As Viagens de…

O 12º é “o ano”, “o tal”, aquele pelo qual ansiamos há muito…

São meses que queremos viver de uma forma intensa…

É a AE, o Baile/Gala, e evidentemente a esperada viagem de finalistas…

Tudo começa com aquela conversa inocente em que tentamos convencer os nossos pais de que a nossa viagem será em tudo diferente das outras, e que podem obviamente esquecer tudo aquilo que já ouviram falar relativamente às famosas viagens de finalistas e aos seus épicos destinos…



Sem querer generalizar porque atualmente há imensas ofertas a este nível e nem tudo #émaisdomesmo… Tudo depende dos nossos gostos e expetativas.

O que quero realçar com este pequeno artigo é que efetivamente, na minha opinião, os finalistas devem ter uma viagem (dentro das suas possibilidades, claro está) porque afinal há mais que motivos para festejar o término desta longa maratona!

Só não consigo compreender determinados objetivos que se criam à volta deste acontecimento…

É engraçado que afirmamos orgulhosamente que somos finalistas (e que temos 18 anos!) mas que precisamos de quem justifique as nossas atitudes…porque quando os nossos atos têm consequências menos boas já nem somos finalistas nem temos 18 anos…

Estas peripécias sucedem todos os anos. Não é a primeira e muito menos a última vez que a imprensa irá recorrer à mesma minuta que guarda escrupulosamente numa gaveta, especialmente para utilizar pelas férias da Páscoa, e que é destinada exclusivamente ao tema das viagens de finalistas.

Por agora, e estando já na reta final das míticas viagens de finalistas, voltemos a guardar essa minuta e esqueçamos este fenómeno. Porque daqui a uns meses os futuros finalistas têm que voltar a convencer os seus progenitores… e convém que este tema já não esteja tão presente nas suas memórias!

Aos futuros finalistas: que o vosso cartão de noite não tenha imaturidade ilimitada!

Aos atuais finalistas: agora vai ser contaminar as redes sociais com as “memórias” (para quem as tem) da viagem de finalistas durante os próximos meses ou quem sabe anos…

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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