Na sua terceira edição, o Calendário Solidário da Associação Académica da Universidade do Minho tem como destaque a participação do Vice-Campeão Olímpico de Londres 2012, Emanuel Silva, que se despiu de preconceitos e posou nu para a edição de 2017. Nuno Grilo e Diogo Branquinho, Internacionais A de Andebol e Luis Vaz, recordista nacional dos 200m livres em Natação, são também eles reforços de peso para o Calendário.

Com cerca de 13000 euros angariados para o Fundo Social de Emergência nas duas primeiras edições, o Calendário Solidário da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) regressa mais uma vez para ajudar os alunos mais carenciados, procurando evitar que estes abandonem o Ensino Superior.



Como grande novidade para 2017, temos no mês de Janeiro o Vice-Campeão Olímpico de Canoagem, Emanuel Silva.

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Emanuel Silva

“A causa que me levou a participar foi muito simples: estou sempre disponível para apoiar causas solidárias! O desafio lançado foi muito interessante e engraçado. Espero e desejo que seja um sucesso e tenha o tão desejado retorno”, afirmou o medalhado de prata de Londres.

No seguimento do que sucedeu em 2016, que podes consultar aqui, o Calendário ultrapassou os “barreiras” do Judo e nele podemos encontrar atletas das mais diversas modalidades, como por exemplo, Diogo Branquinho e Nuno Grilo, atletas de andebol do ABC/UMinho.

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Diogo Branquinho e Nuno Grilo

Para Nuno Grilo, que já tinha “acompanhado de perto o sucesso das outras duas edições”, o que o motivou a participar foi “a nobre causa na qual assenta o Calendário, mas também o brutal trabalho desenvolvido pelo Nuno Gonçalves”. Para o internacional português, deviam haver mais iniciativas como esta. “Devemos todos contribuir para algo melhor, como ou sem roupa, mas sempre sem preconceitos”, rematou.

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Marta Coelho

José Martins, Judoca, Professor na Universidade do Minho e “Mister Março” em 2016, participar neste calendário foi uma questão de exemplo.

“Como um dos praticantes mais velhos da modalidade na Universidade do Minho, participo muitas vezes não só na exemplificação técnica com o Nuno Gonçalves, mas também na orientação e valorização desses princípios. Se o calendário é um instrumento solidário, temos que ser os primeiros a dar a cara por esse objetivo. Desta forma, fortalecemos o respeito e o reconhecimento de todos os envolvidos. Acrescentaria ainda o impacto que a primeira edição teve levando-me a abraçar com mais motivação este projeto. Quebrar o preconceito da visibilidade dos corpos perfeitos e mostrar um corpo diferente com alguns anos de saber e experiencia, assume uma perspetiva inclusiva e de livre expressão, que o desporto tem na sua generalidade.”

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Luis Vaz e Joana Pereira

Outra das novidades desta edição é a participação pela primeira vez de um grupo cultural da academia minhota. A foto da Opum Dei, um dos mais emblemáticos grupos da UMinho, teve como “tela” o Salão Nobre do Theatro Circo, sendo então um dos grandes destaques para 2017.

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Opum Dei, Ordem Profética da Universidade do Minho, tendo como pano de fundo o Salão Nobre do Theatro Circo

O casting para a edição de 2018 já está praticamente encerrado, havendo inclusive atletas em “lista de espera”. Essa edição vai ficar marcada pela “internacionalização” do Calendário!

O calendário está à venda nas sedes da AAUM, nas reprografias dos campi, gabinetes de apoio ao aluno, pavilhões desportivos e online no site Prozis (www.prozis.pt). O preço é de 5 euros.

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Maria Silva

O Fundo Social de Emergência

O FSE é uma prestação pecuniária atribuída a fundo perdido, isenta de quaisquer taxas, que se destina a colmatar situações pontuais decorrentes de contingências ou dificuldades económico-sociais, com impacto negativo no normal aproveitamento escolar do estudante, e que não possam ser convenientemente resolvidas no âmbito dos apoios previstos pelo sistema de Ação Social para o Ensino Superior.

No ano lectivo de 2015/2016 foram apresentados 190 pedidos de ajuda ao FSE, tendo sido deferidos 143 desses pedidos. No total foram atribuídos mais de 150 mil euros em apoios, sendo que o valor de apoio máximo cifrou-se nos 1958,70 euros e o mínimo nos 360,42 euros. O valor médio de apoio ronda os 1070 euros.