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Os politécnicos e as universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro, Évora, Algarve, Açores e Madeira vão criar provas de acesso regionais para os alunos dos ensinos profissional e artístico especializado que concluíram o Secundário, refere uma notícia publicada esta fim de semana pelo Jornal de Notícias.

A publicação adianta que as instituições agruparam-se em três consórcios – Norte, Centro e Sul – e cada agrupamento terá a mesma prova de acesso. Para já, ficam de fora as maiores universidades.

Os estudantes que queiram candidatar-se a um curso numa determinada região farão apenas uma prova de acesso e não terão de realizar um exame para cada instituição a que desejem concorrer. Caso queiram concorrer a instituições de duas regiões distintas, então terão de realizar duas provas.



A maioria das entidades que integram o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) decidiram participar nesta experiência. “Houve uma dinâmica das instituições para criar uma resposta articulada. Não faz sentido que os estudantes sejam obrigados a realizar provas distintas. Vamos falar com docentes dos ensinos profissional e artístico no Secundário para a elaboração de provas adequadas”, esclarece Pedro Dominguinhos, presidente do CCISP, ao JN.

O consórcio do Norte integra os politécnicos de Bragança, Viana do Castelo, Porto, Cávado e Ave e a UTAD. O agrupamento do Centro junta os politécnicos de Coimbra, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Guarda e Tomar. Já no do Sul estão os politécnicos de Setúbal, Beja e Portalegre, as universidades do Algarve, Évora, Açores e Madeira e as escolas Superior de Hotelaria e Turismo de Estoril e Náutica Infante D. Henrique.

Nestas instituições mais de 50% dos cursos terão vagas para os alunos do profissional e do artístico especializado. “Em Setúbal, só não abriremos vagas no curso de Tradução e de Língua Gestual Portuguesa, porque não existe correspondência nos cursos profissionais do Secundário”, especifica Pedro Dominguinhos, que é também presidente do Politécnico de Setúbal. No instituto, os alunos terão entre 100 e 120 vagas globais.

Universidades maiores de fora

As maiores universidades ficam, pelo menos para já, de fora. Fontainhas Fernandes, presidente do Conselho de Reitores das Universidades (CRUP), reconhece a importância de abrir o Superior a alunos vindos das vias profissionais e salienta que o importante é que “esta primeira experiência corra bem”. A instituição que dirige é uma das que aderiram a um consórcio, mas cada universidade tem autonomia para decidir.

Lisboa é uma das universidades que não terão condições específicas de acesso, pelo menos para já. Coimbra quer garantir que terá condições para que o processo corra bem, mas não aponta uma data. Minho e Aveiro querem aderir, mas não o farão a tempo do ano letivo que começa em setembro. O Porto não respondeu ao JN.

Como tínhamos referido numa notícia anterior, as instituições tiveram até 18 de maio para dizer ao Governo se queriam ou não abrir estes concursos especiais no próximo ano letivo. Como o Uniarea tem vindo a informar, ainda não foi divulgada uma lista final oficial das instituições de ensino superior que irão abrir vagas este ano neste concurso especial.