Quantos de nós estudantes sentem que estão prontos para o mercado de trabalho? Uma ótima forma de nos preparamos é participando em projectos. Para isso podemos entrar em núcleos escolares, integrar junior empresas ou até mesmo criar os nossos próprios projetos. Contudo, como é possível compatibilizar a agenda super preenchida de um estudante universitário com esses tais projetos?

De forma a responderemos da melhor forma possível a esta questão e outras entrámos em contacto com 4 estudantes, todos eles ligados à área da tecnologia e integrantes de Junior Empresas.



Os entrevistados

  • Gil Coelho |  Marketing Coordinator (JUNITEC) Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico;
  • Nuno Ferreira | Gestor De Projeto na empresa (JUNITEC), Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico;
  • Pedro Medeiros | Membro do Departamento Tecnico na empresa (JUNITEC), Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico;
  • Ulisses Ferreira | Gestor de Projectos de Informática (JEC), Júnior Empresa de Ciencias Faculdade de Ciências FCUL.

 

Júnior Empresa

De forma bastante simplificada, uma Júnior Empresa é uma uma associação sem fins lucrativos, constituída por estudantes universitários com o mote “learning by doing”, onde se desenvolvem produtos/serviços reais para empresas. Se quiseres saber mais sobre o assunto podes ir ao site da JADE e ficar a saber tudo sobre o tema.

 

Qual o principal desafio em conciliar os estudos com os projectos

Todos os estudantes responderam que não é a falta de tempo o que lhes dificulta a vida. “O que possivelmente acaba por ser mais difícil é ter a resiliência e disciplina mental para evitar perder tempo naquilo que não nos traz valor.” – Gil.

O próprio Ulisses é um ótimo exemplo de alguém que ganhou a capacidade de gerir melhor o seu tempo. Segundo ele, “se me tivessem perguntado há um ano atrás se me via agora envolvido nos projetos em que estou, de certeza que teria dito algo do estilo: não tenho tempo para isso”.

Como é que ele conseguiu dar este ajuste e ganhar esta capacidade? Apesar de o Ulisses e o Gil não se conhecerem, ambos partilham da mesma noção de necessidade de gestão de tempo. Segundo o Ulisses, “precisamos de saber o que nos faz perder a nossa preciosa atenção e geri-la de forma a que esteja aplicada a coisas que realmente importam”.



 

Como é que os projectos os ajudaram a crescer

Há escolas que preparam os estudantes de forma mais orientada para o mercado do que outras. Contudo, tal como o Ulisses diz “ num ambiente simulado como é o da faculdade não existe um contacto com problemas reais”. Apesar de isso ter o seu lado positivo, prepara menos bem um estudante. Para resolver isso, existem então os núcleos e as júnior empresas.

Um estudante ao participar num destes órgãos irá integrar projetos onde terá a experiência “antecipada” de estar no mercado.

Segundo o Nuno, “nos projetos obtemos a experiência de como desenvolver um produto ou serviço, passando por todas as fases do seu desenvolvimento, desde as pesquisas de mercado relacionado com o produto, desenho do produto/serviço que estamos a desenvolver até à sua conceção final.”

Se há algo que os tais “problemas reais” possibilitam é a oportunidade de dar “quedas reais”. Para o bem e para o mal essas quedas contribuem imenso para o amadurecimento profissional de uma pessoa.

Em síntese, quanto mais cedo se der as quedas mais cedo se é preparado para o mercado de trabalho e os projectos são a oportunidade perfeita. “Para todos os efeitos chegamos ao mercado de trabalho com muitas quedas dadas que vão deixar quem nunca teve esta experiência mais para trás” – Ulisses.

 

Para que cargos se pode ser preparado

Ao se entrar numa Júnior os estudantes podem ganhar experiência real em qualquer cargo como se estivessem numa empresa com fins lucrativos. Desde coordenador de departamento a colaborador.

Temos o exemplo do Ulisses que é responsável pela gestão dos projectos tecnológicos ocorridos na JEC. Por outro lado, se gostas de tecnologia mas as tuas habilidades estão mais viradas para o marketing, tudo bem. O Gil coordena todo o departamento de Marketing na JUNITEC e por sua vez, o Nuno, Gestor de Projeto na JUNITEC organiza o trabalho da equipe, distribuindo tarefas, além de ajudar na componente técnica. Temos ainda o Pedro, que, como membro do Departamento Técnico, desempenha funções mais técnicas. Como se pode constatar há espaço para todas as posições numa Júnior Empresa.

 

Como desenvolver os conhecimentos tecnológicos

Um dos factores mais importantes é mantermo-nos atualizados sobre as novas tendências e claro, manter uma constante aprendizagem sobre os temas da nossa área.

O Ulisses partilhou connosco a sua forma de se manter atualizado e em constante aprendizagem. “Diria que o meu algoritmo geral de aprendizagem se baseia no princípio CORD. Collect, Organize, Review, Do(…).” Basicamente ele sugere que se arranjem várias fontes de conteúdo como por exemplo, Youtube, Medium e Quora. Depois sugere que se faça uma seleção da informação obtida e se aprenda a partir daí.

O Nuno e o Pedro seguem uma opção um pouco diferente. Segundo o Nuno, “ao longo do semestre, na JUNITEC, os membros com expertise em determinados temas dão workshops (desde níveis básicos até níveis avançados), dirigidos a todos os membros, de modo a haver a maior partilha de conhecimento possível.”

Tudo são ótimas formas de aprender, no entanto, podem ser um pouco complicadas de manter, ou porque estamos cansados, ou porque “amanhã estarei com mais atenção”. Por isso, perguntámos o que é que estes estudantes pensam sobre Bootcamps de Programação.



 

O que achas de bootcamps de programação

Como é sabido, os Bootcamps são uma ótima forma de ganhar conhecimento de qualidade de forma bastante rápida. Nestes cursos, a informação é selecionada, sendo passado apenas o que de facto importa.

Apesar de nenhum dos inquiridos ter participado num Bootcamp, todos acham que os mesmos são ótimas oportunidades para uma maior evolução pessoal/profissional. O próprio Ulisses afirma: “já ouvi muito boa publicidade a alguns cá em Portugal e o quão bom é o ensino feito nos mesmos”.

Uma opinião igualmente agradável foi dada pelo Nuno, “(…) acho que deve ser uma experiência intensa e interessante. (…) lidar com situações novas só potencia o nosso crescimento.”

Por fim, o Pedro, que possui uma imagem mais coletiva dos bootcamps, diz que “(…) é sempre uma boa oportunidade para desenvolver as nossas capacidades e conhecimentos. (…) acho boa ideia pois é criada uma dinâmica de aprendizagem em grupo benéfica para todos”.

O Bootcamp pensado para os estudantes

Existem vários tipos de bootcamps, contudo, a esmagadora maioria está direcionada para pessoas que querem mudar de vida ou que estão desempregadas. Isso exige assim uma total dedicação ao longo de 7 dias por semana (full-time) e um montante financeiro entre os 3000€ e os 6000€.

Estas condições impossibilitam muitas pessoas de frequentar estas oportunidades. Temos o caso do Ulisses, “acho uma forma muito boa de desenvolvimento pessoal. Infelizmente, devido a questões monetárias nunca me envolvi em nenhum, mas tenho bastante curiosidade de ver como é a experiência.”

A startup Eddisrupt criou a solução perfeita para pessoas que estejam na mesma situação que o Ulisses. O primeiro Bootcamp em Portugal a ensinar a MEAN Stack (Angular, MongoDB, ExpressJS e NodeJS) com aulas apenas aos sábados e com o preço ao alcance de um  estudante universitário torna-se a solução ideal para quem tem um horário académico mas que mesmo assim quer levar ao próximo nível os seus conhecimentos e aprender as tecnologias que as empresas estão a usar. Este Bootcamp pode ser a resposta que procuras. Achamos que um estudante de engenharia (por exemplo) terá uma enorme vantagem no mercado quando sair do seu curso se entrar num bootcamp flexível como este e de seguida entrar numa Júnior Empresa pondo em prática as skills adquiridas em projetos para empresas reais. A combinação perfeita.