Regra geral, a esmagadora maioria das universidades/faculdades e das cadeiras, oferece pelo menos duas formas de te submeteres a avaliação: através de 1ª e 2ª frequência (mais um exame prático, em alguns casos) ou através de um exame normal (também chamado de “exame de 1ª fase”). Independentemente da alternativa que escolhas, terás sempre uma nova oportunidade para mostrar o que sabes através do exame de recurso (também chamado de “exame de 2ª fase”) no caso de faltares/chumbares/desistires do exame normal ou de alguma das frequências. Essencialmente, a principal diferença entre os dois métodos de avaliação tem a ver com a distribuição de matéria/carga de estudo a que te submetes e com as datas de avaliação (ou seja, com a organização do teu calendário académico).

Sem nos esquecermos de que existem cursos e cadeiras onde existe uma componente prática com avaliação por exame obrigatório e uma componente teórica com opções de regime de frequência ou exame, podemos considerar que, ser avaliado em duas vezes ao longo do semestre ou uma vez na época de exames faz toda a diferença e pode ser a determinante que te faz aprovar na cadeira, ou não.



Quer as frequências, quer os exames, têm vantagens e desvantagens e penso que seja importante que as peses bem antes optares por uma ou outra até porque, de certa forma, estás a decidir como vai ser o teu semestre.

Vamos começar pelas frequências: a sua maior vantagem será claramente a distribuição da matéria a avaliar em duas vezes (o que, à partida, parece ser mais simpático). Neste regime, és avaliado uma primeira vez relativamente à matéria que foi lecionada até (cerca de) metade do semestre e, posteriormente, serás avaliado uma segunda vez (2ª frequência) perto do fim do semestre ou mesmo durante a época de
exames relativamente à restante matéria que não foi avaliada na 1ª frequência.

Apesar de parecer mais fácil e intuitivo ser avaliado de forma distribuída ao longo do semestre, lembra-te de que, não raras vezes, a dificuldade da matéria não está equilibrada e o que costuma acontecer é que, uma das frequências (normalmente a 2ª) é extraordinariamente difícil quando comparada com a outra, ou então, foi marcada numa data que não te permite aprofundar muito o estudo. Isto pode levar a que não aproves numa das frequências, o que é suficiente para te reencaminhar para o regime de exame (que estavas a tentar evitar).

Relativamente ao regime de frequências, o meu conselho é que optes por ele quando a matéria for bem distribuída (em quantidade e dificuldade) e as datas estabelecidas te permitirem um período de estudo mais intensivo.

Ir a exame não parece ser a primeira escolha na maioria dos alunos e dos casos porque a matéria de um semestre inteiro tende sempre a ser demasiada para o que podemos e estamos dispostos a estudar.

Apesar disto, os exames têm a vantagem de “diluir” a parte mais difícil da matéria e dão-te a hipótese de ir “angariar” valores àquele capítulo que estudaste melhor e/ou é simplesmente mais fácil de entender ou interiorizar.

É evidente, contudo, que os exames vão sempre carregar-te com mais matéria e nem sempre te permitem estudar tudo como gostarias (especialmente se o calendário de exames estiver muito sobrecarregado e/ou tiver sido mal planeado).

Relativamente ao regime de exame, o meu conselho é que optes por ele nos chamados “cadeirões” onde acaba por ser mais fácil ser avaliado de uma forma mais “geral”, desde que não te esqueças de orientar o teu calendário académico de acordo com os exames que planeias fazer.

Veredicto: Não existe uma resposta universalmente certa para responder à pergunta “Frequências ou Exame: Qual o melhor?” e, portanto, resta dizer que: depende.

A melhor sugestão que te posso dar é: avalia a situação.

Na hora de optar por um método de avaliação, considera sempre a dificuldade da cadeira e o calendário das suas avaliações pois só assim conseguirás perceber de que forma terás mais probabilidades de sucesso.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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