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Se o mês de junho já traz alguma tensão aos estudantes, o mês de Junho de 2020 vai bater recordes… No meio de uma pandemia, lutas sociais e manifestações, os exames e trabalhos estão à porta e ninguém quer falhar. Se não tiveres cuidado podes deixar que tudo isto afete a tua performance nos exames e não queremos que isso aconteça pois não?

Convém começar por dizer que, neste assunto, temos que optar por uma visão pragmática.

Sim, pode ser injusto avaliar os alunos online quando não houve uma preparação eficaz.

Sim, a constante tensão social que se vive pode influenciar a performance do aluno e isso devia ser tido em conta.



Mas vamos ser realistas, não vai acontecer. Quanto mais tempo desperdiçamos a pensar no facto de ser injusto o que quer que seja, menos tempo estamos a dedicar àquilo que realmente importa.

A nossa preparação.

Para teres os melhores resultados possíveis há 1 obstáculo que vais ter de ultrapassar:

O “Monstro” da Procrastinação.

Já todos procrastinamos.

Todos nós já passamos por um destes cenários (entre outros):

  • “Começo a estudar quando for hora certa” só para ficar mais uns minutos a fazer scroll no Instagram.
  • “Vou começar por fazer pesquisa” e acabar a ver vídeos de cães e gatos no YouTube.
  • “Estou cansado. Acho que preciso de descansar primeiro e depois começo”. Apenas para passar 3 horas a fazer tudo menos começar.

A verdade é que, infelizmente, a procrastinação é um amigo de muitos jovens estudantes.

No livro “Aprender a Aprender”, a autora Barbara Oakland, partilha 1 dica para a procrastinação que pode fazer a diferença.

“Foca-te no processo ao invés do produto”.

Eis, resumidamente, o que é que isto quer dizer.

A procrastinação é um hábito.

Como qualquer hábito, tem um gatilho. Basicamente, este gatilho desperta em ti a necessidade de procrastinar. Imagina que tens um trabalho para fazer daqui a 5 dias e ainda não começaste. O facto de ainda não teres começado deixa-te desanimado e isso causa-te “dor”. O teu cérebro, como foi desenhado para evitar a dor, faz com que arranjes outras 37 coisas para fazeres antes de pegares no trabalho. E tu vais procrastinando até ao momento em que a dor de não entregares o trabalho passa a ser maior do que a dor de ainda nem teres começado.

Normalmente acontece 1 ou 2 dias antes e envolve que passes maior parte do teu tempo a fazer um trabalho ou a estudar com grandes quantidades de stress em cima.

O grande segredo para evitares isso é conseguires arrancar o mal pela raiz, entenda-se, mudar o gatilho.

Segundo a autora, o trabalho, o estudo completo, a investigação, etc, são “produtos finais”. E cada vez que pensas num produto final, muitas vezes, associas isso a dor. Com uma pequena mudança mental, ela acredita que podes lutar contra essa procrastinação.

Invés de te focares no produto final (a tarefa em si) foca-te no processo (o tempo que dedicas a uma tarefa).

Uma coisa é “Tenho que fazer este trabalho”.

Outra diferente é “vou dedicar tempo a este trabalho”.

Pode parecer um jogo de palavras mas não é.

Na primeira tu estás a partir do pressuposto que tens de ter o produto final completo ao passo que, na segunda, estás a apenas a dedicar tempo ao produto, sem um fim à vista.

Só com esta mudança mental, consegues tirar peso à situação e, consequentemente, associares menos dor ao processo, algo que vai reduzir drasticamente a procrastinação.

Agora, convém desenhares um processo que te ajude a maximizar o tempo que dedicas àquilo que tens de fazer.

Eu passei muito tempo a tentar perceber o que era melhor para mim e para pessoas com quem trabalho e, apesar de não termos chegado a um consenso total, maior parte das pessoas identifica-se com o Método de Pomodoro (também ele sugerido no livro).

Existem dezenas de artigos a explicar o Pomodoro mas, resumidamente, consiste num período de 25 minutos de trabalho intensivo, com zero distrações, seguidos de 5 minutos de pausa.

No final dessa meia hora, concluíste um Pomodoro. Depois de 4 pomodoros, a pausa estende-se aos 30 minutos.

Os 25 são a medida padrão.

Já trabalhei com pessoas que preferem períodos maiores e com pessoas que preferem mais curtos (o mínimo que faz sentido são os 20 minutos), por isso sente-te à vontade para ajustar.

Ao dedicares tempo à tarefa que tens em mão, ao invés de pensares num produto final concluído vais conseguir eliminar a vontade de procrastinar e, assim, manter o teu foco e os teus resultados!

Boa sorte, estou a torcer por ti!

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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