Foto da ISCTE Júnior Consulting

De Júnior Empresária para (futuro) Júnior Empresário


Querido futuro Júnior Empresário, este artigo é para ti. Espero que aproveites para ler, agora que ainda tens tempo.

Digo “futuro” com elevado grau de confiança: em mim, que espero conseguir escrever em meia dúzia de linhas o que sente um Júnior Empresário; e em ti, que com certeza não vais arriscar perder a oportunidade inigualável de integrar o Movimento Júnior.

Primeiras coisas primeiro: não, pertencer a uma Júnior Empresa não te impede de viver, antes pelo contrário. Não se acabam as séries, não se acabam saídas com amigos (a não ser que sejas um Júnior Empresário ao mesmo tempo que o mundo colapsa devido a uma pandemia) e muito menos se acabam momentos de diversão ou de descanso. Tudo depende da perspetiva e da forma como te predispões a abraçar as oportunidades.

O nervoso miudinho de apresentar a milestone final de um projeto a um cliente. O entusiasmo de realizar um projeto numa área diferente da que estudas e completamente fora da tua zona de conforto. O vibrar com atividades de team-building e com os eventos que reúnem todos os Júnior Empresários do Movimento Júnior – português, europeu e internacional. A sintonia quando partilhas ideias e opiniões com pessoas tão exigentes como tu, tão motivadas como tu e com tanta iniciativa como tu. A entreajuda automaticamente disponibilizada pelos membros quando estás mais ocupado. Os momentos formativos que te permitem aprofundar temas que, apenas com a universidade, não vias abordados. O reconhecimento do nosso trabalho e o celebrar das conquistas juntos. Tantas coisas. Tanto. Tudo.

Há quem não perceba, vai sempre haver. Posso desde já garantir-te que vais ouvir comentários como “Eu não quero viver para trabalhar”, “Parece giro, mas eu não abdicava das saídas de sábado à noite”, “Pertencer a uma Júnior Empresa? Não, eu quero aproveitar a vida académica ao máximo”, entre muitas (mesmo muitas) outras.

No entanto, qual a validade dos comentários de quem está de fora? De quem não passa por, não sente e não vive?

Agora, também é certo que sentes impacto na tua vida e que, por vezes, terás de optar entre uma coisa ou outra. Não te vou esconder nada, até porque (ainda que saiba que estás a abrir o website da Júnior Empresa da tua universidade) a minha intenção com este testemunho é ser o mais transparente e menos enviesada possível. Por isso, vou deixar já assente que não há incompatíveis com a vida de um Júnior Empresário. Queres ir ao cinema todas as sextas? Aproveitar todas as tuas horas de almoço na esplanada? Passear ao fim de semana com a tua família? Podes tudo, se gerires o teu tempo de forma a que seja possível. Se preferes ter as tardes livres e adiantar projetos à noite, de madrugada, de manhã, essa gestão é tua, não diverge de pertencer a um clube ou de tocar um instrumento. Porém, acredita quando te digo que não é mentira que vais trocar algumas coisas em detrimento de momentos com a tua Júnior Empresa, por vontade própria e sem pensar duas vezes.

Por isso te digo, de Júnior Empresária para futuro Júnior Empresário, agarra a tua oportunidade, desenha o teu percurso, destaca-te, escolhe viver. Não, o ambiente vivido dentro de uma Júnior Empresa não é impessoal nem sempre formal. Não, não é o facto de estares no último ano da licenciatura que impede que entres, o valor que vais acrescentar (e, sobretudo, que te vai acrescentar) vale por tudo. Não, não são só pessoas com imenso conhecimento teórico e técnico que são selecionadas no recrutamento. E não, mais uma vez, não é incompatível com nada.

Nunca vais saber como podia ter sido se não escolheres saber. Faz mais, faz melhor, faz por ti.

Até às dinâmicas de grupo.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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