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Pioneira na formação de fisioterapeutas, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais, a Escola Superior de Saúde do Alcoitão tem vindo, desde há vários anos, a suprir lacunas na formação de profissionais destas três áreas, a nível nacional.

Assim, neste artigo damos-te a conhecer a licenciatura em Terapia da Fala e o que podes encontrar se decidires optar por este curso com a duração de quatro anos na ESSAlcoitão.

Com um leque alargado de áreas de intervenção, os Terapeutas da Fala são responsáveis pela prestação de cuidados em qualquer faixa etária, privilegiando a multimodalidade da comunicação humana e atuando não apenas no âmbito de possíveis dificuldades na articulação dos sons da fala como ainda prestando auxílio a indivíduos surdos, autistas ou portadores de multideficiência.

Hoje apresentamos-te vários testemunhos de terapeutas da fala formadas nesta instituição de ensino: a Maria Pardal, licenciada desde 2011, a Ana Campos Ferreira e a Inês Mestre, ambas licenciadas desde 2015, para te darem a conhecer um pouco do seu percurso académico e as aprendizagens que a sua passagem pela ESSAlcoitão lhes proporcionou, tanto a nível pessoal como profissional.

O que te levou a escolher a Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSAlcoitão)?

A.C.F.: Em primeiro lugar, na altura só conhecia terapeutas da fala formadas nesta Escola, que ma recomendaram e me falaram do curso, dos professores, do que ia encontrar na ESSAlcoitão e de como gostavam dela e do que faziam. Falaram-me de como encontraria na ESSAlcoitão a melhor opção possível para me formar como terapeuta da fala.

Além disso, no ano em que me candidatei, esta era a única Escola que permitia candidaturas com o exame de Português. No Ensino Secundário, fiz o curso de Línguas e Humanidades, e por isso não tinha feito exames de Matemática ou Biologia, por exemplo, com que poderia candidatar-me a outras instituições.

I.M.: A ESSAlcoitão sempre foi a minha primeira opção, pois sempre a tive como referência sendo um estabelecimento de ensino superior nas três áreas da saúde (fisioterapia, terapia ocupacional e terapia da fala). A outra questão focou-se por conseguir estudar a área que tanto gosto perto de casa. Sempre foi passada a mensagem de uma excelente escola enquanto corpo docente e enquanto padrões de qualidade. E para conseguirmos ter um futuro risonho precisamos de aprender numa escola de prestígio. Saber que tinha também ao meu dispor o Centro de Medicina de Reabilitação (CMR) foi também um ponto importante pois enquanto alunos podemos usufruir das instalações e de recursos técnicos. É sem dúvida uma mais valia poder utilizar o CMR para aulas práticas, estudos de caso, etc.

M.P.: Em 2007, quando me candidatei à ESSAlcoitão, fi-lo com base em vários critérios que considero imprescindíveis em termos de formação/aquisição de conhecimento, nomeadamente i) qualidade do ensino prestado (unidades curriculares), ii) qualidade do corpo docente, iii) empregabilidade e aplicação prática e iv) prestígio e reconhecimento da instituição.

Quais eram as tuas expectativas? Sentes que foram cumpridas?

A.C.F.: Queria aprender a fazer algo pelos outros, e a minha ideia era a de poder ajudar crianças como tinham sido os meus amigos, com dificuldades de aprendizagem. Foi em primeiro lugar, ao conhecer melhor o plano de estudos do curso, na altura das candidaturas, e sobretudo ao longo da licenciatura, que essa expectativa limitada foi dando lugar a uma noção mais realista de como esta profissão é tão mais que isso.

I.M.: Quando entrei na ESSAlcoitão sabia que seria um desafio, pois tinha o peso de ser a escola de referência, a escola pioneira e tinha sempre presente a necessidade de dar sempre o melhor de mim. Aprendi muito, claro que sim. Sinto que cresci e aprendi muito e se sou o que sou hoje à ESSAlcoitão tenho de agradecer. Claro que não se aprende tudo em quatro anos de licenciatura, mas saímos com bases para crescer a posteriori. Quando terminei o curso sentia lacunas em duas/três áreas de atuação. Desse sentido, em outubro de 2015 ingressei na mesma escola (ESSAlcoitão) para especialização na área da motricidade orofacial e deglutição. Atualmente, posso afirmar que tirei a licenciatura na ESSAlcoitão e o mestrado também foi realizado na minha escola! Quando saímos da ESSAlcoitão fica sempre o sentido de saudade. De dever cumprido, mas onde fomos muito felizes. Porque como o nome indica é uma Escola não se chama faculdade e ser escola torna as pessoas mais próximas e um ambiente mais familiar.

M.P.: As minhas expectativas passavam por adquirir o máximo conhecimento possível e poder aplicá-lo logo que terminasse a licenciatura, entrando no mercado de trabalho, o que se verificou.

Quais seriam as três palavras que melhor definem o curso de Terapia da Fala?

A.C.F.: Comunicar – Humanizar – Partilhar.

Alunos de Terapia da Fala em atividades lectivas da ESSAlcoitão.

Como é a relação professor-aluno?

I.M.: A relação é de grande proximidade. Existe sempre um espírito de entreajuda tanto entre colegas como de professores. Os professores estão sempre disponíveis para ajudar e para auxiliar sempre que necessário. Posso afirmar que continuo a ter contacto com professores porque para além de professores são terapeutas. Saímos da Escola, mas continuamos em articulação com os professores/ terapeutas. Afirmo que no meu caso é possível trabalhar em articulação com eles, por exemplo, é possível escrever um artigo e termos como autores, nós e professores/terapeutas.

M.P.: A ESSAlcoitão é uma pequena aldeia, com poucos cursos/mestrados, poucos alunos. Todos nos conhecíamos, o ambiente era familiar e a relação com os docentes era igualmente próxima.

Sentes que o curso te dá uma boa preparação para o mercado de trabalho?

A.C.F.: Penso que a ferramenta mais importante que recebi neste curso e que mais prepara alguém para algo tão difícil de preparar é o raciocínio clínico. Num campo de atuação tão amplo como o da Terapia da Fala e que está necessariamente em constante movimento, pela sua natureza científica, a sede de saber e o saber procurar, aliadas à vertente relacional do terapeuta, são o que nos permite fazer um trabalho preparado. Vi todas estas competências, que considero essenciais na construção de um Terapeuta da Fala, serem trabalhadas em mim desde o primeiro dia de aulas na ESSAlcoitão. Ainda sei o que ouvi nesse dia e o que começou esta viagem; ainda sei a sala em que tive a aula que me atingiu como um tsunami (o primeiro, pelo menos): Introdução à Terapia da Fala, com a Professora Luísa Taveira.

I.M.: Sinto que o curso dá a base para o mercado de trabalho. Não nos podemos esquecer que a Terapia da Fala é uma área da saúde e está em constante atualização por isso saímos da ESSAlcoitão com as competências e necessidades básicas para atuar perante os diversos contextos. No entanto, é fundamental estudar e atualizar os nossos conhecimentos pois a área da saúde está em constante atualização. 

M.P.: Sim, dá-nos as bases mais importantes para iniciar a atividade laboral. Contudo, será sempre necessário estudar mais e especializar-nos de acordo com a casuística que iremos atender.

A nível de empregabilidade, sentiste dificuldades na integração no mercado de trabalho?

I.M.: Quando entrei na área da Terapia da Fala tinha ideia que a empregabilidade era elevada e essa ideia manteve-se sempre presente na minha cabeça. Terminei o curso no final de junho de 2015 e em setembro comecei a enviar currículos e a estudar todas as possibilidades existentes para o mercado de trabalho. Em outubro desse mesmo ano ingressei na clínica onde me encontro até à presente data. A informação que tenho é que todas as pessoas que tiraram o curso no meu ano e após se encontram a exercer a profissão escolhida.

Que conselhos darias a um aluno que esteja a ponderar candidatar-se a este curso?

A.C.F.: Se acreditas que ajudar alguém a ligar-se às pessoas à sua volta e participar em pleno no seu próprio dia-a-dia é o que queres fazer no teu trabalho, a Terapia da Fala é o teu curso. Depois de cá estar dentro…é manter a sede de saber e procurar sempre fazer melhor, pelas pessoas a quem dedicamos o nosso trabalho e para que tenham exactamente o acompanhamento de que precisam.

I.M.: Se essa é uma hipótese e se tem a certeza que a área da Terapia da Fala é o curso que quer seguir deve então focar-se no objetivo e seguir em frente. Lembrem-se sempre que nada se consegue sem esforço, dedicação e empenho. É um curso trabalhoso, mas quando se observam resultados é muito entusiasmante saber que conseguimos ajudar quem mais precisa.

Terão de estudar muito e ter sempre a cabeça no foco. É fulcral estarem cientes de que ser terapeuta da fala é prevenir, avaliar e tratar todas as perturbações da comunicação humana oral e escrita, assim como nas alterações ao processo normal de deglutição (disfagia). Não esquecer que na área da Terapia da Fala ainda atuamos com profissionais da voz e com as diferentes tecnologias de apoio à comunicação. Podemos trabalhar com crianças muito pequenas (neonatologia) até à velhice. Desta forma, é possível observar-se a panóplia de áreas que temos de estudar e saber para atuar. 

M.P.: Que se dedique o mais possível, que absorva todos os conhecimentos que os professores transmitem e, que sobretudo, se apaixone pela área maravilhosa que é a Terapia da Fala.

Se ainda tiveres dúvidas sobre o curso de Terapia da Fala, aconselhamos-te a consultares esta página, onde irás encontrar algumas das questões mais frequentes e onde poderás esclarecer diretamente com a ESSAlcoitão todas as tuas dúvidas.

A 1ª fase de candidaturas para Terapia da Fala estarão abertas a partir do dia 7 de agosto e terminarão a 2 de setembro. Supera-te a ti mesmo/a e ajuda os outros a superarem-se!

Podes ainda assistir nos seguintes vídeos aos testemunhos do João Fartaria e da Ana Filipa Santo, licenciados em Terapia da Fala pela ESSAlcoitão:

Artigo elaborado em parceria com a Escola Superior de Saúde do Alcoitão.