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Uma escola de Idães, em Felgueiras, o ICBAS, a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados devido ao surto de Covid-19, anunciou ontem o Governo.

“Identificámos que casos recentemente confirmados como Covid-19 estiveram em instituições de ensino, elevando o risco de transmissão nessas instituições”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, numa conferência de imprensa conjunta com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas. 

“Assim, a autoridade nacional e as autoridades regionais de saúde recomendaram tecnicamente o encerramento da Escola Básica e Secundária de Idães em Felgueiras, da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, do ICBAS [Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, também da Universidade do Porto], e do edifício onde funciona o curso de História da Universidade do Minho”, precisou Marta Temido. 

Entretanto a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa “decidiu a necessidade de suspensão temporária de todas as aulas que implicassem contacto com doentes” após reunião na sexta-feira do Conselho Diretivo do Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML), constituído pelo Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN), Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e Instituto de Medicina Molecular-João Lobo Antunes (IMM-JLA).

Segundo o comunicado divulgado no ‘site’ da FMUL, “entendeu-se ser prioritária a proteção dos doentes que estão quer no CHULN como em outros hospitais afiliados e centros de saúde, bem como de todos os que acorrem a este centro académico, incluindo alunos, docentes, funcionários e restantes profissionais de saúde”, na sequência do surto de Covid-19.

“Assim sendo, nesta fase, não só as aulas práticas envolvendo doentes ficam suspensas, bem como todas as atividades ou eventos que concentrem mais de 50 pessoas num mesmo espaço”, detalha ainda o comunicado, que indica, no entanto, que “as restantes aulas teóricas e práticas vão manter-se, até novas instruções em contrário”.

Finalmente, a pouco, a reitoria da Universidade do Minho acabou de determinar o encerramento das áreas de atendimento presencial a utentes dos serviços da Universidade, da Ação Social e unidades orgânicas, assim como instalar medidas preventivas nas residências universitárias de Santa Tecla e Carlos Lloyd, em Braga.

Em despacho assinado pelo Reitor, Rui Vieira da Silva, é indicado que “os estudantes que se encontram instalados na Residência de Santa Tecla e na Residência Carlos Lloyd Braga com possibilidade de regressar temporariamente ao seu domicílio devem fazê-lo, minimizando os contatos interpessoais e respeitando as recomendações da Direção Geral de Saúde”.

Aos estudantes dos blocos B e D da residência de Santa Tecla e aos que estão na residência Carlos Lloyd Braga, é recomendado “um período voluntário de quarentena profilática”.

“Os estudantes que queiram permanecer na Residência de Santa Tecla – Bloco B e Bloco D e na Residência Carlos Lloyd Braga devem informar os Serviços de Ação Social. A estes estudantes serão asseguradas as condições necessárias (designadamente alimentação, cuidados de saúde, higiene, etc.), para cumprir o período de quarentena profilática”, escreve a universidade.

Actualização: a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto também acabou de anunciar no seu site a suspensão das aulas com efeito imediato.

Actualização 2: foi-nos informado que a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico do Porto também decidiu encerrar totalmente as suas atividades a partir de amanhã, dia 09 de março, e por tempo indeterminado, em todas as instalações em que decorrem aulas.