Conhecidos os resultados da 1.ª fase de candidaturas do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026, analisamos quais foram as instituições públicas mais procuradas pelos estudantes, com base nos dados divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), através do chamado Índice de Força.
O Índice de Força mede a relação percentual entre o número de estudantes que escolheu uma determinada instituição em 1.ª opção e o número de vagas iniciais disponibilizadas por essa mesma instituição. Por outras palavras, avalia a intensidade da preferência direta dos candidatos em relação à capacidade real de acolhimento de cada academia.
Este ano, destacamos as 10 instituições públicas que superaram a fasquia dos 100% — ou seja, que tiveram mais candidatos a elegê-las como primeira escolha do que vagas disponíveis no total da instituição.
Mudança na liderança: ISCTE no topo e a ascensão do Politécnico do Porto
A grande novidade na frente da tabela em 2026 é a subida do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa ao 1.º lugar do ranking. Tendo ficado na 2.ª posição em 2025 com 149%, a instituição lisboeta viu o seu Índice de Força disparar para impressionantes 191,7%, registando 3 122 candidatos em 1.ª opção para 1 629 vagas.
Outra das movimentações mais expressivas do ano pertence ao Instituto Politécnico do Porto (IPP), que dá um salto significativo: passa da 6.ª posição em 2025 (99%) diretamente para o 2.º lugar em 2026, atingindo um Índice de Força de 158,3% e ultrapassando a barreira dos 5 mil candidatos em 1.ª opção (5 140 para 3 247 vagas).
A fechar o pódio surge a Universidade do Porto (U.Porto), que liderava a tabela no ano passado (152%). Apesar de descer para o 3.º lugar, a U.Porto mantém a sua enorme solidez e atratividade, crescendo mesmo ligeiramente em percentagem para os 154,3% e continuando a ser a instituição com a maior procura absoluta no topo do país, somando quase 7,9 mil estudantes em 1.ª opção.
Consolidação em Lisboa e no Minho
Logo a seguir ao pódio, a Universidade Nova de Lisboa desce uma posição face ao ano anterior, fixando-se no 4.º lugar, mas regista um aumento expressivo no seu Índice de Força: subiu de 133% em 2025 para 147,9% em 2026, fruto de 4 456 primeiras opções para 3 013 vagas.
A fechar o top 5 mantém-se a Universidade do Minho (UMinho), que assegura exatamente a mesma 5.ª posição de 2025, embora reforce de forma muito clara a sua atratividade regional e nacional: o índice passou de 107% para 142,3%, somando 4 361 candidatos prioritários para 3 065 vagas.
O salto do Politécnico de Lisboa e a disputa no restante Top 10
A maior subida relativa de toda a tabela pertence ao Instituto Politécnico de Lisboa (IPL). Depois de em 2025 ter ficado fora das dez primeiras posições (ocupava o 12.º lugar com 74%), o IPL protagonizou uma das recuperações mais notórias deste concurso, escalando seis posições até ao 6.º lugar, com um índice de 128,3% (3 123 candidatos para 2 435 vagas).
Logo atrás, na 7.ª posição, surge a Universidade de Coimbra (UC), que conserva o mesmo lugar de 2025 mas reforça substancialmente a preferência direta dos estudantes: o seu índice subiu de 97% para 127,4%, ultrapassando a fasquia das cinco mil candidaturas em 1.ª opção (5 002 estudantes para 3 927 vagas).
Já a Universidade de Lisboa (ULisboa) recua quatro posições na tabela relativa, passando do 4.º para o 8.º lugar, fixando um Índice de Força de 121,4% (face aos 115% de 2025). Ainda assim, a maior academia do país continua a ser, em números absolutos, a instituição mais escolhida de todo o concurso nacional, somando expressivos 9 472 candidatos de primeira linha para as suas 7 800 vagas.
Nas ilhas, a Universidade da Madeira (UMa) segurou a 9.ª posição alcançada no ano anterior, registando uma valorização evidente da procura regional e nacional ao passar de 84% para 119,3%, com 852 estudantes a colocá-la como prioridade para 714 lugares disponíveis.
A fechar o lote das dez instituições mais desejadas mantém-se a Universidade de Aveiro (UA), no 10.º lugar. A academia aveirense também protagonizou uma evolução positiva face aos 84% de 2025, atingindo agora os 105,8% (2 511 candidatos para 2 373 vagas) e completando o grupo restrito de instituições públicas cujo número de primeiras opções superou a totalidade da sua oferta inicial.
Podes ver todos os números na seguinte lista. É adicionada a variação relativamente à lista do ano passado, que podes consultar aqui. Se estás a ler isto no telemóvel sugerimos que o vires para a horizontal para veres melhor a tabela.
| # | Instituição | Vagas iniciais | Candidatos em 1.ª opção | % candidatos/vagas | (var. 2025-2026) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 ⬆️ | ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa | 1629 | 3122 | 192% | +43% |
| 2 ⬆️ | Instituto Politécnico do Porto | 3247 | 5140 | 158% | +59% |
| 3 ⬇️ | Universidade do Porto | 5111 | 7887 | 154% | +2% |
| 4 ⬇️ | Universidade Nova de Lisboa | 3013 | 4456 | 148% | +15% |
| 5 🟰 | Universidade do Minho | 3065 | 4361 | 142% | +35% |
| 6 ⬆️ | Instituto Politécnico de Lisboa | 2435 | 3123 | 128% | +54% |
| 7 🟰 | Universidade de Coimbra | 3927 | 5002 | 127% | +30% |
| 8 ⬇️ | Universidade de Lisboa | 7800 | 9472 | 121% | +6% |
| 9 🟰 | Universidade da Madeira | 714 | 852 | 119% | +35% |
| 10 🟰 | Universidade de Aveiro | 2373 | 2511 | 106% | +22% |

