Jovens a desenvolver ideias para noutros jovens, esta é a rota que que assume esta associação juvenil que nasceu há mais de 25 anos em Cascais. Assumem como missão contribuir para a promoção da cidadania ativa na juventude, com o intuito de participar na construção de uma sociedade com cidadãos mais conscientes, socialmente comprometidos, participativos e criativos.

O Uniarea esteve à conversa com Marguerita Harris de Pina, Presidente da Direcção, para elucidar-te acerca deste projeto cujo impacto vai além de Cascais.

 

Uniarea (U): A Rota Jovem foi vencedora da 1ª fase do Prémio Carlos Magno para a Juventude em 2014. Em que consistia o vosso projeto?

Marguerita Harris de Pina (MHP): O Prémio  Carlos Magno entra na Rota Jovem, em 2014, através do projeto dos workcamps – campos de trabalho internacional. Os workcamps são um projecto fruto de uma parceria com a Camâra Municipal de Cascais. Os campos internacionais de trabalho voluntário são projetos onde jovens (entre os 18 e os 30 anos) de todo o mundo têm a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento local de uma comunidade na vila de Cascais. Nestes projetos os participantes aprendem não só sobre os outros como também sobre si mesmos. São projetos de curta-duração – 2 semanas – que promovem valores como a tolerância, flexibilidade e a luta contra a injustiça e o preconceito. Todos os anos executamos diferentes projectos, dentro do concelho, tendo em conta as “sinalizações” e levantamentos de necessidades da população, a avaliação é feita em conjunto, com técnicos da Câmara Municipal de Cascais.

Os projetos foram organizados com voluntários de toda a Europa, sob a coordenação da nossa Associação. O evento, em 2014, consistiu numa seleção nacional que juntou jovens do ensino secundário de todo o país durante 4 dias para debater alguns dos temas mais pertinentes a nível europeu. Já o evento de 2016 foi um dos eventos de maior dimensão que alguma vez foram organizados por nós. Contou com mais de uma centena de jovens universitários provenientes de vários países da Europa e da América do Sul que, durante 10 dias se debruçaram sobre vários problemas globais.

As propostas aprovadas em Assembleia Geral foram enviadas para os vários chefes de estado para que estiveram presentes na Cimeira Ibero-Americana, durante os dias 28 e 29 de outubro desse ano, na Colômbia.

 

U: Consideras que existe uma chave para o vosso sucesso neste projecto? Se sim, qual é?

MHP: Julgo que o facto de abrirmos Cascais ao mundo e, convidar a comunidade local a abrir os braços aos voluntários, pessoas de diferentes proveniências. Provocarmos a mescla, promovermos a solidariede, paridade, o respeito e equidade. A nossa forma de estar contribui, em muito, para o reconhecimento do projecto.

 

U: Que impacto teve esta vitória no vosso desenvolvimento?

MHP: O reconhecimento é algo importante, é a validação e valorização do trabalho. Motiva-nos, faz-nos querer mais. Os workcamps são um dos projectos queridos da Rota, todos os anos procuramos novos desafios, envolvemos mais pessoas, também organizações e instituições, principalmente a Câmara de Cascais que, através dos vários departamentos e ramos tem feito deste projecto um sucesso.

 

U: Ainda continuam a desenvolver projetos de dimensão europeia?

MHP: Nós continuamos a trabalhar bastante a vertente internacional e europeia, principalmente através do Erasmus+. Convidamos todos a visitar as oportunidades no nosso site e página de Facebook.

 

O Uniarea explica

O que é o Prémio Carlos Magno para a Juventude?

É um concurso que se baseia na criação de projetos inovadores acerca dos seguintes temas: desenvolvimento e integração da EU e questões relacionadas com a identidade europeia. Foi criado pelo Parlamento Europeu em parceria com a Fundação do Prémio Internacional Carlos Magno.

 

 O que é que a Rota Jovem tem a ver com este prémio?

Com cerca de 1600 sócios, esta associação dinamiza projectos em áreas tão diversas como a aprendizagem intercultural, a participação e o voluntariado, a Europa e os jovens, a mobilidade internacional, a consciência ambiental, desporto, entre outras. O seu impacto estende-se além Cascais, quer a nível nacional, quer internacional, através dos muitos projetos de mobilidade efetuados.

 

Ainda posso concorrer?

Sim, encontram-se abertas as inscrições para a edição de 2018, tendo sido prolongadas até 19 de Fevereiro. Desde que tenhas entre 16 e 30 anos, sejas cidadão ou residente de um dos 28 estados-membros e tenhas uma ideia. Podes consultar o formulário aqui.