Sou eternamente apaixonada por Coimbra, desde a tradição, até ao seu extenso Mondego. As paredes transparecem felicidade, mas ao mesmo tempo, sofrimento de quem por lá passou, só quem lá passou é que sabe, pelo menos é o que ouço dizer. Desde sempre, um dos meus grandes objetivos era entrar em Coimbra, na Coimbra dos estudantes. No entanto, trocaram-me as voltas, e fui parar a Leiria. A Linda Leiria, ouvi eu, nos primeiros dias.

A primeira semana foi incrivelmente difícil, só pensava na segunda fase e em tentar novamente entrar na minha cidade eleita. Todavia, conheci pessoas maravilhosas, pessoas que eu sabia que ia levar para a vida. Sem eu dar conta, Leiria acolheu-me de braços abertos, sem eu pedir, sem esperar nada em troca. Simpatizar com ela foi fácil, deste modo, Coimbra deixou de ser a protagonista. Chegou a segunda fase, não tive coragem, já me tinha conquistado.



A decisão de ficar não foi fácil, mas não existe nenhum tipo de arrependimento.

Nestes meses, aprendi que o que faz a universidade são as pessoas. As tuas experiências são extraordinárias, porque tens pessoas extraordinárias ao teu lado. A tua jornada é gratificante, porque tu fazes por isso. E cada cidade é diferente, cada cidade tem algo para contar.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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