Conhece as Licenciaturas em Engenharia Biomédica e Engenharia Computacional do Departamento de Física da Universidade de Aveiro


Faltam poucos dias para começarem as candidaturas ao Ensino Superior e sabemos da importância que é escolher um curso e uma Universidade com os quais te identifiques.

Hoje trazemos-te um artigo especialmente destinado a duas Engenharias da Universidade de Aveiro. Continua a ler para ficares a conhecer melhor a Licenciatura em Engenharia Biomédica e a Licenciatura em Engenharia Computacional, inseridas no Departamento de Física desta Universidade.

Porquê escolher a Universidade de Aveiro? O que é que o Departamento de Física tem para me oferecer?

Universidade prestigiada tanto a nível nacional como internacional, a Universidade de Aveiro tem formado ao longo dos anos centenas de profissionais de excelente em várias áreas, não só graças ao seu investimento na criação de cursos em áreas inovadoras como pela qualidade dos serviços e profissionais que a constituem.

Atualmente, a Universidade de Aveiro é composta por 20 departamentos e escolas, sendo um deles o Departamento de Física (DFis). Desde a sua criação, que este Departamento tem participado ativamente em projetos de investigação, contribuindo para 20 subáreas da Física no Web of Science, permitindo-lhe apresentar uma oferta formativa diversificada e alargada: 7 Licenciaturas, 6 Mestrados e 5 Doutoramentos, sendo que 3 destes programas doutorais são financiados pela FCT.

Sobre a Licenciatura em Engenharia Biomédica

Funcionando como uma interface entre a engenharia e a medicina, a Licenciatura em Engenharia Biomédica procura formar profissionais capazes de encontrar soluções tecnológicas inovadoras para os problemas relacionados com a saúde em áreas como: física médica, radioterapia, biodispositivos, biomateriais, processamento e tratamento de sinais biomédicos, bioinformática, entre outras.

Com um Plano Curricular multidisciplinar, o curso está preparado para garantir que os seus licenciados saem com uma formação sólida e que lhes permita compreender, modelar e criar sistemas biomédicos complexos.

Sobre a Licenciatura em Engenharia Computacional

Sabias que a Universidade de Aveiro é a única Universidade a nível nacional que oferece a Licenciatura em Engenharia Computacional? Este curso, criado no âmbito do sucesso e grande empregabilidade de áreas relacionadas com “Computational Science and Engineering” em todo o mundo, visa formar profissionais com sólida preparação nas áreas de física, matemática e informática, para desenvolver e utilizar software que estude, modele e simule fenómenos naturais.

O seu Plano Curricular está especialmente focado na informática e modelação, as quais permitem aos futuros profissionais responderem às necessidades criadas pela Indústria 4.0.

Para compreendermos um pouco melhor como estes dois cursos funcionam na prática, conversámos com a Joana Regadas (estudante da Licenciatura em Engenharia Biomédica) e com o João Vieitas (estudante da Licenciatura em Engenharia Computacional), que se disponibilizaram para nos contar sobre o seu percurso académico, as suas expectativas e que ainda te deixam alguns conselhos preciosos.

“A Universidade de Aveiro é pautada por uma academia unida, presente e ativa na comunidade. É uma universidade muito característica e ligada à cultura própria da cidade que nos acolhe, uma cidade pequena, familiar e que mesmo assim recebe os estudantes de braços abertos.”

Joana Regadas, estudante da Licenciatura em Engenharia Biomédica

Fala-nos um pouco do teu percurso académico e o que te levou a optar por este curso.

J.R.: Desde muito cedo que achei que tinha o meu percurso académico bem definido, no entanto nada correu da forma que eu tinha planeado e idealizado. Ao acabar o secundário não consegui entrar no curso que queria, e optei por candidatar-me a uma lista de cursos que eu achei que me iam permitir, no ano seguinte, ter algumas equivalências e, aí sim, ingressar na minha primeira opção. Também todo este plano saiu ao lado, e acabei por desistir do curso em que entrei, ainda antes do 1º semestre acabar, assim, no meu suposto primeiro ano de universidade fiz uma paragem e dediquei-me completamente a repetir os exames nacionais para tentar conseguir entrar no curso que sempre tinha idealizado.

Apesar de todo o esforço que coloquei durante aqueles meses, continuei sem conseguir candidatar-me ao meu curso de eleição. Nesse momento, devido a todo o desgaste emocional que estava a sentir decidi desistir por completo do curso que sempre quis, e no qual sempre me imaginei, e procurei ajuda de uma professora para me guiar, porque não tinha qualquer plano ou ideia, não me conseguia rever em nenhum curso.

Foi nesse momento, e através daquela professora, que Engenharia Biomédica, algo que nunca me tinha ocorrido, passou a ser a minha primeira opção, uma opção que englobava as várias áreas científicas que eu mais gostava, a biologia, a física, a matemática e a química, um curso que eu sabia que me ia fazer sentir estimulada intelectualmente diariamente, algo que efetivamente não errei! Foi um percurso atribulado e completamente ao lado de tudo aquilo que eu alguma vez teria dito que seria, mas foi o percurso mais certo, que me fez crescer mais enquanto pessoa e que me levou ao melhor curso para mim.

J.V.: Desde muito jovem que a matemática foi sempre a minha disciplina favorita, a par das ciências naturais. Por volta dos meus dez anos de idade tinha em mente que ia ser biólogo marinho, pois adorava e ainda adoro assistir a documentários acerca da vida animal.

Na minha adolescência e no momento em que entrei no secundário, no curso de Ciências e Tecnologia, comecei a passar bastante mais tempo ao computador e a interessar-me mais no ramo da informática. No meu 12° ano, optei pelas disciplinas de Física e de Aplicações Informáticas. Nessa altura tive o meu primeiro contacto com a programação e achei bastante interessante.

Antes da fase de candidaturas para o ensino secundário, fui a Aveiro com a família como visitante e adorei a cidade e sendo a UA bastante conhecida e tendo uma boa reputação, passou a ser uma das minhas opções. Inicialmente tinha pensado em estudar em Lisboa, mas os preços praticados para arrendar alojamento e todo o custo de vida associado eram claros indicadores de que o meu futuro não ia passar por Lisboa.

Decidi então nas minhas primeiras opções colocar três cursos da UA. Como primeira coloquei Engenharia Informática, como segunda Engenharia Computacional (o meu curso atual) e por fim Matemática. Não consegui entrar no curso que inicialmente queria, mas isso acabou por se tornar muito benéfico para mim. Para já, fui muito bem recebido pelos meus colegas, o que me levou a não querer candidatar-me a entrar em LEI na segunda fase de candidaturas.

Uma das principais vantagens de estudar Engenharia Computacional é pertencer ao Departamento de Física, o qual tem um excelente ambiente. Por outro lado, é uma licenciatura única no país, o que leva a que os estudantes tenham a oportunidade de ser dos primeiros profissionais na área.

João Vieitas, estudante da Licenciatura em Engenharia Computacional.

Na tua opinião, quais as principais vantagens de estudar na Universidade de Aveiro?

J.R.: A Universidade de Aveiro é pautada por uma academia unida, presente e ativa na comunidade. É uma universidade muito característica e ligada à cultura própria da cidade que nos acolhe, uma cidade pequena, familiar e que mesmo assim recebe os estudantes de braços abertos.

A energia da cidade é contagiante, uma cidade à beira ria que transmite uma sensação de calma e paz mesmo em alturas frenéticas como os exames, o pôr do sol da biblioteca é um dos melhores momentos que podem ser vividos nesta academia.

No caso da Universidade de Aveiro a Licenciatura em Engenharia Biomédica encontra-se sediada no Departamento de Física, um departamento que é partilhado com cinco outras licenciaturas, e onde se verifica uma entreajuda muito grande entre os diferentes cursos. No nosso caso, a licenciatura culmina com a elaboração de um projeto, o que nos introduz um primeiro contacto com as várias áreas de estudo e com a investigação, permitindo ao aluno perceber as futuras áreas de interesse.

J.V.: Uma das principais vantagens de estudar LEC é pertencer ao Departamento de Física, o qual tem um excelente ambiente. Por outro lado, é uma licenciatura única no país, o que leva a que os estudantes tenham a oportunidade de ser dos primeiros profissionais na área.

Quanto ao facto de estudar na UA, vejo como principais vantagens a própria reputação da universidade e o ambiente muito agradável no Campus.

Quais eram as tuas expectativas em relação ao curso? Sentes que foram superadas?

J.R.: A verdade é que vim para este curso com poucas noções do que seria realmente, isso permitiu-me ir ajustando as minhas ideias ao longo do percurso académico. Ainda assim, algumas das ideias que tinha foram desmitificadas, como o facto de achar que este seria um curso bastante ligado à medicina, com bastante biologia, o que na realidade não se verifica, as bases que nos são dadas durante os 3 anos de licenciatura são maioritariamente transversais a outras engenharias, à exceção de algumas cadeiras, a especialização ocorre de forma mais acentuado no mestrado.

Algo que tinha desde início em mente era que este seria um curso que me iria proporcionar uma diversidade grande de saídas profissionais, e relativamente a este ponto, durante estes 3 anos de trocas de experiências e ensinamentos, percebi que na realidade existem ainda mais saídas profissionais do que as que eu tinha ideia.

J.V.: Em relação às minhas expetativas posso dizer que inicialmente senti uma grande mudança em relação ao secundário, algo que era de esperar, mas não num ritmo tão acelerado. Infelizmente no meu segundo semestre do primeiro ano surgiu a pandemia, que me tirou alguma motivação. Mesmo assim, sinto que as minhas expetativas foram superadas no geral ao entrar no curso.

Quais as principais diferenças e semelhanças entre Engenharia Computacional e Engenharia Informática?

J.V.: As diferenças no plano curricular são bastantes, apesar do 1° ano do curso ser bastante parecido, tal como na maior parte das engenharias. LEC foca-se bastante mais em cadeiras associadas à área da Física em detrimento de algumas mais específicas da área da Informática.

 LEC pretende que os seus estudantes sejam “bons” a modelar, ou seja, a computar problemas reais e testar soluções, com a intenção de reduzir protótipos físicos e os custos associados, por exemplo.

Quais consideras serem as skills mais relevantes para um profissional da tua área?

J.R.: Um profissional na área da Engenharia Biomédica pode atuar em diferentes áreas, e cada uma dessas áreas pode requerer skills mais específicas, mas existem algumas que acredito serem transversais a todas as áreas, o pensamento crítico e ágil é uma dessas skills, e que é bastante trabalho durante o curso. A resiliência, força de vontade, persistência e adaptação são também características que considero essenciais num engenheiro biomédico, que necessita de estar constantemente atualizado sobre as necessidades da comunidade. A curiosidade pode ainda ser considerada fulcral para que nunca se perca o interesse na área, que se encontra em constante evolução.

J.V.: As principais soft-skills são a gestão de tempo e o espírito de equipa/grupo. Neste curso existem bastantes trabalhos/projetos/relatórios e é fundamental gerir bem o tempo. Grande parte dos mesmo são realizados em grupo, pelo que é muito importante saber comunicar e colaborar com outros estudantes.

Acrescento ainda que ao longo da licenciatura tenho vindo a aprender que a maior ferramenta de um futuro engenheiro é ser “desenrascado”.

O que é que um futuro aluno pode esperar do teu curso e da UA?

J.R.: Ao ingressar em Engenharia Biomédica na UA podem contar com um curso exigente, no sentido em que esperam sempre que seja dado o máximo de empenho em todas as cadeiras, isto resulta em alunos preparados para o mercado de trabalho, preparados para enfrentar a realidade e exigência que cada vez mais é pedida.

A UA e a Associação Académica da Universidade de Aveiro apresentam uma diversa quantidade de atividades que facilitam a integração dos alunos, que fazem com que uma cidade estranha passe a ser sentida como casa e vista com um carinho indescritível, estas atividades não se restringem apenas ao início do ano letivo, mas prolongam-se durante todo o ano.

É de realçar a diversa quantidade de grupos de investigação científica sediados no Departamento de Física, o que representa um grande auxílio para os estudantes que pretendem seguir esta área de trabalho no futuro, e ainda a quantidade de professores que fazem parte destes grupos, tentando sempre criar o gosto, nos estudantes, por esta área de trabalho.

Tal como em todas as universidades a relação professor-aluno não pode ser generalizada, existem sempre professores mais próximos e que conseguem cativar os alunos de forma tão intensa que os alunos acabam por, no futuro, trabalhar com eles; há, também, professores que não exibem tanta motivação, por diversos fatores, e que não conseguem chegar de forma tão eficaz aos alunos. Algo transversal a todos os docentes, com quem me cruzei no meu percurso, é a compreensão das situações dos estudantes, o que é um ponto bastante positivo, melhorando sempre a relação professor-aluno.

J.V.: Em termos do de atividades extracurriculares o curso participa em várias modalidades da Taça UA, uma competição interna de vários desportos, como por exemplo futsal, voleibol, frisbee, etc… A relação com a maior parte dos professores é muito favorável à aprendizagem e eles estão sempre disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas via email.

Por fim, quais os conselhos que gostarias de dar a esse futuro aluno para que este tire o maior proveito do curso que frequentas e da Universidade de Aveiro?

J.R.: As experiências e momentos vividos durante qualquer fase da vida são irrepetíveis e especiais, no entanto as experiências vividas durante esta idade são mais intensas, mais vibrantes e marcantes, por isso é sempre importante nunca esquecer que há tempo para vivenciar um bocadinho de tudo, só é preciso geri-lo bem!

Qualquer mudança requer um período de ajuste, ainda para mais quando se passa a viver numa cidade desconhecida longe do conforto de casa, e o melhor a fazer é partilhar estes momentos de insegurança com os colegas, porque a maior parte deles estão a vivenciar o mesmo, ao mesmo tempo, e ninguém pode perceber melhor a situação. A envolvência nas atividades, quer promovidas pela UA, pelo Dfis, pela AAUAv ou pelos próprios núcleos, é algo que facilita não só a integração, mas também permite estabelecer amizades que ficam durante todos os anos de estudo, e vais precisar sempre deles, a partilha de experiências é muito mais importante do que possas imaginar.

Este é um curso exigente, e ter amigos por perto é o que muitas vezes dá o conforto e segurança nos momentos mais apertados e exaustivos.

O melhor conselho que posso dar é, envolve-te, vai a tudo, não percas nada, há imensas oportunidades que esta academia oferece diariamente, quer pedagógicas, quer culturais, é muito fácil esquecer que a vida social também permite adquirir soft skills, cada vez mais requisitadas no mercado de trabalho, por isso, estuda mas diverte-te, e quando por algum motivo o sentimento de ansiedade chegar até ti, vê o por do sol na biblioteca, vai ao DMat lanchar, senta-te nos bancos em frente ao Dfis e faz uma pausa!

J.V.: Gostava de aconselhar aos futuros estudantes a participar nos eventos de receção aos novos alunos e em algumas atividades extracurriculares para se sentirem integrados no curso e na UA. Em relação aos estudos propriamente ditos gerir bem o tempo e ter a tal capacidade de ser “desenrascado” como referi anteriormente.


Se gostaste da experiência da Joana e do João e sentes que o teu lugar é na Universidade de Aveiro, deixamos-te uma visita virtual 360º através da qual poderás conhecer melhor a tua futura Universidade para os próximos 3 anos. Resta-nos desejar-te toda a sorte do mundo para esta nova fase da tua vida. Que seja uma caminhada incrível!

Artigo elaborado em parceria com o Departamento de Física da Universidade de Aveiro.