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1. Criem um perfil de investigador em diferentes plataformas online como o site academia.edu, e o research gate e afins (google scholar, etc). Não só poderão divulgar facilmente o vosso trabalho quando este estiver concluído como terão acesso aos artigos académicos mais recentes; uma contribuição que é imprescindível para que o trabalho seja atual.

2. Procurem rever tudo o que é relativo à metodologia da vossa área de estudos. Recomendo o livro Metodologia do Trabalho Científico – Métodos e Técnicas de Pesquisa e do Trabalho Acadêmico por Cleber Cristiano Prodanov e Ernani Cesar de Freitas (disponível online em pdf). Esse pequeno manual lê-se bastante rapidamente e tem resumos sobre as diferentes metodologias aplicadas tanto aos estudos das ciências naturais como dos das sociais.

3. Articulem o tema da vossa dissertação com os conteúdos do mestrado. Assim torna-se mais fácil de defender a tese.



4. Façam um esforço por ‘esgotar’ a bibliografia do tema. É difícil, mas merece a pena. Se não o fizerem podem chegar à falsa conclusão de que a tese tem originalidade quando, a bem ver, outro investigador já o disse e poderá acusar-vos de plágio. E depois da acusação, não há maneira de defenderem o trabalho.

5. Sejam o mais honestos quanto possível na gestão das vossas referências bibliográficas. Esta dica nem deveria ser necessária, mas vê-se muita gente a aldrabar e a copiar/colar o trabalho dos outros ou a referir o que não leu. Para além de eticamente questionável a vários níveis, há maneiras de se descobrir todo o tipo de ‘facilitismos’ e não há nada pior do que começar uma carreira profissional com o pé torto.

6. Na continuação do ponto anterior, leiam Umberto Eco: Como se faz uma Tese em Ciências Humanas (disponível online).

7. Utilizem a norma recomendada pelo orientador, mesmo que não gostem de a usar. (A que é mais indicada é, normalmente, a norma APA, excetuando em cursos que especificamente requerem uma outra.)

8. Tenham o cuidado de procurar antecipadamente no Sigarra das vossas faculdades o manual de entrega de dissertações. (Presente nos documentos do vosso curso). Caso não o encontrem perguntem aos Serviços de Gestão Académica se o mesmo existe e, no caso de resposta negativa, peçam um.

9. Procurem a estrutura para a defesa das vossas dissertações. Peçam-na ao orientador ou aos Serviços de Gestão Académica. Recomendo que seja uma informação obtida via e-mail, uma vez que, sempre que tiverem dúvidas podem resolvê-las na caixa de entrada, sem assoberbarem o pessoal docente e não-docente. Achem a resposta para as diferentes questões: É necessária uma apresentação em powerpoint? Quanto tempo (mínimo e máximo) tenho para fazer o resumo do trabalho? Segue-se o comentário do/a arguente? Quanto tempo tenho para responder? (No caso das faculdades da UP aquilo a que tenho assistido é a 20/30 minutos de exposição seguida de comentário breve do/a arguente e resposta por parte do estudante no mesmo tempo – ou menos. Seguem-se mais comentários por parte do arguente, resposta do estudante e observações e/ou agradecimentos por parte do orientador.) De qualquer dos modos, o diretor do curso fica encarregado de explicar a estrutura da defesa imediatamente antes do seu começo.

10. Quando a defesa e, com ela, os nervos se estiverem a aproximar pensem que aqueles 20 minutos da vossa vida não vão alterar a nota final. Quando o orientador, o arguente e o presidente de mesa lerem o trabalho ficarão com uma ideia da classificação. A defesa serve apenas para mostrarem que o trabalho é mesmo vosso e não de um terceiro. E se forem honestos no vosso trabalho, à partida não há nada a temer. Como me disseram em tempos: “Ninguém sabe mais da tua tese do que tu.”

Este pequeno inventário vem dar continuidade a um outro texto da minha autoria que foi publicado aqui, na Uniarea, com 10 dicas para uma boa gestão do tempo e controlo de ansiedade durante a redação da tese de mestrado.

Boa sorte.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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