Vivemos num mundo cada vez mais tecnológico e competitivo, o que faz com que muitos estudantes pensem em “deitar as mãos à obra” e procuram problemas reais que estes possam colmatar criando a sua própria empresa. Mas porquê? Como e com que meios? Bem, para a primeira pergunta a resposta é relativamente fácil:

 

1º Querem marcar pela diferença

Somos uma geração nova e, tipicamente, revolucionária – somos ambiciosos, queremos ter impacto, criar algo novo e fora do tradicional.



 

2º As grandes empresas, para muitos estudantes, começam a ser menos atrativas

Muitas empresas têm vícios velhos e estagnam nos hábitos antigos, não querendo mudar e adquirir novas ideias e práticas. Para as gerações anteriores isto talvez não fosse um problema, mas para a nova fornada de adultos que chega agora ao mercado é. A nova geração procura desafios, ambientes ágeis e uma flexibilidade que poucas (ou quase nenhuma) empresas conseguem oferecer.

 

3º Por que não dar asas à imaginação?

Hoje em dia muitos jovens ambicionam criar algo deles, algo de raiz e algo que acrescente valor ao mercado. Principalmente, querem ser donos do seu próprio nariz e envergar na veia de leadership.

Temos um bom exemplo no João Ramadas, aluno do 2º ano do mestrado de Gestão com especialização em Inovação e Empreendedorismo na Universidade Católica. O João descobriu um problema, pensou na solução e fundou a Huubster.

A Huubster é uma start-up que atua na área da compra de automóvel usado e que assume como missão apoiar as pessoas que querem comprar um automóvel usado. A startup começou em setembro e foi uma das 30 selecionadas pela Made of Lisboa para estar presente e representar o ecossistema lisboeta no Web Summit 2017.

Tudo começou depois do João ter feito duas compras de carros usados “pouco conseguidas”. Depois de visitas a oficinas, de trocas de carro, de dinheiro gasto, começou a pesquisar de como poderia haver uma solução para um problema que de certeza existia em mais pessoas. Quantos de nós percebemos de carros? Quantos de nós conhecemos alguém que percebe de carros? Quantos de nós compramos carros usados? A partir do momento em que o João percebeu que não havia uma solução óbvia, começou a ideação de algo que evitasse as compras “às cegas” e que nasceria 1 ano depois, a Huubster. A proposta de valor é “trazer transparência e confiança à compra de carros em segunda mão”.

O procedimento é simples: através do site www.huubster.com ou do Facebook, o cliente pode marcar uma “consulta” com um especialista (com formação académica em engenharia mecânica e/ou experiência em reparação e manutenção de automóveis) que pode ir ao local onde o veículo está, uma opção mais flexível, ou pode fazer uma avaliação, mais completa, numa oficina parceira da Huubster. Assim, com a ajuda de um técnico especializado, que o aconselha, o potencial comprador despista eventuais problemas que o veículo possa ter, ganha poder de negociação para reduzir o preço do automóvel e ainda recebe 10-20% de desconto nas reparações que queira fazer ao automóvel depois da compra.

O que começou com o João, uma ideia e um portátil é hoje uma startup com 3 fundadores, 9 embaixadores universitários, vários mentores e a promessa de um futuro, quem sabe, risonho! Qualquer estudante que pretenda comprar o seu primeiro carro usado ou, até mesmo, fazer parte do programa de Embaixadores da Huubster, apenas tem de contactar um elemento da equipa ou um dos embaixadores.

Portanto, se tens o “bichinho” de criar algo teu e que achas que faça sentido, desistir definitivamente não é o lema. Os objetivos são atingíveis se trabalhares incansavelmente para os mesmos. Os resultados vêm a seguir.