Pela primeira vez nos 14 anos de história do Ranking Mundial das Universidades organizado pela publicação Times Higher Education (THE), duas instituições europeias lideram a lista, ambas do Reino Unido. Oxford mantêm o 1º lugar e Cambridge sobe duas posições, até ao 2º. O Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique, a par do Imperial College London, são os outros representantes europeus num top 10 que ainda é dominado pelos Estados Unidos.

A Europa continua a assegurar metade das instituições representadas nos primeiros 200 lugares do ranking mundial da THE, mas a competição asiática faz-se sentir cada vez mais, notam os autores da lista divulgada na semana passada. As duas melhores universidades chinesas, de acordo com esta lista que é vista como uma das maiores referências no que respeita a rankings universitários, ultrapassaram a instituição alemã mais bem posicionada – a LMU Munich (34º lugar). De resto, a Alemanha perdeu duas representantes no top 200 e passou a ter 20 universidades listadas.

Entre as primeiras 30 posições, a Europa tem agora sete universidades e a Ásia três – as universidades de Singapura, Pequim e Tsinghua (as duas últimas chinesas). No ano passado, os números eram de 10 e dois, respetivamente.

Também os Estados Unidos, que veem o seu domínio voltar a esbater-se um pouco mais este ano, sentem a pressão. Pela primeira vez, não asseguram nenhum dos dois primeiros lugares – “um verdadeiro abanão no sector do ensino superior norte-americano”, consideram os autores. A Universidade de Singapura, por exemplo, chegou ao 22º lugar e ultrapassou Carnegie Mellon.

 

Mais universidades portuguesas mas a descer posições

Já em relação a Portugal, a lista integra nove universidades, mas apenas a partir da segunda metade da tabela completa de mil instituições – a partir do lugar 200 o ranking não indica uma posição, mas um intervalo em que se encontra.

Aveiro, Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa e Porto situam-se entre as posições 501 e 600. Algarve (que não estava no ranking em 2017), Beira Interior, ISCTE e Minho situam-se entre o 601º e o 800º. A maioria desceu em relação à edição do ano passado.

Para a construção desta tabela, que enumera um total de 1000 instituições de 77 países, a THE usa um conjunto de 13 indicadores que medem o desempenho da instituição de ensino superior nas suas principais missões – ensino, investigação, transferência de conhecimento e projeção internacional. Os resultados são auditados pela PricewaterhouseCoopers.

 

Podes consultar o ranking completo aqui.