Esquece tudo aquilo que viste e ouviste sobre a temática, sim esquece. Põe de parte todo e qualquer preconceito que possas ter adquirido, isto é para este assunto e todos os que te rodeiam.

Tens todo o direito de dizer “Não!”. Não tens é o direito de dizer “Não, porque ouvi isto ou vi aquilo na tv.”. Essa é a base de todos os preconceitos existentes, isso é o que nos faz muitas vezes sofrer injustiças por parte de pessoas que não nos conhecem e simplesmente partem do pressuposto que se alguém disse que “é mau ser amiga de um negro” ou “namorar com uma chinesa não se adequa aos parâmetros da sociedade”, então é mau.

Sim, fui praxada, por opção. Ninguém me forçou ou coagiu. Mas não se deixem enganar, foi uma decisão muito complicada. Na altura em que aderi à praxe, o tema era difamado e perseguido pela comunicação social. Ouvi tantas opiniões que em nada me ajudaram a decidir. Houve apenas uma que realmente me fez algum sentido “Esquece tudo e experimenta. Se gostares, continua. Se não gostares, sai.”.

É tão simples quanto isto. Se me disseres “eu não vou porque já experimentei e não é para mim”, vou compreender-te e respeitar-te. Se me disseres “não vou porque penso que não é para mim (…) ouvi dizer que era agressivo”, nesse instante continuo a respeitar-te, mas não vou compreender-te.

Tu não tens o direito de dizer que a praxe é má, só pelo que ouviste dizer. Tu não tens o direito de dizer que a praxe não integra ou que exclui, só pelo que ouviste o dizer.

Tens todo o direito de experimentar e dizer “não quero”. Simplesmente não tomes como ponto de partida a opinião de outras pessoas, quer seja favorável ou desfavorável.

Vai. Experimenta. Se não gostares, não vais ter menos amigos ou ser menos do que outra pessoa. Ninguém vira a cara a quem não é praxado. Mas quem é praxado e posteriormente praxa, também não gosta que lhe virem cara ou o rejeitem pela decisão que tomou e assumiu.

És livre de fazeres o que te apetecer. Não deites isso fora, é verdadeiramente a única coisa que te quero recomendar.