Em 2015, um relatório revelou que os alunos portugueses eram os que passavam mais tempo na escola, atingindo valores compreendidos entre 850 e 1000 horas anuais. Desta forma a escola assume um papel relevante na formação, não só pedagógica, mas também pessoal dos jovens portugueses. Frenéticos e rotineiros, assim se classificam os dias para a maioria do adultos, obrigados assim a confinar os cuidados dos petizes à Escola, precocemente.

A participação crescente da mulher no mercado de trabalho, despindo o papel de ‘Gata Borralheira’, contribuiu para este fenómeno. Dentre estes e os demais fatores, o sistema educativo português aglutina mais crianças e jovens. O papel da Escola circula em torno de um dogma, a transmissão de conteúdos letivos. Todavia a instituição tão privilegiada desdobra-se para além dessa função primária. Apesar de incutir valores, auxiliando o trabalho dos tutores, a Escola coloca o aluno frente a frente com questões sociais e práticas, desenvolvendo e consolidando a estrutura da consciência moral.



É fundamental que esta atue na descoberta das competências de cada aluno, de modo a limar as suas fragilidades e dotando-o, respetivamente de instrumentos fulcrais para o sucesso na convivência com as mesmas. O ensino deve transcender a quatro paredes, às quais está coagido, deve ir além dos conteúdos estampados nos banais manuais, deve sim ser um passaporte para novos horizontes, o acesso livre e direto a realidades que nos são tão próximas, mas desconhecidas, deve sim provir um indivíduo proativo e ajustado à vida em sociedade, imperando a cooperação e o respeito pelo próximo e pelas suas limitações. Assim, a Escola deverá ser contemplada com projetos de voluntariado em diversas dimensões.

Contudo, as funções da Escola não se limitam ao que foi anteriormente referido, acrescendo-lhe a responsabilidade de educar o olhar dirigido às artes, nomeadamente à cinematográfica (Plano Nacional de Cinema), capacitando os jovens para a apreciação crítica. A Escola tem um inegável papel importante na vida do jovens, deve também desprender, sem despreocupar, os alunos aos números (médias) impostos pelo sistema de ensino. Estará a Escola muito longe de ser a ideal?

Colabora!

Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

Gostavas de publicar um texto? Colabora connosco.