2.ª Fase do Concurso Nacional de Acesso 2026: Sobram 4.069 vagas e notas mais altas voltam a chegar aos 20

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Já são conhecidos os resultados da 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao Ensino Superior Público de 2026. Nesta etapa, 9.116 estudantes conseguiram colocação, o que representa um crescimento de 3,3% (+292 colocados) em relação ao período homólogo de 2025 e de 13,5% (+1.087 colocados) face a 2024.

A procura registou uma subida acentuada: apresentaram-se 22.537 candidatos válidos (+35,8% face a 2025) para um total de 13.185 vagas (11.112 vagas iniciais, 1.956 libertadas por recolocação e 117 vagas adicionais). A taxa de ocupação global fixou-se nos 69,1%, um acréscimo de 20,5 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.

Notas dos Últimos Colocados: Engenharia Aeroespacial no Porto Lidera o Topo Nacional

Mesmo com um número residual de vagas disponíveis nas opções mais procuradas, as notas dos últimos colocados mantiveram-se em níveis muito elevados nas instituições de maior procura:

  • A nota mais alta: O curso de Engenharia Aeroespacial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) registou a nota de entrada mais elevada da 2.ª fase, com o último colocado a fechar nos 196,8 valores (para 1 vaga).
  • Economia e Gestão: No Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa (ISEG), os cursos de Matemática Aplicada à Economia e à Gestão fecharam em 192,0 valores (regime regular) e 190,5 valores (ensino em inglês).
  • Medicina: As notas nos cursos de Medicina continuaram altamente concorridas:
    • Faculdade de Ciências Médicas da NOVA (NMS): 190,2 valores (2 colocados).
    • Universidade do Minho: 189,0 valores (3 colocados).
    • Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra: 187,7 valores (5 colocados).
    • Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa: 186,2 valores (6 colocados).
    • Universidade da Beira Interior: 185,7 valores (5 colocados).
  • Outros destaques de topo: Engenharia Mecânica na FEUP (189,3), Medicina Dentária na FMDUP (188,8), Bioengenharia na FEUP (188,8) e Gestão no ISCAP (188,0).

Vagas Sobrantes: 4.069 Lugares Disponíveis para a 3.ª Fase

Terminada a 2.ª fase, restam 4.069 vagas sobrantes, o que se traduz numa expressiva redução de 56,3% (−5.244 vagas) relativamente a 2025.

 

Assimetria Universitário vs. Politécnico: O subsistema politécnico concentra 76,3% de todas as vagas sobrantes (3.105 vagas por preencher, taxa de ocupação de 59,0%), ao passo que o subsistema universitário tem apenas 964 vagas sobrantes (taxa de ocupação de 82,8%). O ISCTE e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) preencheram 100% das suas vagas.

Interior vs. Litoral: O Interior do país concentra 60,0% das vagas sobrantes (apesar de ter representado 36,1% das vagas totais da fase). Em termos distritais, Lisboa (96,5%), Porto (95,5%) e Aveiro (88,0%) lideram os maiores índices de ocupação, enquanto Bragança (33,5%), Beja (38,6%) e Viseu (47,1%) registam a menor procura proporcional.

 

Áreas de estudo: A área de Engenharia, Indústria e Construção totaliza 1.747 vagas sobrantes, equivalendo a 43% de todas as vagas por ocupar a nível nacional. Seguem-se as áreas de Ciências, Matemática e Informática (725 vagas) e Serviços (485 vagas). Pelo contrário, áreas como Direito e Informação e Jornalismo esgotaram totalmente as suas vagas (0 vagas sobrantes).

 

O Que Fazer Agora? Matrículas e 3.ª Fase

Os estudantes colocados na 2.ª fase devem realizar a matrícula e inscrição entre 1 e 3 de outubro junto da instituição de ensino superior. A abertura da 3.ª fase é decidida individualmente por cada instituição para cada um dos seus cursos. Sabe mais sobre estes temas neste nosso artigo.

Consulta abaixo a tabela completa com as notas dos últimos colocados e as vagas sobrantes de cada curso.