Com o início de um novo ano letivo, cada universidade/faculdade/politécnico (enfim, cada instituto de ensino superior) reacende consigo toda a experiência e dinâmica do ambiente académico: o ingressar na universidade representa e implica iniciar uma nova fase na nossa vida, uma nova rotina, uma nova cidade (boa parte das vezes, claro está) e, como é evidente, uma série de novas pessoas para conhecer e amizades para fazer (eventualmente, até vamos para além disso).

É toda uma listagem de expetativas e vivências que se proporcionam em âmbito académico e que, neste momento, temos já bem relatadas em artigos de opinião (como este, que lês agora…) e outros textos diversos que facilmente encontramos online nas mais diversas plataformas.



Regra geral, o que mais motiva e ajuda os jovens universitários dentro da vida académica, são, claramente, as pessoas: se repararmos, o que mais se valoriza durante a experiência no ensino superior, são aqueles que conhecemos e as amizades que travamos, o que faz todo o sentido.

Em boa verdade, é por demais evidente que a universidade é um meio com todo o potencial para fazermos novos amigos já que, ano após ano, constitui o local de reunião de centenas e centenas de pessoas provenientes dos mais diversos pontos do país e do mundo (façamos agora um cumprimento aos alunos de programas de intercâmbio internacionais).

Efetivamente, o meio académico dá-nos a oportunidade de criar relações que, de outra forma, muito provavelmente, nunca teriam surgido: se o local e o timing não fossem exatamente aqueles, os caminhos não se teriam cruzado daquela forma ou, simplesmente, não se teriam cruzado.

Assim, com toda a razão, este tipo de relação é bastante aplaudido e elogiado por todos os que ganharam na sua vida pessoas excecionais graças ao mundo académico. É bonito.

No entanto, nunca vi enaltecido (ou sequer mencionado), em específico, alguns laços que o meio académico potencialmente também forma: os que se geram entre pessoas que vêm da mesma localidade.

Em bela justiça, não faz sentido deixar de celebrar as ligações que se formam entre aqueles que, vivendo relativamente próximos, apenas tiveram a sorte de se conhecer e estreitar relações no âmbito da sua experiência académica. São pessoas que tiveram um ponto de partida comum, mas fizeram zig-zags na vida de tal forma que nunca “tropeçaram” um no outro: estavam tão perto e no entanto tão longe. Foi a universidade que lhes permitiu trocarem o primeiro “olá”.

Por vezes, as melhores pessoas que a vida académica nos traz são aquelas que sempre estiveram por aqui, a navegar a distância curta e alheias ao facto de que, algures no futuro, seriam aliados importantes na nossa vida.

Este texto é dedicado a uma menina especial e representa uma vénia a todos os laços criados entre aqueles que vieram da mesma cidade, aldeia, freguesia ou distrito: parece que a vida académica une as pessoas com poética precisão.

E tu? Conheceste na universidade alguém que veio do mesmo sítio que tu? Partilha a tua experiência e conta-nos como te aproximaste de alguém que, afinal… já estava aí tão próximo…

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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