Antes de começar a redigir um texto argumentativo, mais vale fazer uma pequena introdução ao tema. Basicamente, na avaliação contínua temos que fazer frequências, trabalhos e prestar atenção ao número de faltas. Quanto à avaliação final: o exame conta 100% da nota final e não há preocupações no que toca a testes e atrasos.

 A avaliação contínua tem muitas vantagens. A principal é termos a matéria dividida em duas frequências (na maior parte dos casos) e termos outros objetos de avaliação (participação, apresentações…) que nos “ajudam” a subir a nota final caso a dos testes tenha sido baixa. O lado negativo é o limite de faltas e ter que lidar com o stress dos trabalhos quer em grupo quer individuais.



 A avaliação final é normalmente escolhida por alunos com estatuto trabalhador-estudante. Quem optar por este método de avaliação, não tem de ter presença obrigatória nas aulas o que é uma grande vantagem para aqueles que vivem longe ou trabalham em full-time. O pior de tudo é que ao faltar às aulas, não vais absorver tanto a matéria como os outros que estão presentes e terás não só que pedir apontamentos como também guiares-te por biografias num estudo autónomo para poder estar minimamente preparado para o exame final. Claro que podes sempre contratar um explicador ou pedir ajuda a alguém que tenha tirado boas notas nas frequências mas não é o mesmo.

 Há sempre quem opte pelos dois métodos: muitos estudantes escolhem a avaliação contínua nas cadeiras vistas como mais fáceis e deixam o real cadeirão para final porque deste modo, já vai ter mais tempo para estudar. Uma abordagem arriscada mas que pode resultar…      

 Estando eu no meu 2º ano da licenciatura, sempre optei pela avaliação contínua. Considero muito mais fácil para mim ter a matéria de todo o semestre dividida em duas frequências do que ter de estudar montes e montes de páginas para um só exame em que é tudo ou nada: passo à cadeira ou até para o ano. Quanto a fazer o cadeirão do curso por final, muito sinceramente não recomendo. Tens de estar muito seguro de ti e dedicar-te mesmo a sério se quiseres passar no exame. Além disso, em algumas (não vou dizer todas porque o sistema de avaliação não é igual em todas as instituições de ensino superior) universidades/politécnicos tens a hipótese de ir a exame e a recurso caso chumbes à cadeira desde que não tenhas ultrapassado o limite de faltas. Em suma: tens que ponderar bem as duas hipóteses e adaptá-las tanto à tua disponibilidade como às horas dedicadas ao estudo fora da faculdade.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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