Ser Finalista é carregar um misto de sentimentos, memórias inesquecíveis e saudades dolorosas. Talvez para ti, que estás a ler isto, seja apenas mais um texto. Mais um desses “textos sobre finais de curso” que parece que (quase) todas as pessoas escrevem nesta altura do ano. Compreendo e não posso – nem devo – julgar alguém que não se apercebe do que se passa deste lado. Para nós, finalistas, não é apenas “mais um texto”, é dizer adeus àquela que será eternamente a nossa Casa; aquela que nos recebeu do primeiro ao último dia. A Casa onde rimos, chorámos e desesperámos. A Casa onde vivemos momentos que iremos recordar para sempre. Independentemente do curso, da instituição, da Praxe… no dia da Bênção, somos todos um. É nesse dia que as coisas se tornam dolorosamente reais, é nesse dia que percebemos que chegou ao fim; que está na altura de voar mais alto e mais longe.



No entanto, ela está sempre lá: a nossa Casa. E nós iremos recordá-la sempre e para sempre com o maior carinho do mundo, mesmo que ela não seja perfeita. Iremos gritar mais alto que todos os outros, iremos dizer com orgulho que estudámos ali e que todos estes anos mudaram completamente a nossa forma de ser e estar na vida. Porque mudaram, mesmo que na altura não acredites nisso. Porque, mais cedo ou mais tarde, vais olhar para aquela que foi – e será sempre – a tua Casa e pensar: “bons velhos tempos”.

Obrigada Letras. Seja qual for o meu próximo passo, levo-te no coração. Obrigada por me tornares mais forte e confiante. Frida Kahlo disse: “Onde não puderes amar, não te demores”. Em ti e por ti, Letras, sempre me enamorarei um pouco mais.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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