A entrada no ensino superior é um momento de muitas mudanças, onde muitas das vezes se inclui o aumento de peso. No seguimento disto, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direcção Geral de Saúde lançou um documento com as Linhas de Orientação para a Oferta Alimentar em Residências Universitárias, com o objetivo de mudar o tipo de alimentação dos estudantes do ensino superior.

Como se pode ler no mesmo, “a ansiedade, o stress e o facto de muitos dos estudantes universitários estarem longe de casa e afastados das suas rotinas alimentares e de actividade física” são os factores que levam a um estilo de vida menos saudável e a um risco acrescido de problemas de saúde mais tarde na vida.

Este é um assunto com vários estudos nos Estados Unidos e é um fenómeno conhecido como Freshman 15, que é o peso ganho no primeiro ano universitário em libras, e que corresponde a 5 ou 6 quilos.

“Durante a fase de transição dos 18-24 anos, a adoção de um estilo de vida saudável pode ter um impacto determinante na saúde do estudante e na saúde das suas futuras famílias”, adianta ainda o documento. Também conclui que “os hábitos alimentares dos estudantes do ensino superior são desequilibrados com consumos elevados de carne, gordura, cereais, bolachas, alimentos de tipo fast-food e ricos em açúcar, não atingindo as recomendações no que diz respeito aos produtos lácteos, pescado, fruta, hortícolas e legumeninosas”.

Para contrariar os quilos a mais ganhos e uma saúde deficitária, a Direção-Geral de Saúde define linhas de orientação alimentar e nutricional, que deverão ser implementadas nas residências universitárias e pelos próprios estudantes.

Uma das estratégias sugeridas passa pela realização de workshops, do qual são o exemplo os que são organizados pela Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto.

Outro sugestão passa pela existência de locais que permitam a confecção de refeições, bem como o seu consumo nas residências universitárias. Preparares as refeições e tomá-las em conjunto ajuda a ter um padrão alimentar mais saudável, refere o documento.

Finalmente, sugere-se que as residências universitárias regulem a venda de alimentos quer nas máquinas de venda automática quer nos bares ou outros serviços concessionados que possam existir, não disponibilizando snacks hipercalóricos e promovendo alimentos saudáveis, como fruta, lacticínios, cereais simples e muita água.