(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) defendeu esta terça-feira que as actividades lectivas e avaliativas devem continuar presenciais, manifestando disponibilidade para “ajustar medidas” em função daquilo do que “vier a exigir” a evolução da pandemia da covid-19.

“As universidades que integram o CRUP consideram que o risco de contágio covid-19 nas respectivas comunidades académicas se pode considerar controlado, devido às medidas de contenção que tomaram ao longo de 2020 e à forma como conseguiram compatibilizar o funcionamento presencial e segurança”, afirma o CRUP, perante a perspectiva de um novo confinamento geral.



Em comunicado, o organismo afirma que o “nível de risco e grau de preparação” das instituições de ensino superior portuguesas tem “provado ser fundamentadamente distinto” daqueles que se regista noutros sectores de actividade, defendendo a continuidade das actividades lectivas.

“O CRUP considera que a actividade lectiva e avaliativa deva continuar para já presencial”, refere o comunicado, que sublinha a “forma como as instituições têm combatido e lidado com o risco pandémico”.

Paralelamente, o CRUP salienta a necessidade de se manterem as avaliações presenciais, em especial “nesta altura do ano”, em que a actividade lectiva presencial é residual e que os estudantes estão a “entrar em período de avaliações”. “Esta é uma fase crítica do seu percurso académico, mas em que o risco de contágio não é, de forma alguma, superior”, defendem. Têm, no entanto, surgido denúncias por parte de estudantes de diferentes universidades em relação às medidas sanitárias das salas de exame.

O CRUP assegura que vai continuar a seguir de perto a evolução da situação pandémica e que “manifesta a sua total disponibilidade para ajustar as medidas que preconiza em função do que a situação vier a exigir”.

Governo garante que o Ensino Superior vai continuar as avaliações em curso

O primeiro-ministro afirmou, esta terça-feira, que há um grande consenso para que as medidas de confinamento geral a decretar tenham um horizonte de um mês e que Portugal regista uma dinâmica de “fortíssimo crescimento” de casos de covid-19. Ainda assim, as escolas estarão abertas, pelo menos, para os jovens até 12 anos e o Ensino Superior vai continuar as avaliações em curso.

Esta posição foi assumida por António Costa no final de mais uma reunião destinada a analisar a evolução da situação epidemiológica em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, na qual o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou por videoconferência.

O primeiro-ministro declarou que a reunião com os epidemiologistas permitiu concluir que “houve um consenso muito generalizado” sobre a trajetória de crescimento de novos casos de infeção do novo coronavírus e que “as medidas devem ter um horizonte de um mês”.

Durante a reunião, segundo o primeiro-ministro, houve “um grande tema de divergência entre os diferentes especialistas e que se relacionou com o funcionamento das escolas, o que exigirá agora a devida ponderação por parte do Presidente da República, do parlamento do Governo”.

“Mas também requer o diálogo com outras instituições, como a Confederação Nacional de Associações de Pais, a Associação dos Diretores Escolares, entre outras. Está obviamente fora de causa interromper a atividades de avaliação que se encontram em curso no Ensino Superior”, começou por salientar António Costa.

De acordo com o primeiro-ministro, na reunião, “todos os especialistas foram convergentes de que, até aos 12 anos, nada justifica o encerramento das escolas, mas a dúvida está na faixa intermédia. Aí, as divergências entre os próprios especialistas foram muito grandes”.

“Naturalmente, a ponderação política terá de ter em conta também outros fatores e igualmente outros atores”, disse.