Ciencias Biomédicas

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9 Outubro 2018
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Ciências e tecnologias
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EBSSRP
Olá. Podes seguir um mestrado virado para a genética com esta licenciatura, assim como biologia, bioquímica, biotecnologia, etc. Tens também a hipótese de seguir uma licenciatura mais virada para a genética (ex: genética e biotecnologia na UTAD). Saídas são mais associadas a investigação, que eu saiba.

Também se seguires medicina existe depois a especialidade em genética médica. O médico geneticista especializa-e na prevenção, diagnóstico, tratamento e aconselhamento associados a doenças genéticas.

Eu estou longe de ser um expert na área, mas aconselho-te a visitar este tópico, onde há pessoas que percebem muito mais do assunto: Genética
Muito obrigada pela informação 😊
 

david603

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22 Março 2018
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Boas!
Gostaria de saber qual das Universidades são melhores para tirar o curso de Ciências Biomédicas, entre a Ua ou a Ualg...Á Primeira vista, surgiu-me a ideia de que o plano de estudos na Ualg é mais completo, por exemplo enquanto que nesta faculdade existem cadeiras para cada sistema orgânico e funcional, na Ua há uma cadeira que envolve 3/4 sistemas orgânicos e funcionais. Outro exemplo, passa por haver cadeiras definidas por Histologia, Biologia Celular, Química etc... na Ualg; enquanto que na Ua estão também estas áreas juntas na cadeira "Da Molécula ao Homem". Ou seja, dá-me a ideia de que a Ualg é mais especializada do que a Ua em certos aspetos.

Por outro lado, a Ua está em melhor Ranking a nível nacional, enquanto que a Ualg está numa posição mais inferior... Outro aspeto passa por haver uma cadeira de Biopatologia na Ua, enquanto que na Ualg não se encontra essa cadeira no plano de estudos (e eu se possível, gostaria de ter um curso com o máximo de cadeiras de Fisiopatologia/ Patologia Clínica possível). Também de referir que na Ua encontram-se cadeiras de farmacologia, cadeiras mais teóricas sobre a informação de saúde e sistemas de saúde no nosso país, que no Algarve não se encontra.

Portanto estou um bocado baralhado com qual será a melhor Universidade para tirar este curso...

Aproveito e pergunto também xD! É possível fazer uma cadeira que não se encontre no plano de estudos de determinado curso? Ou seja, acrescentar ao meu próprio plano de estudos uma cadeira que eu queira tirar?

Obrigado:laughing:
 

Snarky_Puppy

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29 Junho 2015
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Ciências Biomédicas
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Olá. Relativamente às cadeiras, na UA ao longo das cadeiras de SOF são dadas anatomia, fisiologia, histologia de todos os sistemas. Os conteúdos são os mesmos a única diferença é que não estão organizados em cadeiras separadas como no Algarve. O facto de juntarem numa cadeira não está relacionado com a profundidade dos conteúdos, é como se as cadeiras fossem módulos integrados só isso.

Eu nao conheço o plano da UAlg muito bem mas acharia estranho não haver uma formação básica em patologia, farmacologia e terapeutica. Na UA aprendes o fundamental na licenciatura, para teres uma noção básica das ciências da saúde como um todo e depois especializas-te no mestrado. Na UAlg sempre pensei que o objetivo fosse semelhante.

Neste tipo de cursos também não ligaria aos rankings, na UA o prestígio associa-se mais às engenharias e cbm é um curso relativamente recente no país.

Não sei como é com as optativas o plano de estudos mudou desde que tirei o curso...
 

david603

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22 Março 2018
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Olá. Relativamente às cadeiras, na UA ao longo das cadeiras de SOF são dadas anatomia, fisiologia, histologia de todos os sistemas. Os conteúdos são os mesmos a única diferença é que não estão organizados em cadeiras separadas como no Algarve. O facto de juntarem numa cadeira não está relacionado com a profundidade dos conteúdos, é como se as cadeiras fossem módulos integrados só isso.

Eu nao conheço o plano da UAlg muito bem mas acharia estranho não haver uma formação básica em patologia, farmacologia e terapeutica. Na UA aprendes o fundamental na licenciatura, para teres uma noção básica das ciências da saúde como um todo e depois especializas-te no mestrado. Na UAlg sempre pensei que o objetivo fosse semelhante.

Neste tipo de cursos também não ligaria aos rankings, na UA o prestígio associa-se mais às engenharias e cbm é um curso relativamente recente no país.

Não sei como é com as optativas o plano de estudos mudou desde que tirei o curso...
Então de forma mais concreta, aconselhas a Ua, certo?
 

Snarky_Puppy

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Ciências Biomédicas
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Não. Acho que as duas licenciaturas têm conteúdos e objetivos semelhantes. Só aconselharia mais a UA se quisesses ir para investigação clínica pois tem o menor de farmacêutica e mesmo assim conheço pessoas da UAlg que seguiram essa vertente. Por isso acho que não ficas melhor ou pior com uma ou outra.
 

david603

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Não. Acho que as duas licenciaturas têm conteúdos e objetivos semelhantes. Só aconselharia mais a UA se quisesses ir para investigação clínica pois tem o menor de farmacêutica e mesmo assim conheço pessoas da UAlg que seguiram essa vertente. Por isso acho que não ficas melhor ou pior com uma ou outra.
Ok! Muito obrigado!
Btw, sabes se se pode frequentar o mestrado em farmacologia aplicada, da Uc, com a licenciatura em Ciências Biomédicas?
 

Snarky_Puppy

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Ok! Muito obrigado!
Btw, sabes se se pode frequentar o mestrado em farmacologia aplicada, da Uc, com a licenciatura em Ciências Biomédicas?
Sim esse mestrado é elegível. Já agora se não é indiscrição, o que pretendias fazer ao certo com o mestrado?
 

Rafael.

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18 Fevereiro 2016
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Biologia
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Com um background em ciências biomédicas talvez o mestrado em biotecnologia farmacêutica ( tambem na UC ) seria o ideal, não? Farmacologia aplicada parece ser mais destinado para pessoal de CF ou algum curso de saúde que acompanhe o paciente de forma mais direta. Parece que em farmacologia aplicada focam mais nos aspectos de patologia e fisiológicos das respostas do corpo humano aos fármacos do que propriamente a parte molecular e biotecnológica para produção de medicamentos ( e ai é que entra a biotecnologia farmacêutica ou biologia molecular e celular ).
Também gostaria de seguir algo ligado às ciências biomédicas ou biotecnologia, apesar do meu background em biologia, por isso, o mestrado de farmacologia aplicada parece ser ideal para quem já esteve em cursos de licenciatura com aprendizagens relacionadas com o desenvolvimento de fármacos, mas é o que me pareceu ao comparar planos curriculares !
Mensagem fundida automaticamente:

Ok! Muito obrigado!
Btw, sabes se se pode frequentar o mestrado em farmacologia aplicada, da Uc, com a licenciatura em Ciências Biomédicas?
 

david603

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Sim esse mestrado é elegível. Já agora se não é indiscrição, o que pretendias fazer ao certo com o mestrado?
Ah claro, passo a explicar! O meu pai trabalha numa empresa a nível nacional de produção e investigação de fármacos. E com uma conversa que tive com um colega seu, disseram me que cursos como Ciências Biomédicas eram do seu interesse... para além que gostavam de ter licenciados em química medicinal( que já nao me interessa tanto), e especializados em desenvolvimento/controlo de fármacos (o caso do mestrado em farmacologia aplicada) bem como biomedicina molecular mais para a base de investigação a nível biológico.
Daí eu perguntar, porque era do meu interesse tirar CBM e mestrado numa dessas duas áreas: Farmacologia Aplicada ou Biomedicina Molecular
 

Snarky_Puppy

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Concordo em parte com o @Rafael. no sentido que o mestrado de farmacologia aplicada tem algumas cadeiras mais dirigidas ao acompanhamento clínico, mesmo assim tem como possíveis saídas o desenvolvimento pré clínico e clínico de fármacos, algo que costuma também ser uma saída em cbm por isso creio haver alguma flexibilidade. Mas também acho que o que mestrado em biotecnologia farmaceutica pode ser uma boa aposta nesse sentido. Biomedicina molecular encontra-se mais dirigido à parte académica da investigação formando mais investigadores de bancada. Outro mestrado a considerar para trabalhar no desenvolvimento de medicamentos é o mestrado em gestão da investigação clínica, pela UA e NMS, que permitem em teoria trabalhar no desenvolvimento clínico de medicamentos, uma saída comum para licenciados em cbm
 
Gostos: Rafael.

david603

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Concordo em parte com o @Rafael. no sentido que o mestrado de farmacologia aplicada tem algumas cadeiras mais dirigidas ao acompanhamento clínico, mesmo assim tem como possíveis saídas o desenvolvimento pré clínico e clínico de fármacos, algo que costuma também ser uma saída em cbm por isso creio haver alguma flexibilidade. Mas também acho que o que mestrado em biotecnologia farmaceutica pode ser uma boa aposta nesse sentido. Biomedicina molecular encontra-se mais dirigido à parte académica da investigação formando mais investigadores de bancada. Outro mestrado a considerar para trabalhar no desenvolvimento de medicamentos é o mestrado em gestão da investigação clínica, pela UA e NMS, que permitem em teoria trabalhar no desenvolvimento clínico de medicamentos, uma saída comum para licenciados em cbm
Mas não é um curso indicado, por exemplo, para ensaios clínicos?
 

Snarky_Puppy

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Ciências Biomédicas
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Mas não é um curso indicado, por exemplo, para ensaios clínicos?
Licenciatura em ciências biomédicas e outras ciências como biologia, desde que acompanhadas por um mestrado adequado, permitem trabalhar nos ensaios clínicos, concorrendo com outros licenciados. Vendo os plano de estudos, acho que o mestrado em investigação clínica que falei no comentário anterior faz mais sentido, não só pelos conteúdos abordados, como também pela possibilidade de estágio no segundo ano.
 
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Muito sinceramente, o mestrado em farmacologia aplicada faz-me mais sentido para farmacêuticos ou técnicos de farmácia em comunitária ou em contexto de farmácia hospitalar: distribuição, ensaios clínicos ou até mesmo farmacotecnia. Isto porque a formação pré-graduada de um farmacêutico a nível de farmácia hospitalar, em Portugal, deixa um pouco a desejar...
Mesmo para investigação, na minha opinião, há opções melhores.

O único mestrado que eu conheço remotamente ligado a ensaios clínicos (EC) é o mestrado de regulação e avaliação do medicamento e produtos de saúde da FFUL. Apesar de ser leccionado numa faculdade de farmácia, não se cinge a farmacêuticos e oferece uma formação geral em assuntos regulamentares, incluindo EC. Dá bastante ênfase à componente legislativa, mas não é propriamente "prático", nem é particularmente focado em EC. Os únicos estágios que conheço são na área de farmacovigilância. Acho que o mestrado da FCM/UA que o Snarky indicou é, de facto, o mais adequado.

O que é que pretendes fazer em EC? Definir o desenho do estudo? Seguir os grupos? Avaliar os parâmetros dos medicamentos experimentais? Compilar documentação? Certas posições só podem ser ocupadas por médicos, por exemplo, independentemente do mestrado que fizeres.

Já agora, Snarky, já que esta parece-me ser a tua área, podias explicar o que é que, em termos práticos, um licenciado em ciências biomédicas pode fazer? Na faculdade os professores focam-se muito na "frontline" dos ensaios e no papel dos médicos e farmacêuticos.

Quanto à UAlg vs UA, partilho a opinião de que não há grandes diferenças, mas também posso estar desactualizada (ainda sou do tempo dos módulos). A licenciatura na UAlg e UA sempre foram muito semelhantes. Inicialmente a criação do curso no Algarve gerou alguma controvérsia, porque dizia-se que seria o curso trampolim para medicina e que, à semelhança do que acontecia com ciências da saúde e a FML, os alunos teriam alguma vantagem no acesso. Não creio que com o passar dos anos os cursos se tenham diferenciado muito.
A fisiologia, anatomia e patologia são dadas de forma integrada através das UC's de sistemas orgânicos. Alguém que se pronuncie quanto à farmacologia, pois não faço ideia se dão ou não.
Penso que a grande vantagem da UAlg será ao nível da experimentação animal, uma vez que esta era/é uma universidade bastante "liberal" nesse aspecto. Isto comparando com a UL. Não conheço a realidade da UA; não sei sequer se têm um biotério. Comissões de ética diferentes, parece.

Queria só deixar um último comentário, pois já vi isto em diversos tópicos. Se gostam da área de investigação&desenvolvimento de fármacos não descartem à partida ciências farmacêuticas. Este é o curso que vos prepara para actuar em qualquer fase da produção de medicamentos, seja ela a descoberta de novas moléculas (bioquímica, genética), a optimização (relações estrutura-actividade, muita química orgânica), o desenvolvimento (problemas a nível de farmacocinética/dinâmica) ou utilização (farmacoeconomia, saúde pública...). Biotecnologia é apenas uma área da produção: medicamentos biológicos. Não se esqueçam da velhinha química farmacêutica orgânica.
 
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O que é que pretendes fazer em EC? Definir o desenho do estudo? Seguir os grupos? Avaliar os parâmetros dos medicamentos experimentais? Compilar documentação? Certas posições só podem ser ocupadas por médicos, por exemplo, independentemente do mestrado que fizeres.

Já agora, Snarky, já que esta parece-me ser a tua área, podias explicar o que é que, em termos práticos, um licenciado em ciências biomédicas pode fazer? Na faculdade os professores focam-se muito na "frontline" dos ensaios e no papel dos médicos e farmacêuticos.
Podes seguir várias coisas ligadas ao planeamento e operacionalização dos ensaios. Tenho colegas nestas áreas:
  • Monitorização (Clinical research associates) - O pessoal da indústria/CRO que segue os estudos enquanto são conduzidos nos hospitais e garantem que o protocolo e guidelines são seguidas, que as boas práticas clínicas são cumpridas e que os dados recolhidos estão de acordo com os dados fonte, entre outras coisas. De longe a maior parte da oferta profissional
  • Coordenação - pessoas que trabalham nos hospitais e fazem a gestão interna dos ensaios nesse hospital e tarefas de apoio aos investigadores. Não conheço suficientemente bem para dar muitos detalhes
  • Gestão de projeto - normalmente quem começa como monitor depois acaba por subir para gestor de projeto, pessoas que gerem os prazos, recursos e outras coisas associadas com os projetos
  • Gestão de dados - quem constrói a base de dados do estudo, ajuda a fazer o questionário do estudo (chamado case report form), e ajuda a controlar a qualidade dos dados inseridos nessa base de dados
  • Bioestatística - Pessoas que desenham a metodologia estatística do estudo, calculam a amostra, conduzem a análise e fazem a interpretação estatística. Os meus colegas nesta área seguiram também elo menos uma pós-graduação em bioestatística
  • Assuntos regulamentares - apoio regulamentar no desenho dos estudos, contacto com comissões de ética e autoridades, e muitas outras coisas que não conheço muito bem (esta é uma área com forte predominância de farmacêuticos, mas tenho colegas do meu curso a trabalhar)
  • Farmacovigilância - condução dos planos de gestão de risco, desenvolvimento dos PSURs e DSURs, processamento de notificações espontâneas, pesquisa bibliográfica sobre informação de segurança e muitas outras coisas que também não conheço muito bem (esta é uma área com forte predominância de farmacêuticos, mas tenho colegas do meu curso a trabalhar)
  • Medical writing - tanto pode ser regulamentar (desenvolvimento de protocolos, relatórios de estudos clínicos, consentimentos, CRFs, atualizações às brochuras do investigador, documentos integrados de submissão [CTDs]) como comunicações científicas (artigos, posteres, slidekits, etc).
Há de haver outras coisas, mas conheço pessoas nestas áreas. O nosso trabalho é normalmente de bastidores para garantir que o planeamento, condução, análise e relato dos estudos é feito adequadamente. À excepção dos coordenadores, são trabalhos associados à indústria farmacêutica ou empresas de investigação. Conheço 1 pessoa na EMA mas não faço ideia do que lá faz.

EDIT: de ressalvar que para quase qualquer licenciatura, formação pós-graduada em ensaios clínicos é um fator necessário para entrar nas áreas acima (talvez com excepção de coordenação, mas não tenho certeza porque não é de todo a minha área). Falando apenas de experiência, penso que a licenciatura que mais foca nesta área no país é farmácia biomédica, e mesmo assim um mestrado é importante para estes licenciados. De momento o mestrado em gestão da investigação clínica e´para mim o que se parece aproximar mais desta área, assim como o mestrado em assuntos regulamentares referido pela @Emptyrooms que parece bom para quem queira assuntos regulamentares/farmacovigilância.

Quanto à UAlg vs UA, partilho a opinião de que não há grandes diferenças, mas também posso estar desactualizada (ainda sou do tempo dos módulos). A licenciatura na UAlg e UA sempre foram muito semelhantes. Inicialmente a criação do curso no Algarve gerou alguma controvérsia, porque dizia-se que seria o curso trampolim para medicina e que, à semelhança do que acontecia com ciências da saúde e a FML, os alunos teriam alguma vantagem no acesso. Não creio que com o passar dos anos os cursos se tenham diferenciado muito.
A fisiologia, anatomia e patologia são dadas de forma integrada através das UC's de sistemas orgânicos. Alguém que se pronuncie quanto à farmacologia, pois não faço ideia se dão ou não.
Penso que a grande vantagem da UAlg será ao nível da experimentação animal, uma vez que esta era/é uma universidade bastante "liberal" nesse aspecto. Isto comparando com a UL. Não conheço a realidade da UA; não sei sequer se têm um biotério. Comissões de ética diferentes, parece.
Nunca fiz nada com animais, nem tenho conhecimento de quem tenha feito alguma coisa durante a licenciatura. Nos mestrados já dependia da tese mas quem experimentava com animais tinha de ter certificação em experimentação animal, que era tirada à parte.


Queria só deixar um último comentário, pois já vi isto em diversos tópicos. Se gostam da área de investigação&desenvolvimento de fármacos não descartem à partida ciências farmacêuticas. Este é o curso que vos prepara para actuar em qualquer fase da produção de medicamentos, seja ela a descoberta de novas moléculas (bioquímica, genética), a optimização (relações estrutura-actividade, muita química orgânica), o desenvolvimento (problemas a nível de farmacocinética/dinâmica) ou utilização (farmacoeconomia, saúde pública...). Biotecnologia é apenas uma área da produção: medicamentos biológicos. Não se esqueçam da velhinha química farmacêutica orgânica.
Sem dúvida. Ciências farmacêuticas é sempre uma boa aposta, apenas acho que quem queira ir para os ensaios deve pensar numa pós graduação em ensaios clínicos/assuntos regulamentares, etc, visto haver muita coisa que tem de ser aprofundada.
 
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david603

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Sim. Concordo com o que ambos disseram! Mas talvez eu me tenha explicado mal... o meu objetivo é ingressar num curso que visa sobretudo atuar na área da investigação em saúde. Mas como referi, o meu pai trabalha numa empresa que que aborda este topico de investigação biológica e biomedica, bem como a área de produção de novos fármacos. Deste modo, eu gostaria de complementar estás duas áreas!
Uma vez, um chefe de departamento dessa empresa deu me um conselho que era tirar um curso complementar, ou seja, deu me as seguintes hipóteses:
- licenciatura em Ciências Biomédicas, depois uma outra licenciatura em química medicinal, e por fim Farmacologia aplicada;
-licenciatura em Ciências Biomédicas, mestrado em Biomedicina Molecular e em Farmacologia Aplicada (apesar de eu achar que não este não faz muito sentido);
- licenciatura em Química medicinal, licenciatura em Farmácia Biomédica e mestrado em farmacologia aplicada- ou só química medicinal e mestrado em farmacologia aplicada;
-licenciatura em Ciencias Biomédicas, Bioquímica e mestrado em genética molecular e biomedicina ou mestrado em bioquímica para a saúde;
Ambas as combinações são algo que me agrade muito! São áreas que não me importava nada de ingressar! Nem de perder mais tempo a estudar...
Eu agora sendo mais concreto na minha ideia, sendo um aluno de secundário ainda, mas em vista de ingressar para a faculdade, gostava muito de seguir algo relacionado com investigação em saúde, bem como prática relacionada com tal! E sendo que o meu pai trabalha nessa área, ainda me induz mais a seguir estas áreas! E volto a referir, que não me importava nada de durar um pouco mais a construir o meu rumo académico, visto que assim posso atuar em duas vertentes que me agradam muito.
 

Snarky_Puppy

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Do que eu vejo, normalmente há pessoas com 1 licenciatura e 1 mestrado, ou mestrado integrado (ciências farmacêuticas, veterinária, dentaria, medicina) e uma pós graduação ou mestrado. Apesar de ver muita variedade nas formações das pessoas com quem trabalho, não vejo o motivo de tirar 2 licenciaturas, honestamente, excepto se nao estiveres satisfeito com a que tens e queiras recomeçar com outra.

O que imaginas fazer em investigação em saúde? Existem muitas áreas de atuação desde investigação de bancada, modelação molecular, experimentação animal, investigação clínica... E dentro destas grandes áreas ha varias especialidades, é muito vasto. Depois existem particularidades em medicamentos químicos, biológicos e dispositivos médicos que pedem valências diferentes. Portanto, o que te imaginas a fazer ao certo?
 

david603

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Do que eu vejo, normalmente há pessoas com 1 licenciatura e 1 mestrado, ou mestrado integrado (ciências farmacêuticas, veterinária, dentaria, medicina) e uma pós graduação ou mestrado. Apesar de ver muita variedade nas formações das pessoas com quem trabalho, não vejo o motivo de tirar 2 licenciaturas, honestamente, excepto se nao estiveres satisfeito com a que tens e queiras recomeçar com outra.

O que imaginas fazer em investigação em saúde? Existem muitas áreas de atuação desde investigação de bancada, modelação molecular, experimentação animal, investigação clínica... E dentro destas grandes áreas ha varias especialidades, é muito vasto. Depois existem particularidades em medicamentos químicos, biológicos e dispositivos médicos que pedem valências diferentes. Portanto, o que te imaginas a fazer ao certo?
Eu honestamente gostaria não tanto de trabalhar a nível molecular, mas sim mais biológico e médico, como atuar mais em áreas que envolvam os sistemas orgânicos e funcionais... mas é uma área de trabalho que não me parece haver tanto, certo?

Mas eu conheço muitos estudantes a tirar mais que uma licenciatura para ter uma área de atuação mais vasta! Tenho o exemplo de vários casos próximos.
 
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Podes seguir várias coisas ligadas ao planeamento e operacionalização dos ensaios. Tenho colegas nestas áreas:
  • Monitorização (Clinical research associates) - O pessoal da indústria/CRO que segue os estudos enquanto são conduzidos nos hospitais e garantem que o protocolo e guidelines são seguidas, que as boas práticas clínicas são cumpridas e que os dados recolhidos estão de acordo com os dados fonte, entre outras coisas. De longe a maior parte da oferta profissional
  • Coordenação - pessoas que trabalham nos hospitais e fazem a gestão interna dos ensaios nesse hospital e tarefas de apoio aos investigadores. Não conheço suficientemente bem para dar muitos detalhes
  • Gestão de projeto - normalmente quem começa como monitor depois acaba por subir para gestor de projeto, pessoas que gerem os prazos, recursos e outras coisas associadas com os projetos
  • Gestão de dados - quem constrói a base de dados do estudo, ajuda a fazer o questionário do estudo (chamado case report form), e ajuda a controlar a qualidade dos dados inseridos nessa base de dados
  • Bioestatística - Pessoas que desenham a metodologia estatística do estudo, calculam a amostra, conduzem a análise e fazem a interpretação estatística. Os meus colegas nesta área seguiram também elo menos uma pós-graduação em bioestatística
  • Assuntos regulamentares - apoio regulamentar no desenho dos estudos, contacto com comissões de ética e autoridades, e muitas outras coisas que não conheço muito bem (esta é uma área com forte predominância de farmacêuticos, mas tenho colegas do meu curso a trabalhar)
  • Farmacovigilância - condução dos planos de gestão de risco, desenvolvimento dos PSURs e DSURs, processamento de notificações espontâneas, pesquisa bibliográfica sobre informação de segurança e muitas outras coisas que também não conheço muito bem (esta é uma área com forte predominância de farmacêuticos, mas tenho colegas do meu curso a trabalhar)
  • Medical writing - tanto pode ser regulamentar (desenvolvimento de protocolos, relatórios de estudos clínicos, consentimentos, CRFs, atualizações às brochuras do investigador, documentos integrados de submissão [CTDs]) como comunicações científicas (artigos, posteres, slidekits, etc).
Há de haver outras coisas, mas conheço pessoas nestas áreas. O nosso trabalho é normalmente de bastidores para garantir que o planeamento, condução, análise e relato dos estudos é feito adequadamente. À excepção dos coordenadores, são trabalhos associados à indústria farmacêutica ou empresas de investigação. Conheço 1 pessoa na EMA mas não faço ideia do que lá faz.

EDIT: de ressalvar que para quase qualquer licenciatura, formação pós-graduada em ensaios clínicos é um fator necessário para entrar nas áreas acima (talvez com excepção de coordenação, mas não tenho certeza porque não é de todo a minha área). Falando apenas de experiência, penso que a licenciatura que mais foca nesta área no país é farmácia biomédica, e mesmo assim um mestrado é importante para estes licenciados. De momento o mestrado em gestão da investigação clínica e´para mim o que se parece aproximar mais desta área, assim como o mestrado em assuntos regulamentares referido pela @Emptyrooms que parece bom para quem queira assuntos regulamentares/farmacovigilância.
Agradeço a resposta!

Os farmacêuticos têm, durante o mestrado integrado, UCs relacionadas com ensaios clínicos, mas os meus colegas que estão nessa área e entraram através do Eurotrials fizeram aqueles cursos de actualização, principalmente os CRA.
Fiz uma pesquisa rápida e a oferta até nem é assim tão parca. Encontrei um programa de formação em medicina farmacêutica e investigação clínica, que parece ser interessante. Inclui um conjunto de formações relacionadas com EC para quem consegue desembolsar 300euros/formação.
Os que estão em regulatory affairs ou como medical writers conseguiram entrar só com o curso base, sendo que alguns frequentaram o RAMPS mais tarde (é um mestrado relativamente recente). Uma vez estando na indústria é mais fácil progredir para outras áreas. O único contacto que tive com EC foi a nivel de farmácia hospitalar (recepção, armazenamento, controlo, dispensa, destruição de med experimentais ou notificação de eventos adversos, daí não poder desenvolver muito).

Quanto à experimentação animal, em Lisboa, apenas é permitido aos alunos (licenciatura/mestrado integrado) manipular. As administrações ou colheita de amostras, no âmbito de aulas práticas de farmacologia, mesmo que realizadas por professores com certificação, não são permitidas pela comissão de ética. No Algarve já não é bem assim. Tal não deixa de ser interessante, tendo em conta que, há uns tempos, quem não passasse pela experimentação animal nao podia terminar o curso de farmácia. Claro que, num projecto que envolva modelos experimentais, o curso e a certificação da DGAV são obrigatórias, seja na UAlg ou no Minho. As faculdades , geralmente, oferecem descontos nos cursos quando o projecto está associado à instituição.

Sim. Concordo com o que ambos disseram! Mas talvez eu me tenha explicado mal... o meu objetivo é ingressar num curso que visa sobretudo atuar na área da investigação em saúde. Mas como referi, o meu pai trabalha numa empresa que que aborda este topico de investigação biológica e biomedica, bem como a área de produção de novos fármacos. Deste modo, eu gostaria de complementar estás duas áreas!
Uma vez, um chefe de departamento dessa empresa deu me um conselho que era tirar um curso complementar, ou seja, deu me as seguintes hipóteses:
- licenciatura em Ciências Biomédicas, depois uma outra licenciatura em química medicinal, e por fim Farmacologia aplicada;
-licenciatura em Ciências Biomédicas, mestrado em Biomedicina Molecular e em Farmacologia Aplicada (apesar de eu achar que não este não faz muito sentido);
- licenciatura em Química medicinal, licenciatura em Farmácia Biomédica e mestrado em farmacologia aplicada- ou só química medicinal e mestrado em farmacologia aplicada;
-licenciatura em Ciencias Biomédicas, Bioquímica e mestrado em genética molecular e biomedicina ou mestrado em bioquímica para a saúde;
Ambas as combinações são algo que me agrade muito! São áreas que não me importava nada de ingressar! Nem de perder mais tempo a estudar...
Eu agora sendo mais concreto na minha ideia, sendo um aluno de secundário ainda, mas em vista de ingressar para a faculdade, gostava muito de seguir algo relacionado com investigação em saúde, bem como prática relacionada com tal! E sendo que o meu pai trabalha nessa área, ainda me induz mais a seguir estas áreas! E volto a referir, que não me importava nada de durar um pouco mais a construir o meu rumo académico, visto que assim posso atuar em duas vertentes que me agradam muito.
Repara que essas áreas que referiste são abordadas ao longo dos 5anos de ciências farmacêuticas. Química medicinal= medicinal chemistry=química farmacêutica. Tenho um colega a fazer o doutoramento em farmácia na especialidade química farmacêutica e terapêutica e passa a vida num laboratório de síntese. Tens de gostar muito de química orgânica =D. Farmácia biomédica contém as disciplinas de CF mais importantes para investigação clínica e menos química. Basicamente agruparam certas disciplinas de CF e criaram cursos mais específicos. Em vez de tirares dois cursos específicos, mais vale optares por um geral, seja ele biomédicas, farmacêuticas ou até mesmo medicina, e, posteriomente, fazes mestrado na área que mais gostares. Os três permitem seguir investigação básica e clínica. É só a minha opinião.

Pessoalmente, acho a dualidade ciências/saúde associada a CF interessantíssima. Tanto podes trabalhar em investigação como directamente com os doentes. Um farmacêutico consegue dar um input clínico, que um diplomado, por exemplo, em bioquímica não consegue, uma vez que não teve farmacologia e farmacoterapia na sua formação. Toda a gente consegue debitar indicações e efeitos adversos, mas personalizar terapêutica tendo em conta peso, altura, idade, perfil genético, medicação e doenças concomitantes, já não é tão fácil assim, dado que implica uma boa base de fisiologia, bioquímica ou patologia.
Por outro lado, deve conseguir antever possíveis problemas a nível de absorção, distribuição, metabolismo ou eliminação/interação com alvo pelo estudo da estrutura de um fármaco ou formulação, o que um médico não consegue fazer.
Falo especificamente do curso de CF, porque, comparativamente a CB, é o que conheço melhor. As equipas são multidisciplinares por uma razão. É impossível saber tudo.
 

Snarky_Puppy

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Universidade de Aveiro
Agradeço a resposta!
Os farmacêuticos têm, durante o mestrado integrado, UCs relacionadas com ensaios clínicos, mas os meus colegas que estão nessa área e entraram através do Eurotrials fizeram aqueles cursos de actualização, principalmente os CRA.
Fiz uma pesquisa rápida e a oferta até nem é assim tão parca. Encontrei um programa de formação em medicina farmacêutica e investigação clínica, que parece ser interessante. Inclui um conjunto de formações relacionadas com EC para quem consegue desembolsar 300euros/formação.
Os que estão em regulatory affairs ou como medical writers conseguiram entrar só com o curso base, sendo que alguns frequentaram o RAMPS mais tarde (é um mestrado relativamente recente). Uma vez estando na indústria é mais fácil progredir para outras áreas. O único contacto que tive com EC foi a nivel de farmácia hospitalar (recepção, armazenamento, controlo, dispensa, destruição de med experimentais ou notificação de eventos adversos, daí não poder desenvolver muito).
O programa de formação em medicina farmacêutica foi o que sobrou do mestrado que eu tirei, biomedicina farmacêutica. Deixou de ser apoiado pela UA e tornou-se neste programa de módulos. Ainda hoje acho que foi um enorme desperdício, tinha boas cadeiras, uma quantidade interessante de opcionais, e muitos acordos com entidades da área, incluindo a OF, OM, AMPIF, INFARMED, APIFARMA e APREFAR. Fiz parte da primeira fornada de formados e assisti à criação de todo o mestrado, a prioridade número 1 era dar valências às pessoas para as pôr a trabalhar na área. Qualquer aluno conseguia um estágio em variadíssimas áreas no ano da tese e a grande maioria acabava contratada. Este novo mestrado da UA/NMS é claramente inspirado nesse, mas como não estou lá não sei como irá funcionar. Conheço alguns professores da UA e são extremamente competentes, mas em termos de apoios e acordos não faço ideia. Faz muita falta um mestrado nesta área porque como dizes há falta de mão de obra qualificada, mas praticamente qualquer curso base precisa de uma qualificação extra. Conheço bem o curso de CRAs da Eurotrials e é uma porta de entrada muito boa mesmo, como uma excelente formação prática, no entanto não substitui um mestrado onde as bases teóricas são bastante mais aprofundadas (se bem que para um farmacêutico algumas bases já se encontram estabelecidas), além da sua formação ser mais dirigida à profissão de monitor (que também pode servir como porta de entrada para outra carreira).

Apesar de eu concordar que há alguma falta de recursos humanos, já tentei colocar vários amigos meus na área sem sucesso, incluindo vários farmacêuticos, porque as vagas pedem experiência ou forte formação específica na área. A competitividade está a crescer e como tal pode não ser muito fácil encontrar emprego em Portugal (na Europa encontramos vagas para entry-levels mais facilmente). O estágio que a Eurotrials oferece no seu programa ou o estágio oferecido pelo mestrado da UA/NMS são portas de entrada importantes.

Quanto ao comentário sobre as diferentes combinações de curso, concordo com a @Emptyrooms mais uma vez. @david603 Acho que com ciências farmacêuticas e se necessário uma formação adicional na área de interesse (ou um PhD, dependendo da área que queiras) terias excelentes valências académicas para trabalhares em investigação médica. Eu só me sinto à vontade para falar da parte clínica, onde por mais que aprendas na faculdade, a verdadeira aprendizagem vai ser mesmo no campo, mesmo em áreas aparentemente mais académicas como PK/PD, biomarcadores, bioestatística, etc.

Além disso, se não gostares de investigação, com ciências farmacêuticas tens sempre outras opções profissionais no ramo do aconselhamento e atendimento farmacêutico que não tens em outras licenciaturas não profissionalizantes por si só. A investigação, independentemente do tipo, é uma atividade que não agrada a todos, e ter um plano B é sempre sensato.
 
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david603

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O programa de formação em medicina farmacêutica foi o que sobrou do mestrado que eu tirei, biomedicina farmacêutica. Deixou de ser apoiado pela UA e tornou-se neste programa de módulos. Ainda hoje acho que foi um enorme desperdício, tinha boas cadeiras, uma quantidade interessante de opcionais, e muitos acordos com entidades da área, incluindo a OF, OM, AMPIF, INFARMED, APIFARMA e APREFAR. Fiz parte da primeira fornada de formados e assisti à criação de todo o mestrado, a prioridade número 1 era dar valências às pessoas para as pôr a trabalhar na área. Qualquer aluno conseguia um estágio em variadíssimas áreas no ano da tese e a grande maioria acabava contratada. Este novo mestrado da UA/NMS é claramente inspirado nesse, mas como não estou lá não sei como irá funcionar. Conheço alguns professores da UA e são extremamente competentes, mas em termos de apoios e acordos não faço ideia. Faz muita falta um mestrado nesta área porque como dizes há falta de mão de obra qualificada, mas praticamente qualquer curso base precisa de uma qualificação extra. Conheço bem o curso de CRAs da Eurotrials e é uma porta de entrada muito boa mesmo, como uma excelente formação prática, no entanto não substitui um mestrado onde as bases teóricas são bastante mais aprofundadas (se bem que para um farmacêutico algumas bases já se encontram estabelecidas), além da sua formação ser mais dirigida à profissão de monitor (que também pode servir como porta de entrada para outra carreira).

Apesar de eu concordar que há alguma falta de recursos humanos, já tentei colocar vários amigos meus na área sem sucesso, incluindo vários farmacêuticos, porque as vagas pedem experiência ou forte formação específica na área. A competitividade está a crescer e como tal pode não ser muito fácil encontrar emprego em Portugal (na Europa encontramos vagas para entry-levels mais facilmente). O estágio que a Eurotrials oferece no seu programa ou o estágio oferecido pelo mestrado da UA/NMS são portas de entrada importantes.

Quanto ao comentário sobre as diferentes combinações de curso, concordo com a @Emptyrooms mais uma vez. @david603 Acho que com ciências farmacêuticas e se necessário uma formação adicional na área de interesse (ou um PhD, dependendo da área que queiras) terias excelentes valências académicas para trabalhares em investigação médica. Eu só me sinto à vontade para falar da parte clínica, onde por mais que aprendas na faculdade, a verdadeira aprendizagem vai ser mesmo no campo, mesmo em áreas aparentemente mais académicas como PK/PD, biomarcadores, bioestatística, etc.

Além disso, se não gostares de investigação, com ciências farmacêuticas tens sempre outras opções profissionais no ramo do aconselhamento e atendimento farmacêutico que não tens em outras licenciaturas não profissionalizantes por si só. A investigação, independentemente do tipo, é uma atividade que não agrada a todos, e ter um plano B é sempre sensato.
Mas penso que ciências farmacêuticas não são muito a minha onda... prefiro algo que se relacione com investigação sobre o corpo humano mais própriamente dita...

Mas obrigado pela vossa ajuda!