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A “Queima das Fitas tem uma tradição histórica muito grande” e a FAP está a “trabalhar em vários cenários”, prevendo “vários planos”, disse Ana Gabriela Cabilha, numa entrevista que dada hoje à agência Lusa no âmbito da tomada de posse como presidente da FAP para 2021, marcada para quinta-feira.

“Temos desde um [plano] que seja otimista e trabalhando, naturalmente, para que possa acontecer [em maio de 2021]. No entanto, se as condições de saúde não o permitirem e se a segurança dos estudantes ficar colocada em causa, temos outros planos para cenários menos otimistas, que obriguem ao cancelamento da Queima [das Fitas]”, asseverou a nova presidente da FAP, que representa 70 mil estudantes do ensino superior do Porto.

Segundo Ana Gabriela Cabilhas, as soluções para o eventual cancelamento da festa dos estudantes podem passar, por exemplo, por realizar eventos em locais fechados da cidade onde seja possível manter a segurança dos estudantes contra o novo coronavírus.



“É imprudente estar a avançar já com determinado evento. Agora, naturalmente estamos a trabalhar em soluções, porque não queremos que se crie um vazio naquilo que é a vida na academia do Porto, até porque estamos a passar por este momento em que a vida na academia está suspensa e, portanto, certamente 2021 nos trará um horizonte mais favorável. Sempre garantindo as condições de segurança dos estudantes, queremos e predispomo-nos a organizar um conjunto de ações que permitam a integração de todos os estudantes na academia”, assumiu.

“Assegurar a segurança dos estudantes” e garantir que as decisões “são tomadas num tempo útil e de acordo com as autoridades de saúde” são as prioridades para que exista uma alternativa à Queima das Fitas.

“Temos que ter outras alternativas, mais à frente, quando as condições de saúde pública o permitirem, para que consigamos então despertar este novo sentimento [académico] e, claro que, fruto daquilo que foi a decisão tomada pela FAP no ano de 2020, naturalmente temos que assegurar a segurança dos estudantes, e isso vai ser sempre a nossa prioridade”.

A presidente da FAP garante que está a analisar “todos os cenários possíveis”.

“A FAP tem de encontrar uma alternativa – quem sabe até aliada aos novos estudantes -, que estimule esta tal vivência das tradições, que são muito importantes no desenvolvimento quase que integral dos estudantes” com a intenção de “agregar a academia” e de “estimular a mística e o sentimento do que é estudar no ensino superior” no Porto, porque estudar no ensino superior é “muito mais que a frequência nas aulas”.

A nova presidente da FAP é natural de Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, e elege o “emprego jovem digno e de qualidade” como uma das prioridades para o mandato.

Ana Gabriela Cabilhas, de 23 anos, é estudante do 2º ano de mestrado em Ciências do Consumo e Nutrição na Universidade do Porto.

Foi eleita presidente da Federação Académica do Porto para o mandato de 2021 com “21 votos” num universo de “25 votos validamente expressos”.