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E tudo se repete… tudo para que a sociedade consiga o que deseja, continuando a rotina, através da exploração de muitos estudantes que apenas lutam na expetativa de terem um futuro confortável, assim como fizeram os nossos pais e avós. A sociedade formata-nos como pretende e nós, académicos, somos apenas formigas a tentar construir um formigueiro que, mais tarde, será pisado por alguém que simplesmente não deu sequer conta do ocorrido. Infelizmente, assim como eu e muitos outros alunos, não sabemos pelo qual estamos a lutar, nem quais são as nossas motivações. Apenas temos a referência de que temos de estudar…tudo para termos aquele futuro promissor que nem sabemos bem ao certo qual é. Apenas sabemos que temos de fazer tudo para o alcançar. A nossa geração assim o é. Ambiciosa e vazia concomitantemente. Muitas vezes o tempo para fazer o que realmente gostamos esvanece-se com o compromisso com os estudos.

A existência da crise financeira com que os nossos pais lidam diariamente e que os media estão sempre a papiar, tem tendência a oscilar mais connosco do que o que as outras pessoas pensam. “E agora? Estive a abdicar tanto do meu tempo a estudar para depois cair no desemprego? Não! Para combater isso terei de estudar cada vez mais e mais, pois só assim é que serei capaz de reduzir as probabilidades de ficar no desemprego”. E tudo funciona assim, com probabilidades. No entanto, os estudantes, por mais competitivos que sejam, esquecem-se frequentemente de um pormenor. Por mais exigentes que sejam com eles mesmos, esta situação só se resolverá com uma rajada de sorte. Na verdade, tudo depende se a sorte está do nosso lado.



Atualmente, os estudantes tentam encontrar formas de evitar que o problema do desemprego tropece neles e a solução seria a de seguirem um curso que estimulasse o seu interesse, e que simultaneamente proporcionasse muitas oportunidades de emprego. Deste modo cada vez existem mais pessoas a dirigirem-se para cursos como engenharia informática, gestão e medicina. “São os cursos que têm mais saída” – afirmam os “experientes na matéria”. Mas serão os cursos que eles mais se identificarão? Serão bons profissionais nessa área? E o principal: “Sentir-se-iam realizados, sabendo que essa profissão os iria acompanhar durante todo o percurso da sua vida?” Apesar de tudo, creio que muito mais importante do que estudar, apenas com o intuito de obter bons resultados, é gostar do que fazemos; sabermos pelo que estamos a lutar e termos a consciência de que estamos a trabalhar para um futuro que iremos adorar e vivenciar com toda a alegria do mundo.

Nós, estudantes, temos de ter a maior força do mundo e não nos deixar dominar pela ganância da sociedade. Ignorar o que nos rodeia e apenas escutarmo-nos a nós mesmos, muitas vezes, poderá revelar ser a melhor solução. Somos nós que vamos fazer o futuro. O mundo depende de nós e qualquer escolha que façamos devido à influência de outrem poderá trazer arrependimentos para toda a vida. Não basta sermos máquinas que apenas sabem debitar matéria e conteúdos, mas sim termos gosto em aprender.

De acordo com a escritora Clarice Lispector: “A virtude da vida não está em fazer aquilo que se gosta, e sim gostar daquilo que se faz. Por isso sê forte, não como as ondas que tudo destrói, mas como as pedras que tudo suporta!”.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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