FMUC Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

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#1



[tópico atualizado para a versão 2016]
[2017: este tópico ainda não foi atualizado para 2017. mas fica desde já a chamada de atenção para o facto das aulas de Anatomia terem passado para o pólo 3, aumentando a proporção de aulas nesse pólo! fica a dica para arranjar casa :p]

Sejam bem-vindos à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, a mais antiga escola de Medicina portuguesa. :blush: Ao longo dos séculos, teve como alunos personalidades tão distintas como o prémio Nobel da Medicina Ega Moniz, o atual Bastonário da Ordem os Médicos José Manuel da Silva e, como qualquer aluno do 12.º deveria saber, o Carlos da Maia :p Mas, claro, para os mais de 2000 alunos atuais da Faculdade - além do Mestrado Integrado em Medicina, a FMUC ministra o MI em Medicina Dentária, numerosos mestrados e pós-graduações e um doutoramento em Ciências da Saúde - para além da História, o que mais interessa é o presente e o futuro da sua formação médica. Vou então escrever muuuito sobre como anda a FMUC! :p



Nota: em 2015 entrou em vigor a nova reforma curricular, pelo que, embora fazendo o esforço de as descrever com tal em conta, algumas das experiências aqui da velhota podem estar desatualizadas. além disso, há sempre coisas a mudarem de um ano para o outro. Só para não dizerem "AQUELA TIPA NO UNIAREA DISSE QUE ERA ASSIM, MAS NÃO É!"
Instalações

Atualmente, as aulas dividem-se entre o polo I da UC, o polo III e, claro, os hospitais/centros de saúde.


A FMUC (Polo I)

No polo I da universidade (que é aquele em que toda a gente pensa quando falamos na UC. No topo da colina, perto da torre da universidade e tal, estão a ver?) fica o edifício da Faculdade de Medicina, que tal como grandes partes da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia, é património mundial da Humanidade, segundo a UNESCO (se andar numa faculdade património mundial não é cool, não sei o que será.).
Aqui decorrem muitas aulas teóricas e práticas do 1.º ano, ainda mais no 2.º ano, e algumas do 3.º. Daí para a frente, penso que só aqui virão para fazer exames e para marrar (já falaremos disso). O edifício é velhinho mas não acho que esteja mal conservado. O anfiteatro onde decorrem quase todas as teóricas deste polo é arejado e só tem falta de lugares naquelas aulas superconcorridas de Anatomia I/II
porque o prof basicamente pressiona toda a gente a ir. Como este polo está no coração da zona histórica de Coimbra, há sempre turistas a passear (se forem trajados, serão fotografados…) e muitos sítios bonitos e porreiros para descontrair depois ou entre aulas.


Parte do Polo III

O polo III é o polo das Ciências das Saúde, que partilhamos com Ciências Farmacêuticas, Engenharia Biomédica e outros cursos
que nem sempre sabemos para que é que servem. O polo III está pertíssimo dos HUC, e a curta distância estão os Blocos de Celas, o Hospital Pediátrico, a Maternidade Bissaya Barreto, o IPO, aquilo que futuramente deverá ser o centro multidisciplinar do Envelhecimento, o centro de saúde de Celas e muuuitos consultórios médicos. No próprio polo III estão também localizados o novíssimo Instituto de Medicina Legal do Centro (inauguração oficial em maio; abertura verdadeira prevista para o início do ano letivo), o IBILI, o ICNAS e parte do CNC. Resumindo, está aqui a tornar-se uma espécie de cidade da saúde. Está previsto que a FMUC seja toda transferida para o Polo 3, para centralizar ainda mais tudo (às vezes é um muito chato estarmos a saltar de polo para polo), mas não sei dar uma data concreta. Nesta entrevista de setembro de 2014, o antigo diretor da Faculdade disse que ainda faltava construir dois edifícios, para além dos que ainda estão a ser ultimados. Esse polo tem as suas particularidades: não tem propriamente uma entrada – centenas de pessoas entram no polo 3 a pé atravessando uma bomba de gasolina (falando ao telemóvel, fumando, enfim, é ver quando é que alguém explode); os carros também só têm acessos manhosos. As salas/laboratórios das práticas têm boas condições. Já os anfiteatros onde decorrem a maior parte das teóricas estão enterrados no chão, sem qualquer tipo de luz natural. Ouvi uma vez um funcionário dizer a um grupo de estudantes de Arquitetura que ia visitar o edifício que aquilo era “só se vêm ver o que não devem fazer…”, mas discordo: nunca se sabe quando começa uma guerra, e estes anfiteatros facilmente podiam ser convertidos em bunkers.


a cerimónia de receção aos caloiros, no bunker


A FMUC tem uma estreita ligação com os CHUC – afinal, a sigla é de Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Este centro hospitalar, o maior do país (já que no tópico da FML fizeram questão de dizer que o Santa Maria era o maior hospital, também entramos na guerrinha… :p), inclui os Hospitais da Universidade de Coimbra, o Hospital Geral (nome chique para aquilo que toda a gente na prática conhece como Hospital dos Covões), o Hospital Pediátrico, o Hospital Sobral Cid (o hospital psiquiátrico), duas maternidades e quiçá outras instituições de menor relevo que o meu hipocampo não conseguiu fixar. Embora façam parte do mesmo centro hospitalar, algumas destas instituições são ainda relativamente longe (sobretudo os Covões e o Sobral Cid) e por isso, seja por dificuldades nos transportes ou simplesmente por preguiça, muitos alunos fazem o possível para não ter lá aulas (que vão existindo, pelo que sei). Por outro lado, quem lá teve aulas - o @Fresh Off Mars, por exemplo :p - diz que o ambiente dos Covões é melhor, mais calmo e menos "saturado" de alunos. De qualquer forma, a maior parte das aulas hospitalares será nos HUC.


Os centros de saúde onde os alunos estagiam nos primeiros anos (em Intromed/Introdução à prática médica) são em Coimbra e arredores. Lá para a frente, creio que há aulas em centros de saúde ainda mais na periferia. No 6.º ano, o estágio em centro de saúde poderá também ser feito na área de residência do aluno.



 
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#3
Bibliotecas

Como a vida universitária não é só boa vida, a certa altura terão de estudar tanto quanto o Afonso. Podem estudar em casa, claro, mas quando já estiverem a bater com a cabeça nas paredes (eu já o fiz literalmente :fearscream:), é bom saber que têm alternativas. No polo I, no antigo bar da FMUC (sôdades <3), abriu há pouco mais de um ano uma sala de estudo a funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana (à exceção de quando valores mais altos – como festas – se levantam), exclusiva para alunos de Medicina (e que tenham o respetivo cartão de acesso). Tem a vantagem (ou desvantagem, quiçá) de ter a vista mais bonita de Coimbra ;)

isto é só parte; à esquerda, vê-se a Cabra (vocês depois percebem).
foto descaradamente roubada ao Martins (sim, esse mesmo. vocês depois percebem também :p)

Também a biblioteca da FMUC do polo 1 (que já não tem livros :p), que abre a agora não me lembro das horas às 8 ou às 9h e fecha pontualmente antes das 17h, o que é péssimo :'(

No polo I também é famosa a Biblioteca Geral da Universidade. Para além disso, há muitos outros recantos mais ou menos escondidos que são invadidos por estudantes de Medicina aflitos (temos salas exclusivas para nós e ainda invadimos as dos outros: os outros cursos odeiam-nos um bocadinho por isso :p)

No polo 3 também há uma biblioteca, que inclui uma sala de leitura, muitas salas de estudo, uma sala de trabalhos de grupo e uma sala de computadores. Na época de exames também fecha tarde, mas não abre ao fim de semana. O ar-condicionado avaria frequentemente e quando é arranjado - para compensar? - é posto no máximo e ficam cheios de frio com 35ºC lá fora.

a sala de leitura e o senhor Agostinho.

Na época de exames, há também várias cantinas (incluindo a do polo 3) que são convertidas em mega sala de estudos. Também há quem goste de estudar em cafés.

Investigação

A FMUC tem associados o CNC -Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC; principalmente no pólo I), o IBILI- Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem (no pólo III), o CIMAGO – Centro de Investigação em Meio-Ambiente, Genética e Oncobiologia (nunca ouvi falar xD) e o ICNAS – Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (no polo 3). Um dos próximos megaprojetos de que a Faculdade fará parte é o Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento, que está programado localizar-se (oh, ironia!) nas antigas instalações do Hospital Pediátrico.


O IBILI (apesar de dizer AIBILI ahah AIBILI - Association for Innovation and Biomedical Research on Light and Image )

Já havia muitas cadeiras opcionais de Investigação no antigo plano curricular: se Investigação I (hoje "Introdução à Investigação") e II (hoje "Seminários de Investigação") eram uma chachada, em Investigação III (Hoje "Investigação Aplicada") os alunos já integram um laboratório e fazem (ou pelo menos acompanham) um projeto que tinham de apresentar no fim do semestre. Com a nova reforma curricular, um dos objetivos era envolver mais os alunos na Investigação, através de mais cadeiras opcionais e até obrigatórias (as MISP, já lá vamos…). Mas, honestamente, se querem mesmo experimentar a área da investigação, uma das melhores coisas que têm a fazer é simplesmente falar com um professor que vos agrade e pedir-lhe ajuda. Como não há muitos interessados, eles ficam contentes xD

Praxe


A praxe na UC tem um código ( disponível aqui exceto quando o site está em baixo…) que regula e garante que não há abusos. A praxe é feita com as pessoas do vosso curso. No caso de Medicina, rapazes e raparigas são praxados juntos. Não há qualquer tipo de violência física, e só pode considerar que há violência psicológica quem falhar em entender que frases como “caloiro é burro, caloiro não pensa” são apenas ditas no contexto daquilo que, no fundo, é uma brincadeira. Pessoalmente, deixei de ir à praxe uns tempos depois de ter entrado (e nunca praxei ninguém à séria) porque discordo de algumas partes, como o não se poder olhar para a cara dos doutores durante a praxe, e por considerar que não faz sentido os caloiros estarem de 4 e de 3. No entanto, reconheço que há pessoas que adoooram aquilo, vão até ao fim e que fazem um grupo muito unido e engraçado! De qualquer forma, aconselho-vos vivamente a ir à praxe nos primeiros dias porque 1-podem gostar (e mal não faz); 2-nesses primeiros tempos, a praxe está muito mesclada com a integração: os doutores levam-vos aos sítios das aulas, à cantina, tentam que os caloiros se conheçam entre si… é algo complicado integrarem-se rapidamente sem irem a nenhuma destas atividades.


Conselho: aproveitem os primeiros dias para conhecer o máximo de pessoas possível. Mais para a frente, há mais vergonha para meter conversa com quem continua a ser uma cara desconhecida. Para além disso, se nesses primeiros dias é perfeitamente possível e aceitável ter diálogos do género: “olha, eu sei que já te perguntei isto há 5 minutos, mas como mesmo é que te chamas?” e 10 minutos depois repetir a pergunta à mesma pessoa; quando já se passaram uns meses a situação é mais passarem uma conversa a pensar: “não faço ideia do nome desta pessoa e é muito mau perguntar-lhe, por favor que não seja preciso dizer o nome dela, acima de tudo não ter que dizer o nome dela” :smile:
 
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#4
Ambiente entre colegas

Um curso de Medicina não se faz sozinho, ponto. É indispensável ter sebentas, resumos e outros documentos feitos ou reunidos por alunos, que devem ser partilhados por todos. É assim que, com algumas exceções, tem acontecido na FMUC. Claro que com 300 alunos/ano as pessoas nem sequer se conhecem todas, e que há pessoas com as quais se darão melhor do que outras. Mas ao fim de uns tempos já têm um conjunto de pessoas com as quais se identificam e que vão ajudar, e muito!, a que a vossa vida universitária seja bem melhor.

Umas semanas depois de entrarem, quase toda a gente escolhe um padrinho/madrinha (supostamente, do mesmo sexo do caloiro). É um aluno/a do 2.º ano que vos orientará na vida académica. Funciona como um tutor, ajudando-nos a perceber por onde estudar, emprestando livros e materiais, não só: a pessoa que vos ajudará nos problemas extra-faculdade, pode ser a pessoa que vos embebedará nos jantares de curso (ou, pelo contrário, vos protegerá de quem o tentar fazer), e por aí fora. No fundo, se escolherem bem (aliás, se tiverem sorte, que às vezes escolhe-se um padrinho/madrinha por impulso xD), será um ou uma companheiro/a para a vida :)

Como em todas as outras faculdades, o facto de, até notícia em contrário, a média de curso passar a contar 20% para a nota da especialidade vai aumentar a competição entre alunos e diminuir esta partilha, mas está nas nossas mãos impedir ao máximo que isto aconteça. É muito mais fácil e mais proveitoso ajudarmo-nos uns aos outros, não tenham dúvidas! ;)
 
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#5
Vida Académica

Ora bem… a FMUC está em Coimbra. É preciso dizer muito mais?

Como já terão deduzido pela extensão deste post (posts….), até pode não ser preciso mas eu direi à mesma. :p Começa-se logo pela semana de receção ao caloiro, em que os caloiros de Medicina (e por arrasto, todos os outros ano...) têm direito a várias tardes no bar (naquela sala de estudo 24/7 :p), arraial, peddy-tascas, febradas, um mega-jantar!​

a de 2015 :)

Findo essa semana e após outras semanas de festa, até porque os rumores que correm são de “ninguém estuda até à Latada!” (mentira…), chega uma outra semana de receção ao caloiro, desta vez a nível da UC – a dita cuja Latada, oficialmente “Festa das Latas”. São umas 5 noites (incluindo dois dias de férias, yey!) iniciadas por uma Serenata.

Depois, o estudo intensifica-se. Mas as quintas-feiras são a noite preferida para sair – à sexta quem é de fora vai para casa. Claro, quem gosta muito também arranja outras noites para sair… há sempre festa, não dá é para ir a todas.

Vai também sempre havendo febradas, seja de Medicina ou de outros cursos. Medicina também organiza festas conhecidas, como o Maomé no fim do 1.º semestre, o Reset no ínicio do 2.º, a Flower Power (esta é de Dentária, mas pelo número é como se fosse de Med :p ), o Estudasses (melhor nome de sempre!) no fim da 1.ª fase de exames do 2.º semestre, etc. Muito etc.

E claro, o melhor vem no fim: a Queima das Fitas, no início de maio! Uma serenata monumental, 8 noites de festa no Queimódromo (Parque da Canção, vá), um cortejo, baile de gala, idas à Figueira da Foz (com garraida meia tourada para quem aprecie a coisa), torneios de tudo e mais alguma coisa, e muito mais.

cartoon da MAF

“Mas quê, para estudar na FMUC tenho de apanhar bebedeiras?”, “Tenho de sair todas as semanas?”, “Tenho que ir parar às urgências em coma alcoólico para acabar o curso?”, “É preciso acrescentar análises ao fígado ao pré-requisito A?”. Claro que não :) Infelizmente, há muitos excessos – digo “muitos” porque sejam quantos forem, serão sempre mais do que os necessários - mas a maior parte das pessoas bebe com moderação e, sim, há quem não beba nem uma gota de álcool e tenha uma excelente vivência académica.

A vida académica não se resume só a festas e bebedeiras: mete associativismo (falarei disso mais abaixo), desporto (idem), serenatas, tunas – a vossa vida na universidade será o que quer que vocês queiram fazer dela. :)

 
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#6
Alojamento

A esmagadora maioria dos alunos de Medicina que não são de Coimbra escolhe alugar um quarto/dividir uma casa em Celas, seja na avenida Calouste Gulbenkian e arredores ou ainda mais perto do hospital/pólo 3. (Já a personagem d’Os Maias alugava uma casa em Celas. De facto Coimbra parece parada no tempo. :smilingimp:). Também há em quem escolha ficar mais perto do Polo I, o que nos anos básicos não me parece muito desapropriado. Os alunos de Medicina que preferem a residência ficam na residência do Polo III, que fica MESMO dentro do Polo III (mete um nojo eles dizerem que se levantaram da cama 5 minutos antes da aula…:D) e que é praticamente nova (tal como o resto do Polo III) e, por isso, tem excelentes condições. Os quartos são todos duplos, creio, e há uma casa de banho para cada dois ou três quartos. Têm uma sala de estudo e cozinha partilhada. Formam uma comunidade unida, é muito giro :p

a residência do Polo III

Caso decidam alugar quarto/casa, vejam sempre o sítio antes de realmente fazerem o contrato. Os melhores quartos (pelo menos na relação qualidade-preço) esgotam logo, claro. Por 150 euros/mês (sem despesas de água/luz/net/etc incluídas), já vão encontrando qualquer coisinha. No caso da residência, creio que custa cerca de 70 euros para bolseiros (acho que depois recebem complemento de alojamento nesse valor, pelo que ficará “grátis”) e 120 para não-bolseiros (isto nos quartos partilhados).

Alimentação

Porque a técnica ou a vontade não é grande, muitas vezes opta-se por fazer refeições fora de casa. Para o almoço há muitas cantinas da UC abertas que cobram 2,4 euros por uma refeição com sopa, prato principal (carne, peixe ou vegetariano). No polo 3, há a cantina do polo 3 (designado por “Restaurante Luzio Vaz” quando lá acontece algum evento). Também há a “refeição snack” que é mais cara, o bar (que tem sandes, sopa…) e o refeitório do hospital (que custa 4,10 euros). No Polo 1 há várias cantinas sociais (As Químicas, as Rosas, as Azuis) pelos tais 2,4 euros, um bar de sandes, uma cantina de massas e pizzas (por tipo 3 euros! E as pizzas até são boas!), entre outros sítios da UC e privados. A meio caminho destes polos há a cantina das Sereias, que tem fama de ter comida melhor do que as outras.


a cantina do Polo III

Ao jantar creio que só as Azuis, as pizzas e as sandes estão abertas. Ao fim de semana, só as azuis vos salvam de terem de cozinhar.

Quer no polo 1 quer no 3 (e até na sala de estudo 24/7) há microondas para quem é adepto das marmitas. :)
 
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#7
Associativismo



A Associação Académica de Coimbra (AAC) representa todos os alunos da UC. Quem quiser pode ter um papel mais ativo na associação e trabalhar por melhores condições pedagógicas, por mais saídas profissionais, pode ajudar a organizar a Queima das Fitas e a Latada, etc. A AAC também engloba (entre coisas que nem faço ideia que existam) muitas secções desportivas (lá chegaremos), a RUC –Rádio Universidade de Coimbra e vários núcleos de estudantes (de um curso ou de uma faculdade).

O NEM/AAC é, portanto, o núcleo de estudantes de Medicina da FMUC. É um núcleo extremamente ativo, oferecendo inúmeras atividades a baixo custo ou mesmo grátis:

-Hospital dos Ursinhos – as crianças levam o seu ursinho/brinquedo que está doente e nós brincamos aos médicos com eles (NOT IN THAT WAY, YOU PERVERT!)

-rastreios de saúde à população – avaliando o IMC, a tensão arterial e a glicémia

-voluntariado com idosos, crianças institucionalizadas, com paralisia cerebral...

-cursos e workshops muito muito variados: língua gestual, acupuntura, mini-estágios em hospitais, suturas, gestos clínicos básicos, …, até chegar a maquilhagem

-o in4Med: o congresso, que se realiza em fevereiro, e que no último ano trouxe dois Nobeís da Medicina (é assim que se escreve o plural de Nobel? :p)

-uma gala, a Asclespius, e as festas que algures em cima referi



Hospital do Ursinho
(não são obrigados a fazer parte do vídeo. :p)

A ANEM – Associação Nacional de Estudantes de Medicina – também tem muitas atividades (transversais às várias faculdades de Medicina), e também poderá ser uma opção para quem gosta do associativismo.


"E se o que faz de nós melhores pessoas não fizer de nós melhores médicos, estaremos a formar os médicos errados."
fonte: Finalistas de 2016

 
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#8
Notas na FMUC

Segundo este documento as médias das médias na FMUC andarão entre os 14,5 e os 15 valores. Este doc diz que no ano passado as médias dos finalistas foram de 15,05 (nota: discordo um bocado do resto deste guia sobre a fmuc, mas a minha opinião é tão válida quanto a de quem escreveu o documento.) As notas devem ser ligeiramente mais altas nos anos clínicos do que nos básicos.
No entanto, é possível tirar boas notas. Há alguns professores que seguem aquela filosofia do “18 é para quem sabe tudo, 19 é para mim, 20 para Deus”, mas às vezes, em algumas cadeiras, há quem chegue a essas notas. Para quem tiver curiosidade, aqui estão as médias dos 3% de alunos que tiveram as melhores notas. Os restantes 97% - em que eu me incluo – ficam a olhar para esta lista e não sabem bem como isto é possível xD

Para se candidatarem a Erasmus, têm de ter pelo menos média de 13,5. Há umas quantas pessoas que estão impossibilitadas de se candidatar por isto :\

Rácio de alunos/tutor

É para muitos o maior ponto fraco da FMUC: é a pior do país neste aspeto. Acabei agora o 3.º ano, só tive umas duas cadeiras no hospital, mas dá para ver que é excessivo.
Já ouvi o diretor da Faculdade dizer que em parte isto deve-se aos professores não estarem registados no nosso sistema informático (ou seja, na realidade haveria mais tutores, minorando o rácio), mas na verdade isso só se aplica em poucas cadeiras. Também argumentam que não têm dinheiro para contratar mais professores para as práticas hospitalares, mas na maior parte das faculdades creio que este trabalho é feito a título gracioso (creio que é um dos caminhos que a FMUC quer experimentar). Não é tãããão dramático porque, apesar de uma turma (isto depende dos anos) poder ter 15 ou 18 pessoas, somos divididos por várias camas para não sermos tantos a massacrar um doente.
Em Introdução à Prática Médica, usam alunos do 6.º ano para as aulas práticas aos do 2.º. O problema é que como é "tradição" fazer-se erasmus no 6.º ano, às vezes tem de passar por umas belas trocas para arranjar um que, de facto, esteja em Coimbra:mask:

No 6.º ano, creio que o rácio já é muito baixo - 2 ou 3 pessoas por grupo, dependendo da rotação - é para compensar :p

Turmas

No primeiro ano as turmas são feitas pelos Serviços Académicos, de forma quase aleatória. (No meu ano fizeram por ordem alfabética e correu um bocadinho mal - é complicado para todos estar numa turma em que 10 raparigas têm o mesmo nome, e mais 8 outro nome comum...) A partir daí, as turmas são feitas pelos próprios alunos, que têm de se organizar em grupos. Praticamente todos os anos tem de se criar turmas novas, porque o número total possível de turmas vai variando.

Transportes

Para o Polo I: há autocarros de vários pontos da cidade. De carro, durante os dias da semana é o caos total para estacionar (mas não se preocupem – para as aulas de Anatomia às 8 da manhã, encontram muitos lugares livres! :p ). Na Rua Padre António Vieira costuma haver lugar, mas é pago. Bicicleta não é a melhor opção para Coimbra, que isto é uma cidade cheia de subidas e descidas.

Para o Polo III: idem, mas o estacionamento é mais fácil porque há um parque em terra batida com espaço. (até ao dia em que ocuparem esse espaço com um edifício, ficando com mais pessoas no polo e menos estacionamento)

Do polo I para o polo III: não há autocarro direto-direto, têm de descer as escadas monumentais para apanharem um autocarro (o 6 ou o 29) para o hospital/polo III. No sentido contrário, ficam perto dos Arcos e têm de subir (eu sei que muitos não percebem que raio estou a falar, mas perceberão xD). A pé, demorarão uns 25 minutos. Se tiverem aulas seguidas em polos diferentes, a culpa não é vossa porque o teletransporte ainda não inventado: fala-se com os professores e fazem-se os ajustes possíveis – que podem ser simplesmente começar a aula seguinte meia-hora depois porque é quando chegam os alunos xD


 
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#9
Unidades Curriculares do 1.º ciclo

Nota: estas coisas mudam mesmo de ano para ano, de tal forma que não vale muito a pena estar a descrever a avaliação de cada cadeira.

Por favor vejam os guias do aluno (feitos pelo núcleo de estudantes de Medicina) para métodos de avaliação (do ano passado!!) mais opiniões e conselhos! :) Quando fizerem a edição 2016 boto aqui.

1.º ano

Anatomia I - anatomia do tronco
Anatomia II - membro superior, membro inferior e genitais.

Somos todos crescidinhos mas fazemos piadas à mesma.

BCM I - cenas de Biologia Celular e Molecular, desde os organelos da células até ao citoesqueleto. (ya, já não me lembro bem :p)
BCM II - tem muita genética, é gira :p e temos de cortar cromossomas para fazer um cariograma e brincar com plasticina para ver como os cromossomas se dividem na divisão celular, é como voltar ao infantário às vezes. :p

Bioquímica I basicamente - suspostamente, é decorar os ciclos todos (tristeza :( )
Bioquímica II - aplicá-los a doenças e afins.

Introdução à prática médica I: não sei o que dão nas teóricas porque isto mudou desde o meu tempo, mas as práticas são o primeiro contacto que terão com a clínica! :D

MISP I - MISP é a bela sigla de "Métodos de Investigação/Saúde de Populações", que existirá ao longo do curso. MISP I tem como regente o antigo regente de Biomatemática, e fala de estatística e de Medicina baseada na Evidência. Avaliação:

Biofísica: há muito medo desta cadeira (e também há quem a adore!), mas na minha experiência pessoal, no final acaba por se perceber e fazer bastante bem xD fala-se sobre Física das membranas, física de fluidos e física do átomo/núcleo.

Introdução à Prática Médica II: desconheço o regente pelo nome ou cara, mas o plano curricular parece ser semelhante à antiga Intromed I, com História da Medicina, o conceito de doença, Medicina dos politraumatizados, medicina baseada na evidência, segredo médico e humanização na Medicina. As práticas são também no hospital/centro de saúde :)

Histologia e Biologia do Desenvolvimento I: esta cadeira era de 2.º ano e agora passou para o 1.º. fala-se dos vários tecidos do corpo. Histologia é como se fosse Anatomia microscópica misturada com um bocadinho de Fisiologia. os caloiros este ano queixaram-se um pouco, mas até é gira :p

2.º ano

Anatomia III: tem a anatomia da cabeça juntamente com Neuroanatomia. sei que assim não parece muita coisa, mas é. Muuuita coisa. E visto que a cadeira diminuiu de créditos e, por isso, deve ter menos aulas, não sei como é que o regente terá tempo para dar tudo, quando já antes passava as aulas a acelerar... uma oral com 3 professores (o regente e dois assistentes) na época de exames conta 100% para a avaliação. É um cadeirão (talvez o maior do curso), mas se eu o fiz vocês também o conseguem fazer :)

Fisiologia I e II - a avaliação é apenas por exame. São cadeiras interessantes :) Na I falam de Fisiologia geral, de fisiologia cardiovascular e respiratória; na II, de sistema urinário, gastrointestinal, nervoso, endócrino, reprodutor, do exercício físico...

Genética I e II- o nome parece-me algo explícito. :p

Histologia e Biologia do Desenvolvimento II - dão, basicamente, a histologia e embriologia de todos os sistemas do corpo.

Imunologia I e II- o nome também não engana muito. :p

Introdução à prática médica III e IV: mais umas vezes, das teóricas é difícil falar porque isto não é do meu tempo, mas estas são as tais cadeiras em que nas práticas os alunos são acompanhados pelos tutores do 6.º ano :)
MISP II- parece outra vez ser estatística, também é dada pelo ex-professor de Biomat.

MISP III-será sobre epidemiologia.

Microbiologia e Parasitologia - aprende-se os bichinhos todos que nos podem infetar, os seus ciclos de vida e as doenças que nos causam :p

3.º ano

Propedêutica I e II - na verdade isto são duas cadeiras em cada semestre: propedêutica médica e cirúrgica. Nas teóricas aprende-se um bocadinho de tudo: os sinais e sintomas de muitas doenças, umas pistas sobre tratamentos, aprende-se as bases do exame físico e afins :) As práticas são no hospital, a aprender a fazer história clínica e, no 2.º semestre, exame físico. Além disso, têm a oportunidade(/obrigação) de ir assistir a turnos da Urgência (sobretudo a Cirúrgica - que ainda por cima tem o bónus de poderem ir ao Bloco :p). É pena ser desorganizada, mas é uma cadeira gira :)
(e, como diria o vídeo do meu ano, dá para andar de bata e estetoscópio e meter fotos assim nas redes sociais. "porque tu ainda nem sabes auscultar o doente, tu ainda não sabes exame físico, mas super que vai bater likes no insta!" :p)

Farmacologia I e II: no primeiro semestre aprende-se as bases de farmacocinética e afins, e depois vai-se avançando para falar de uma forma mais aplicada às doenças :p

Anatomia Patológica I e II: das cadeiras mais desorganizadas da fmuc. às vezes chegam ao fim e não sabem bem o que deram. deverá ser algo tipo histologia mas com doenças xD

Neste ano começam a haver "blocos" - metade do ano tem no 1.º semestre Fisiopat+Ética e no 2.º semestre Radiologia+Psicologia, a outra metade o contrário. (é sorteado consoante a turma).

Fisiopatologia: é Fisiologia aplicada às doenças, bem como coisas mais gerais como consequências das radiações, agentes mecânicos, alterações térmicas... é tudo muito giro até perceberem que têm de decorar até à medula 300 páginas do livro :(

Ética e Deontologia: o nome explica bem. :p

Radiologia: as verdadeiras 50 shades of grey. (vamos ver durante quantos anos vai haver gente a fazer esta piada.) eu no início não via (quase literalmente :p) nada, mas no fim gostei :p

Psicologia Médica: tem algumas partes de Psicologia de 12.º ano, mas quem não a tiver tido nem dá por isso. as práticas incluem roleplays e coisas do género e, se tiverem sorte com o assistente, podem ser mesmo giras :)

PS: as opcionais estão mais à frente!


 
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#10
Opcionais de 1.º ciclo (porque as de 2.º sei lá eu :p)

(nota: as informações para o próximo ano ainda não estão disponíveis.)​

Bases Biofísicas da Imagem Médica – para o 2.º ou 3.º ano, nomeadamente para aquelas pessoas que adoraram Biofísica :kissingsmiling: muito pouca gente escolheu (e acho que por isso iam sempre :p). acho que o exame foi no fim do semestre mas não na época de exames, mas posso estar enganada.

Biologia Molecular Aplicada – dá algum trabalho: implica ir às aulas e ter frequências de duas em duas semanas, mas era das poucas cadeira em que não era preciso fazer nada (nem exame nem trabalhos) na época de exames - por isso o número de inscritos disparou, comprometendo um bocadinho a aprendizagem/qualidade. As notas são boas.
Só para o 2.º/3.º ano.

Cirurgia Experimental – só para alunos de 3.º ano, que são seriados pela média de curso até então. (diria que média 14 ou 15 é o limite). têm de ir às aulas. aprende-se teoria sobre experimentação animal e afins, mas como depois no fim há práticas onde se aprende a suturar (usando esponja e pele de frango), a fazer nós cirúrgicos, experimenta-se laparoscopia e, nalguns semestres, microcirurgia - e então toda a gente se esquece da seca que apanhou antes :p além de uma mini frequência prática e teórica no fim do semestre, só se tem de entregar um portefólio na época de exames, o que é uma vantagem.

Citogenética e genómica laboratorial – só para o 3.º ano. é uma opcional dada pela professora de BCM, sendo basicamente uma mistura de BCM II e Genética. têm de ir às aulas! 2 trabalhos ao longo do semestre e uma frequência no fim do semestre, deixando a época de exames livre. esta opcional foi uma das "estreias" de 2015/2016 - tinha muito poucos alunos, o que permitia uma aprendizagem excelente. as notas foram ótimas! uma jóia por descobrir ;)

Fundamentos de Neurociências - interdita ao 1.º ano, porque não percebem nada do tema. :p Dizem que é bastante exigente, havendo quem diga que dá mais trabalho que uma cadeira normal. têm frequências (acho que a últimaé na época de exames) e seminários e cenas. para quem goste muito do tema :p

Inglês – no ano passado, ir às aulas dava um valor de bónus. além disso, o exame conta 100% para a nota. O inglês que é dado é inglês médico, e para fazer a cadeira é recomendado que tenham pelo menos o nível B2 de inglês (se forem bons a Inglês faz-se nas calmas), e não são dadas equivalências a quem tem exames de inglês feitos (ex: CPE, CAE, etc).

Introdução à Investigação – Eu fiz Investigação I, versão antiga desta cadeira : foi a cadeira em que menos aprendi e aquela em que tive melhor nota.:rolleyes: Não se entra num laboratório, é basicamente ouvir o prof a falar da sua carreira, e de como fazer um artigo científico. As notas costumam ser algo aleatórias, mas ir às aulas (eu fui…) parece abonar a favor dos alunos. Tem exame, embora provavelmente não estudem para ele por não saber por onde estudar. Só há no 1.º semestre e é aconselhada para o 1.º ano. ;)

Introdução à Medicina Social e Saúde Global – a antiga Sociologia Médica (que é nome que lhe continuam a chamar, embora seja muito mais chique a nova versão:smilingimp:). A avaliação é por exame, e de tal forma ninguém põe os pés nas aulas que o prof tenciona arranjar forma de beneficiar os pobres coitados que vão. É das mais fáceis - e aconselhada para o 1.º ano :p

Investigações Aplicadas – parecem-me que já serão investigações a sério - a estar no laboratório a desenvolver um projeto :) para o 2.º (ou 3.º?) ano.

Nutrição Clínica – imitada a alunos de 3.º ano. Alguns dos alunos diziam que a professora exigia demasiado para uma cadeira opcional, que algumas perguntas do exame começavam por “adivinhe” (?!), e houve gente a fazê-la em época especial… mas o tema é interessante por isso continua a haver quem escolha. :p

Patologia experimental – Para o 2.º ou 3.º ano.o prof gosta de ter poucos alunos por isso na primeira aula ameaça mandar fazer imensos trabalhos e pergunta aos alunos como se frita um rissol :p (vocês acham que eu gozo convosco, mas eu não gozo.) Mas depois acaba por ser tranquilo e dar boa nota no fim. ;)

Prescrição do exercício físico – aprende-se as guidelines de quantidade/tipo de exercício para vários grupos de doenças. Infelizmente, não se chega a aprender muito aquilo que se diz ao doente na prática, mas é melhor do que nada… (cada vez acho mais que um médico devia perceber muito de exercício físico, faz bem a tudo!) Ir às aulas garantia 6 valores da nota. É mesmo preciso estudar para o exame (gastam pelo menos um dia- ou mais - na época de exames), mas as notas têm sido bastante boas. 30% para resolução de problemas e 70% exame. É mais recomendado a partir do 2.º ano porque conhecimentos de Fisiologia dão jeito (alunos do 1.º ano podem escolher, mas, lá está, não aconselho muito.)

Revisões sistemáticas e meta-análises - é nova (2016) e é só para o 3.º ano. pelo nome, fede a estatística e bioinformática. :p

Seminários de Investigação – parece ser a antiga Inv II: as aulas são basicamente ouvir um investigador convidado falar do seu trabalho. no fim enviam uma proposta de uma página sobre um hipotético projeto de investigação e está feito. Só há no 2.º semestre e como a procura de uma opcional fácil e que não dê trabalho é alta, são (penso eu de que) escolhidos os alunos que tiveram melhor nota a Intro à Investigação. (ou os que falaram com o prof pessoalmente... é tentar!).

Escolhe-se duas opcionais (uma por semestre) logo na matrícula, mas tem-se umas semanas para alterar a do 1.º semestre e até fevereiro para mudar a do 2.º semestre.
A FMUC tem no seu site um documento com algumas recomendações.

Habitualmente as pessoas escolhem opcionais que não deem muito trabalho e/ou em que se consiga ter boa nota. Há duas teorias: há quem diga que se devem guardar as opcionais mais fáceis para o 2.º ano, por supostamente ser um ano mais ocupado (eu diria que pós-reforma o 2.º semestre do 1.º ano e o 1.º semestre do 2.º ano são os mais agrestes), outros dizem para as “usar” no 1.º ano porque é a altura em que andam mais desorientados com a faculdade e então deve-se tentar que as opcionais não atrapalhem mais a coisa (pessoalmente, concordo mais com esta segunda teoria).

Em resumo, as opcionais possíveis para o primeiro ano são Introdução à Investigação, Seminários de Investigação, Introdução à Medicina Social e blablabla (sociologia), Inglês e Prescrição. As mais fáceis serão Introdução à Investigação, Seminários (mas têm que fazer Introdução primeiro), e "Sociologia", seguidas de perto por Inglês. Prescrição fica melhor para outro ano :)

Os intercâmbios científicos da IFMSA (que podem ser feitos a partir do fim do 1.º ano), intercâmbios clínicos da IFMSA (a partir do 3.º ano) e os estágios opcionais clínicos de verão organizados pela FMUC (também a partir do 3.º ano) - todos com a duração de um mês - dão 4 créditos, "dispensando-vos" de fazer opcionais no ano seguinte (se assim o quiserem). [como isto é não se aplica para o primeiro ano, não liguem muito a isto antes de entrarem :) ]

Volto a dizer para verem também as informações do guia das opcionais feito pelo NEM: Guias
 
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#11
Relação com os professores e regulamento

Há professores acessíveis, com os quais podemos falar facilmente e que se esforçam para compreender os nossos pontos de vista. Há outros que se acham superiores a tal. Como temos um representante (ou dois) para cada cadeira – cuja função é a de centralizar as comunicações professores/alunos – esse diálogo fica mais facilitado. Mas, infelizmente, continua a haver aqui e ali situações que violam o regulamento pedagógico da FMUC (que, por algum motivo, se sobrepõe ao da UC )

Equivalências

O curso cujo primeiro ano dá mais equivalências na FMUC é Medicina Dentária (se for na FMUC, o processo burocrático é mais leve). Ciências Farmacêuticas, Medicina Veterinária e Ciências da Nutrição também são escolhas comuns.

O processo de equivalências é custoso e demorado (é a FMUC….).

Erasmus

Podem fazer Erasmus a partir do 2.º ano (portanto, ir fazer o 3.º, 4.º ou 5.º - ou um só semestre), mas têm de ter no mínimo 13,5 de média. A lista de vagas está aqui: http://www.uc.pt/fmuc/mobilidaderelacoesinternacionais/acordosbilaterais/acordosmedicina a seriação é feita pela vossa média até ao ano anterior à inscrição (se estão no 3.º ano, até ao fim do 2.º ano) + um bónus dependente do ano para que vão (se vão para o 3.º ano, mais 0,5 val; para o 4.º ano, 1 valor; para o 5.º, 1,5 valores).
É também quase tradição na FMUC fazer dois ou três meses de Erasmus Estágios (Erasmus Placement) no 6.º ano - mais de metade dos alunos fazem-no. Cirurgia no 6.º ano é uma cadeira muito trabalhosa na FMUC e entre passar uns meses a estudar e a deprimir para a respetiva oral e passar meio semestre a aprender enquanto se descobre um novo país, a escolha é, para muitos, óbvia. Mas têm de ter 13,5 de média, não esquecer (não é muito difícil, calma :) ). aqui a lista de vagas é virtualmente infindável, porque podem contactar qualquer hospital na Europa (mais no Brasil e outros países extra-Europa) - só têm de vos aceitar e dar-vos uma nota no fim :p

Dicas aleatórias
  • as maçanetas da casa de banho do 3.º andar do Pólo I(o de Anatomia) funcionam ao contrário. Eu sei que isto não vos faz sentido agora, mas mantenham esta informação no vosso subconsciente porque um dia será o que vos impedirá de entrar em pânico quando lá ficarem fechados. :D
  • no bar do pólo 3 um croissant torrado é mais barato (e maior) que uma torrada normal. Aproveitem enquanto eles não repararem...​
  • na FMUC a frase "as notas saem até dia X" não quer dizer que as notas saiam até dia X.​
  • numa certidão de óbito não se deve designar a causa de morte como "paragem cardiorrespiratória"; é que, se pensarem bem, todos morremos de paragem cardiorrespiratória.​
  • os elevadores do hospital não param em todos os pisos: têm um teclado onde selecionam o número do andar para onde querem ir, e ele dá-vos a letra do elevador que para lá vai. E nunca se esqueçam de que, se querem ir para (por exemplo) o 6.º piso, apanhar um elevador para o 5.º ou para o 7.º dá perfeitamente :p
  • a Lina tem fama de bater nos carros e fugir.​
  • o hospital é muito quente e com a bata pior ainda - vistam-se de forma a poderem ficar de t-shirt debaixo da bata.​
  • o segurança onde irão deixar os relatórios de IPM chama-se Sr.David e é supersimpático.​

Opinião pessoal

Estou longe de achar que a Faculdade é perfeita. Acho que umas quantas vezes podiam (e talvez devessem) ser mais exigentes connosco. Acho que muitas vezes as notas não refletem o esforço e o saber de quem as teve (quer para cima, quer para baixo). Revolta-me quando as regras e leis dos regulamentos não são cumpridos, e a passividade da Faculdade para muitas destas situações. Há muitas vezes em que dizer que a FMUC é desorganizada é pura e simplesmente um eufemismo para "a FMUC é um caos". Desrespeitarem prazos, regulamentos, marcarem aulas e os profs não aparecerem, perderem exames (!!!), mudarem regras no fim do jogo, ninguém saber de nada... já vi de tudo. Para mim, a desorganização é o maior defeito da FMUC. Ainda tive poucas oportunidades de sentir o elevado número de alunos por tutor na pele (isto da pele há de ser algo literal, visto que vamos estar aos montes nas enfermarias :D), mas do pouco que tive já deu para ficar frustrada com isso também. Às vezes perguntam-me pontos fortes da FMUC e não consigo pensar em nenhum além de estar em Coimbra, uma cidade académica que cada vez está mais interessante.

Quando escolhi esta faculdade, tinha média para entrar em qualquer lado. Sou de Coimbra, e escolhi a FMUC pelo critério geográfico: achei que um eventual pequenino acréscimo de qualidade não compensava os gastos que teria em alugar um quarto, ir a casa ao fim de semana, etc. Não me arrependo, de todo, desta decisão. Quanto mais ouço pessoas doutras faculdades e quanto mais posts leio deste fórum, mais encontro relatos de experiências que também não me satisfariam, e mais tenho a convicção de que as faculdades de Medicina portuguesas têm todas uma formação de qualidade semelhante. As moscas mudam, mas de resto é igual. Em qualquer faculdade, a maior parte da vossa formação será responsabilidade exclusiva vossa.;)


Fico à espera de vos ver pela FMUC! :)


 
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Droggy

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#12
Se estivesse a candidatar-me para a faculdade quase que escolheria a FMUC :p
Mas agora a sério, grande post! Tudo muito bem detalhado e completo!
Parabens!
 
Gostos: a fish

a fish

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#14
Se estivesse a candidatar-me para a faculdade quase que escolheria a FMUC :p
Mas agora a sério, grande post! Tudo muito bem detalhado e completo!
Parabens!
Obrigada :) espero que ajude caloirinhos :p

Parabéns, está brutal! :)
Concordo com tudo o que disseste.
Ótimo! Mas se quiseres escrever alguma coisa diz que se acrescenta :)
 

lolz

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#16
Muito obrigado @a fish! :)
Sempre estive indeciso entre Porto e Coimbra, mas acabei por optar pela última :p
 
Gostos: a fish

DGm

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#17
Olá
Para um estudante da FMUC a frequentar o 1º ano qual é o melhor lugar para alugar um quarto? Junto do polo I ou do polo III? Com tantas mudanças é bastante confuso.
Espero que consigas ajudar-me!:)
 
Gostos: Maria Ponte
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#18
Olá
Para um estudante da FMUC a frequentar o 1º ano qual é o melhor lugar para alugar um quarto? Junto do polo I ou do polo III? Com tantas mudanças é bastante confuso.
Espero que consigas ajudar-me!:)
A @a fish que me corrija se estiver a dizer asneiras mas pelo que sei as obras no polo III ainda não estão todas concluídas pelo que deverá continuar a haver aulas nos dois polos. Portanto, e tal como foi dito em cima, o melhor sítio será na zona de Celas, Gulbenkian... No entanto, podes optar por ficar mais próximo de um dos polos. Eu moro muito perto do polo III e vou sempre a pé para o polo I! Quando está a chover tens sempre autocarro.. Se tiveres a certeza que entras aconselho-te a ires tratar disso porque depois em Setembro acabas por encontrar casas não tão boas e mais caras.
 
Gostos: a fish

DGm

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#19
A @a fish que me corrija se estiver a dizer asneiras mas pelo que sei as obras no polo III ainda não estão todas concluídas pelo que deverá continuar a haver aulas nos dois polos. Portanto, e tal como foi dito em cima, o melhor sítio será na zona de Celas, Gulbenkian... No entanto, podes optar por ficar mais próximo de um dos polos. Eu moro muito perto do polo III e vou sempre a pé para o polo I! Quando está a chover tens sempre autocarro.. Se tiveres a certeza que entras aconselho-te a ires tratar disso porque depois em Setembro acabas por encontrar casas não tão boas e mais caras.

Obrigada! Já estou a pensar em começar a ver os quartos mas fico sempre confusa porque tanto vamos ter aulas num polo como no outro... Essa zona que referes fica a meio de caminho de ambas não é? Vou ter que ver essa opção. Obrigada mais uma vez:)
 
Gostos: hagrid

gbmadureira12

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#20
Confesso que já me arrependi de ter posto Coimbra em 5° opção :tired: