Abandono escolar em Portugal atinge mínimo histórico de 6,1% e supera metas europeias

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Portugal continua a trilhar um caminho de sucesso na educação. Em 2025, a taxa de abandono escolar precoce fixou-se no valor mais baixo de sempre, consolidando uma descida acentuada que começou na viragem do milénio.

Nos últimos anos, o sistema educativo português tem dado provas de uma maior capacidade de retenção dos seus alunos. Os dados mais recentes revelam que, em 2025, a taxa de abandono escolar precoce fixou-se nos 6,1% — o valor mais baixo alguma vez registado no país e uma vitória clara face à meta de 9% definida pela União Europeia para 2030.

 

O que é, afinal, a taxa de abandono escolar precoce?

Este indicador mede a percentagem de jovens entre os 18 e os 24 anos que não concluíram o ensino secundário e que, no momento, não se encontram a frequentar qualquer tipo de formação ou estudo.

A importância deste número é vital: o abandono escolar está diretamente ligado a um maior risco de desemprego, exclusão social e pobreza. Reduzir esta taxa significa, na prática, dar melhores ferramentas aos jovens para enfrentarem o mercado de trabalho e a vida adulta.

Uma evolução histórica: de 44% para 6,1%

A fotografia da educação em Portugal mudou drasticamente em apenas duas décadas. Para termos noção do progresso:

 
  • Ano 2000: A taxa situava-se nuns impressionantes 44%.
  • Ano 2011: O valor tinha descido para 22,8%.
  • Ano 2025: Atingimos o mínimo histórico de 6,1%.

Em apenas 14 anos (desde 2011), Portugal conseguiu uma redução de 16,7 pontos percentuais. Esta trajetória de sucesso deve-se, em grande parte, a duas medidas estruturais:

  1. Alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos (implementada em 2009).
  2. Expansão das vias profissionalizantes, que permitiu oferecer percursos mais adaptados aos interesses e talentos de cada aluno.

Género e Assimetrias

Apesar da melhoria generalizada, os dados de 2025 mostram que as mulheres continuam a apresentar melhores resultados, com uma taxa de abandono de apenas 4,5%, face aos 7,6% registados nos homens. No entanto, o “fosso” entre géneros está a fechar: se em 2011 a diferença era de 10,4 pontos percentuais, hoje essa distância encurtou para 3,1 pontos.

Portugal no pódio europeu (mas com caminho a percorrer)

Portugal já não é o “lanterna vermelha” da Europa no que toca ao abandono escolar. De facto, o país já tinha alcançado a meta europeia para 2030 em 2021, apresentando hoje um desempenho superior à média da União Europeia.

 
País / RegiãoTaxa de Abandono (Dados 2024/25)
Portugal6,1%
Média UE-279,4%
Itália9,8%
Alemanha12,9%
Espanha13,0%

Nota: Embora o desempenho nacional seja muito positivo, Portugal ainda olha para países como a Croácia ou a Grécia, onde os valores são ainda mais residuais, situando-se abaixo dos 3%.

Esta evolução favorável do abandono escolar caminha de mãos dadas com o aumento das taxas de conclusão do ensino secundário e o crescimento recorde da transição para o Ensino Superior, confirmando que os jovens portugueses estão a investir cada vez mais na sua formação.

Fica atento ao Uniarea para mais novidades sobre o sistema educativo e o acesso ao ensino superior.