(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Em 2016, fui ao fundo do poço.

Reprovei no exame nacional de Física e Química A com 8,5 valores.

Lembro-me como se fosse hoje, fui à escola olhei para a pauta e disse para mim mesma “isto não me aconteceu”.

As candidaturas para a faculdade começaram, todos os meus amigos falavam sobre a faculdade, sobre quais eram as suas opções.

Tentei afastar-me . Fugir da realidade nua e crua que tinha falhado. Falhado comigo. Com aquilo que eu tinha idealizado para mim.



Matriculei-me numa nova escola secundária.

Em Setembro via resultados de candidaturas ao ensino superior, e foi aí que me caiu a ficha.

Foi nessa altura que os amigos que supostamente eram amigos, deixaram de se preocupar se estava tudo bem, se precisava de alguma coisa ou não.

Foi nessa altura que eu percebi, que de nada adiantava ficar triste, de nada adiantava me lamentar, chorar.

Peguei em toda a minha tristeza e em toda a minha frustração e transformei isso tudo em força, força para continuar a lutar pela meu sonho que era ser enfermeira.

Foi um ano duro, numa escola nova, com pessoas 3 anos mais novas que eu, que não tinham a mesma mentalidade que eu tinha na altura.

Lutei,esforcei-me e terminei Física e Química com 18 valores. Fiz melhoria de algumas disciplinas e em 2017 candidatei-me a Enfermagem.

Não consegui entrar na faculdade que queria, no entanto entrei em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Viseu e não estou arrependida. Neste momento estou no 3°ano.

Foi um ano “parada”. Que custou, custou muito mas acreditem ou não, às vezes é preciso dar um passo atrás para depois dar dois à frente.

Não tenham medo de falhar.

É preciso ver com os nossos próprios olhos que nem sempre é Primavera.

E que está tudo bem nisso.

Colabora!

Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

Gostavas de publicar um texto? Colabora connosco.