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O mundo está em mudanças, tanto a nível da educação, trabalho, estilo de vida, ética e estética. Os que já construíram os seus alicerces de vida agora baseiam-se numa palavra-chave, o “deixa andar”.

O que é o “deixa andar”? Analisando o contexto em si, significa não fazer alterações e deixar os tempos seguirem conforme a grande média mundial impõe. Como jovem fico ansioso e revoltado com várias situações que enfrento, como o ensino das artes que está contraditório e confuso, pois apostam muito ou pouco em aulas teóricas para que os alunos possam compreender as raízes da criação de arte, para saberem assim, da melhor forma, aplicar a prática.



Por fim somos transferidos para o mercado de trabalho, só que agora invertem-se os papéis. Agora é a vez de apostar na prática a 100%. O que significa ter experiência profissional? Significa trabalhar ao sabor de uma empresa sem questionar o seu modo de funcionamento? Que, em grande parte, detona a teoria que os alunos têm vindo a aprender. Ou significa que entramos noutro nível de ensino? Grandes áreas de trabalho perguntam a si mesmas porque os lucros estão a baixar, quando deviam sim apostar em analisar as bases em que se apoiaram no começo e refletir para tentar renová-las consoante o estado da sociedade atual. Estamos num mundo de mudanças. Nada é como antigamente. O que funcionava antes, não funciona agora. Por exemplo, antigamente era normal os trabalhadores serem pagos com sal e era visto como algo inovador. E agora o que temos? Agora estamos imersos num mundo de ignorância alimentada pelo nosso grande deus, o dinheiro. Sim, o dinheiro não é tudo. O bem mais valioso que o dinheiro não consegue comprar é a paz de espírito, de resto é o aliado mais poderoso que o Homem tem. Esta ânsia que gira à volta da moeda destrói as pessoas mentalmente e, por sua vez, fisicamente, dando origem a depressões, ansiedade, raiva, doenças e um desequilíbrio total na vida.
Como jovem nunca me senti tão perdido e confuso no estado atual do mundo. Não há um consenso global e se as coisas não mudarem ao nível de pensamento de resto nada muda. Basta sermos levados pelo “deixa andar”, deixando-nos por fim no mundo do “salve-se quem puder”, onde a competição e a individualidade dominam.

Como podemos mudar isto? Porque não começar por mudar as raízes de aprendizagem da humanidade, nomeadamente, o sistema de educação. A competição destrói as pessoas, o individualismo corrompe os laços de amizade. Porque não substituir a competição e individualismo por cooperação e humildade?

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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