Foram na semana passada conhecidos os resultados da primeira fase de candidaturas ao ensino superior e para muitos dos que ontem foram colocados uma nova vida começa. Vão mudar de escola, de horários, de colegas, em muitos casos de cidade e em todos de rotina. No meio da confusão que todas estas alterações representam, todos sofremos com o mesmo: e se não for suficientemente bom? E se quando acabar não tiver emprego?

As pressões no sentido de que só conseguimos um bom emprego e uma boa vida se formos os melhores vêm de todo lado. Dos nossos pais, que no meio desta crise gigantesca não nos podem manter na Universidade se repetirmos anos, da lista infindável de desempregados recém-formados que todos os noticiários nos recordam, dos nossos colegas que parecem sempre ser melhor que nós.



Quando entramos no mundo universitário, parece que só podemos escolher dois lados, as noites de farra, que depressa se tornam semanas de borga e que no fim do semestre nos trazem imensas cadeiras por fazer e meia dúzia de famosos 9,5 valores. Ou os dias trancados a organizar apontamentos e a estudar sem parar. No entanto, não se esqueçam que há também um modo intermédio e que umas noites de farra não são incompatíveis com tardes de estudo e que uma bebedeira não significa más notas intermináveis.

O segredo é encontrarem o equilíbrio e esforçarem-se por encontra-lo. Não se contentarem com 10’s a todas as cadeiras, mas não se esquecerem de viver. O segredo é trabalharem e divertirem-se, é conciliar aulas com copos, estudo com amigos. O segredo é conhecer e darem-se a conhecer, porque um bom profissional é mais do que o melhor aluno, é a pessoa que sabe viver para além de livros e cadernos.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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