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Com as candidaturas a chegar ao fim, e enquanto alguns alunos a preenchem com toda a confiança, outros sentem-se confusos ou veem-se apertados com as médias. Todavia, será que até os mais confiantes não se sentem nervosos ou não têm uma certa incerteza? Ainda me lembro de quando fiz a candidatura para o ano letivo de 2018/2019, fazia parte do grupo dos confusos e incertos com a média, mas decidi arriscar na minha opção. A incerteza era muita, mas penso que mesmo quando pensamos ter certeza, há sempre o receio de que não gostemos ou de que não seja a melhor escolha. Os mais confusos acabam por tentar adiar o preenchimento da candidatura, pensando e pensando, no que se veem a fazer, no que gostam, porém, terá de ser preenchida e deve ser feita sem medos. 

Ao escolhermos um curso, surgem diversas questões, como “É nesta área que me vejo a trabalhar no futuro?”, “Farei isto para o resto da vida?”, “Terei emprego? Não será melhor escolher um curso com emprego certo?”, acabando por influenciar, talvez em demais, a escolha de cada. Estas questões podem fazer com que os alunos se sintam muito divididos entre fatores a ter em conta, e talvez fujam ao que realmente importa, a atração pelo curso e o gosto pela área, pois, será a licenciatura algo que define o que irás fazer para o resto da tua vida? Serão os índices de emprego o principal fator?



Na verdade, as respostas às questões colocadas acima variam muito de pessoas e opiniões, no entanto, posso apresentar o meu ponto de vista baseado na pesquisa que fiz durante este ano letivo que passou.

Desde já passo a expor a minha realidade. Eu sempre fui uma aluna muito confusa e que não sabia bem o que deveria seguir. Sempre fui uma pessoa interessada por diversas áreas, e, numa constante incerteza, estando no curso de Línguas e Humanidades, encontrei em Direito um curso com saídas vastas, algo que pensei que fosse positivo para a minha indecisão, e com prestígio na minha área. Assim foi, entrei em Direito na Universidade de Coimbra, porém, a minha história não tem o típico final feliz. À medida que o tempo passava, apercebi-me que não era de todo o caminho que queria ou algo que me incentivava e gostava. Deste modo decidi desistir, passar o resto do ano a trabalhar e pesquisar bem o que eu seria do meu interesse, tendo em conta as saídas e algumas luzes do que poderia fazer além da licenciatura, candidatando-me novamente neste ano letivo de 2019/2020.

Confesso que a escolha que fiz neste ano letivo que passou, foi algo que decidi, mas que teve o incentivo de terceiros e interesse pelo emprego e dinheiro que poderia ganhar, contudo, é fácil perceber que o emprego não é garantido, e temos de nos esforçar por ele, sendo assim importante ter o mínimo de gosto. 

Com isto, quero dizer que é muito importante pesquisar e que a licenciatura não define o nosso caminho completamente, apenas começa a construi-lo. O mundo dos mestrados abre diversas hipóteses de especializações que podem nem ser as diretamente relacionadas com o curso escolhido. É claro que, de certo modo, restringe-nos a áreas, mas dentro dessas pode haver inúmeras opções.

Quanto ao emprego, costumam dizer que quem segue o que gosta e é bom naquilo que faz tem emprego, pode não ser totalmente verdade, mas se formos bons no que fazemos teremos muito mais possibilidades de vir a trabalhar na área escolhida. Já quanto a índices e estudos de cursos com mais emprego, basta raciocinar um pouco para não sermos deslumbrados por isso, pois não nos é garantido que o que tem emprego hoje tenha também amanhã.

Segue o que gostas, arrisca! Tu e as tuas escolhas escrevem o teu caminho, tudo depende de ti, sem viver em excesso no futuro, tê-lo em conta, mas valorizar o agora, pois para chegar ao futuro temos de passar pelo presente.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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