“Escolher uma instituição de ensino superior não foi difícil, mas saber que poderia integrar uma Júnior Empresa motivou a minha decisão”. Quando completou o 12º ano, a Alexandra não sabia que curso escolher, mas de uma coisa estava certa: “queria acrescentar valor à comunidade, através dos conhecimentos que viria a adquirir”. Hoje é finalista da licenciatura em Economia pela Faculdade de Economia do Porto (FEP) e, com apenas 20 anos, dirige a Federação de Júnior Empresas de Portugal – a JADE Portugal – em conjunto com os Diogos, o Filipe e a Inês.

O conceito de Júnior Empresa instalou-se em Portugal há cerca de 26 anos, mas é agora que começa a ganhar visibilidade no tecido empresarial português. Tratam-se de associações sem fins lucrativos, formadas e geridas exclusivamente por jovens universitários, que prestam serviços profissionais a empresas e instituições.

O Diogo Parreira, de 21 anos, ingressou recentemente no mestrado em Gestão na Católica-Lisbon. Até então pertenceu à Júnior Empresa do ISCTE-IUL. “Enquanto Vice-Presidente, responsável pela consultoria, coordenei 23 diferentes projetos, geri a base de clientes, defini e implementei a estratégia comercial e, com todos os cerca de 70 membros, garanti que o índice de satisfação do cliente registasse os 9.7 em 10.” Trata-se de “gerir e contactar com clientes reais, mergulhar na realidade das empresas, antecipar tendências, resolver problemas de forma criativa e criar uma relação com o mercado de trabalho” – garante-nos o Diogo.

Atualmente, são mais de 40.000 os Júnior Empresários em todo o mundo, e o português é a língua dominante. O propósito é muito claro: desenvolver as competências dos estudantes universitários, através de projetos com empresas reais. Na Europa, o Movimento Júnior Empresarial já atingiu 16 milhões em valor de projetos. Trata-se de quantidade, já que o valor de cada projeto é simbólico. Em Portugal, o Movimento tem crescido de forma exponencial, em diversas áreas do conhecimento: desde gestão e comunicação às engenharias e tecnologias da saúde. Num futuro próximo, espera-se que a estas áreas se juntem o Direito, o Desporto, as Artes e tantas outras.

Para o Diogo Carriço, de 20 anos, “o melhor de ser Júnior Empresário é o facto de trabalhar diariamente com pessoas ambiciosas, ativas e de diferentes áreas”. No 1º ano da licenciatura em Economia integrou a Júnior Empresa da Universidade de Trás-os- Montes e Alto Douro (UTAD) “para adquirir um maior know how, ser mais ativo e aproximar-se do mundo do trabalho”.

Learn by doing – é aquilo em que acreditam estes estudantes. Frequentemente, reúnem para debater temas da atualidade, receber formação ou, simplesmente, fazer networking. A troca de experiências impulsiona a atividade das Júnior Empresas, e constitui uma rampa de lançamento para os Júnior Empresários na realidade profissional. A Inês, de 22 anos, que frequenta o mestrado integrado em Psicologia, na Universidade do Minho, destaca a participação nas atividades do Movimento Júnior no seu percurso académico: “foi extraordinário conhecer diferentes ecossistemas de Júnior Empresas com diferentes backgrounds, culturas e practises.”. A verdade é que esta experiência tem sido um ótimo pretexto para agarrar novas oportunidades e desafios.