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Exames nacionais feitos e é chegada a altura de começar a decidir-me: é mesmo Ciências Farmacêuticas que quero ou Ciências da Nutrição e Direito mantêm-se como opções?

Depois de alguma hesitação, decidi não alterar a ordem inicial de candidatura e Ciências Farmacêuticas em Coimbra seguiu no primeiro lugar. Sem dúvida, o contacto com a fascinante área do saber de Farmácia, de que pude usufruir aquando da minha passagem pela Universidade de Verão em Coimbra, em 2013, pesou muito na hora de tomar esta decisão.

Agosto passou a correr e, quando dei por mim, já era aluno da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, pronto para uma aventura bem diferente das que tinha vivido até à data.



As primeiras duas semanas foram muito agitadas. Quis, de certa forma, “Sentir tudo de todas as maneiras.” Desde as primeiras praxes, a que não faltei, aos ensaios das diferentes tunas académicas, que queria muito conhecer, até às saídas à noite (algumas que duravam até de manhã), tentei ao máximo viver Coimbra. Ao máximo mesmo.

O primeiro semestre passou rapidamente e não tardou a aparecer a primeira época de exames. Agora que olho para trás, vejo que tudo me parecia complicado, mas naquela altura tudo era novidade para mim e, por isso, encarava cada prova como um obstáculo que, paulatinamente, fui ultrapassando.

O segundo semestre ainda passou mais depressa… E a Queima das Fitas chegou, tendo sido quase certamente o momento alto deste meu ano de caloiro. Nesta altura, já temos o nosso grupo de amigos definido, com quem passamos noites fantásticas, os nossos padrinhos traçam-nos a capa pela primeira vez e assistimos emocionados à Serenata Monumental da Queima das Fitas… Só vivendo estes momentos é que se percebe o que tudo isto representa para um estudante universitário… Na verdade, mesmo que seja essa a minha intenção, não consigo dar conta do que senti nessa semana porque nenhuma palavra se aproxima sequer das emoções vividas.

Dizer que entrei da melhor forma na Faculdade é um pouco relativo. Sim, também bati com a cabeça na parede! Tive os meus momentos menos bons, mas também tive amigos que me ajudaram a não cometer os mesmos erros e a seguir o meu destino, evitando a sombra de árvores alheias.

Tive bons mestres… bons padrinhos. São amigos que ficam. Cresci muito com o ano que passou. Muito.

E vivi tanta coisa.

E é tão difícil expressar isso…

Mas acho que agora começo a entender aquela história que tantos doutores me contavam: “Aproveita ao máximo o 1º ano, é o melhor de sempre e não volta a repetir-se.” E não volta mesmo, apesar de ficar na memória de forma muito especial. Se vais ser caloiro, só te posso deixar uma mensagem:

“Segue o teu destino,/ Rega as tuas plantas,/ Ama as tuas rosas./ O resto é a sombra/De árvores alheias.” (Ricardo Reis)

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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