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A anormalidade de procurar ser normal

Começo este texto com uma afirmação que, na minha opinião, resume bem o estado da Sociedade em geral e da vida Académica (com especial ênfase na Praxe) em particular: vivemos numa crise de valores!

É verdade e indesmentível que a Praxe em si vive porventura o momento mais conturbado desde que surgiu, se instaurou e se massificou. Muita contestação, muitas notícias (na esmagadora maioria das vezes retiradas do contexto) que tentam atribuir à Praxe culpas que ela não tem, muitas intervenções públicas por parte de pessoas que nem sabem bem o que estão a dizer…muito ruído e cortinas de fumo que nos tentam tolher o discernimento, semear a dúvida e a discórdia entre os Praxistas e que nos tentam virar contra tudo aquilo que acreditamos, defendemos e que aprendemos. No fundo, a luta de qualquer Praxista neste momento é procurar ser normal, ou seja, tentar fazer e transmitir tudo aquilo que também lhe passaram a si da maneira mais correta, num meio onde há tantas anormalidades a serem praticadas por tantos anormais que procuram apenas glória pessoal à custa de colocar tudo e todos em causa sem o mínimo de fundamento…alinham pela crítica fácil, pelas postas de pescada atiradas ao ar para gerar a confusão, por atirar a primeira pedra e depois esconder a mão para ninguém saber quem foi.



Sinceramente, isso a mim não me retira o entusiasmo, a força e a crença que tenho em tudo aquilo de bom que me foi passado desde o início. Obviamente que a Sociedade muda e evolui e a Praxe tem que seguir obrigatoriamente a mesma tendência, adaptar-se aos tempos modernos, validar a sua condição de organismo vivo e também caminhar em busca de uma melhoria contínua e gradual. No entanto, isto não pode afetar valores que estão na sua génese…

Continuo a acreditar piamente que com mestria e sabedoria (afinal o que distingue um Praxista de outro é justamente a sua sabedoria), todos aqueles que vivemos a Praxe da maneira que ela deve ser vivida, mas com a devida adaptação aos tempos que ela exige (nunca esquecendo os valores e propósitos fundamentais que lhe deram origem), conseguiremos sair triunfantes e mais fortes deste momento mais conturbado. Ouso até dizer que secalhar um dia, munidos de tudo aquilo que a Praxe nos fez reter, talvez consigamos conquistar o mundo com as nossas capas pretas…e pretas não de saudade como manda a balada, mas pretas de sabedoria, experiência, histórias e memórias que nos irão levar a sermos quem somos, a quem queremos um dia ser.

Até esse dia chegar, continuamos aqui a nossa luta diária por algo que é muito maior e superior que nós próprios e de tentar ser normais num meio cheio de anormalidades.

Só capas, só Fitas. A Praxe continua.

Dura Praxis, Sed Praxis

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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