direção a um sítio que não conheces, a uma cidade que não conheces, a uma casa que não é tua e que está ocupada por gente que nunca viste de lado nenhum.

Porém, ao longo dos próximos tempos, essa será a tua casa, a tua cidade, o teu porto seguro.



É medonho começares as aulas sem conheceres ninguém no teu curso, ou mesmo sem conheceres ninguém na universidade. É medonho, mas faz parte do caminho que escolheste, e é sobre ti que cai o peso de o fazer direito – e bem.

Custa estar longe, não saberes ao certo quem és, não conheceres ninguém, seres posto à prova, e provares a ti mesmo que és capaz. Custa, mas faz parte do caminho que escolheste.

Contudo, vais perceber que és muito mais forte do que aquilo que pensas, vais-te surpreender contigo mesmo, mas vais perceber que és capaz. És capaz de sonhar, de ser alguém, de fazer bem. És capaz – e tens o direito – de ser feliz.

Possivelmente achas que agora não há solução, que não há sítio por onde escapar, que perdeste o teu porto seguro, mas não desistas, porque tal como tu, também eu estou agora a começar um ano que será cheio de surpresas, de coisas boas, de coisas menos boas, mas que será um ano de mudanças,  que deverás levar com um sorriso e cabeça erguida.

É sempre um novo começo, e apesar de ser este o caminho que escolheste, vai valer a pena o esforço.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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