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Apesar de existir cada vez mais uma oratória que defende que o ensino e o seu método deve evoluir, utilizando novas metodologias quanto mais didáticas possíveis, o ensino ainda continua a obedecer às técnicas utilizadas no século XX, onde o professor era um orador e os alunos eram os espectadores que ouviam e decoravam o que lhes era ensinado. Este método de ensino acaba por influenciar o tipo e a forma de avaliação, pois continuam a ser utilizados os métodos do século passado. Isso é o que acontece no sistema educativo português, em que os alunos desde o 1ºano de escolaridade até ao 12ºano de escolaridade, são continuamente avaliados e, por vezes, em demasia com o recurso sistemático a testes de avaliação. É a avaliação mais utilizada por professores e pelo sistema educativo português que recorre, invariavelmente, a testes de avaliação, a provas de aferição no fim de cada ciclo de estudo e exames nacionais que têm bastante peso na entrada nas universidades. Portanto, no nosso sistema educativo não se pode discutir que não existe uma avaliação constante, mas deve-se sim, discutir a forma como avaliamos.

Isto é uma prática comum, pois a grande maioria dos professores considera a avaliação uma imposição pois tendem a vê-la como um processo externo ao ensino. A utilização desta técnica vai fazer com existam bastantes disparidades entre os diferentes tipos de alunos, alguns vão acabar por desistir da vida escolar, devido a não terem bases iniciais e outros vão tentar decorar a matéria, que nos dias seguintes ao teste será esquecida. Torna-se, por isso, importante que se encare a avaliação de uma forma positiva, pois se a conseguirmos enquadrar com a componente do ensino, o trabalho será muito mais facilitado para alunos e professores.

Por isso, é necessário conhecer três tipos de avaliação. A avaliação pode ser diagnóstica, sumativa e formativa. A avaliação diagnóstica é importante numa fase inicial pois ajuda o professor a perceber quais as dificuldades dos alunos e quais os temas em que existe maior dificuldade de compreensão. É importante utilizar os testes de diagnóstico como ponto de partida para perceber o nível de cada aluno. Como Luckesi (2002) referiu, a avaliação diagnóstica será, com certeza, um instrumento fundamental para auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para a autonomia, situação que lhe garantirá sempre relações de reciprocidade.

A avaliação contínua ou formativa é a mais importante, pois o aluno é avaliado continuamente ao longo do ano. Este tipo de avaliação ajuda a diagnosticar mais facilmente as dificuldades, além da situação de aprendizagem em que o aluno se encontra relativamente ao que é pretendido na disciplina. É importante criar condições e métodos para perceber quais os conhecimentos que os alunos interiorizaram mais facilmente, mas também os erros e dificuldades na compreensão de certos temas, para que seja possível trabalhar com o objetivo de fazer desaparecer essas dificuldades. Por fim, a avaliação sumativa, a que utilizamos com mais frequência, recorrendo aos testes ou exames de avaliação. Os testes de avaliação devem ser utilizados para testar o conhecimento e o desempenho dos alunos ao longo do ano, mas não devem estar isolados e serem o principal critério de avaliação. É importante complementar os testes de avaliação com outros métodos como, por exemplo, as questões-aula para que seja possível identificar as lacunas e as matérias interiorizadas, com vista a perceber qual a evolução do aluno na disciplina, para que a pressão dos alunos seja menor aquando da realização do teste de avaliação Os professores deveriam ajustar a avaliação aos diferentes tipos de turmas, tentando utilizar métodos de aprendizagem que se enquadrem com cada uma. Para tal, é importante utilizar métodos inovadores e didáticos que atraiam a atenção e a concentração dos alunos para a matéria e a disciplina. Para além das formas de avaliação conhecidas, como os testes de avaliação, é importante dar alguma importância aos trabalhos de grupo, para que os alunos criem espírito de grupo, sejam autónomos na procura de informação e desenvolvam o espírito crítico na construção de um trabalho. A utilização das “TIC” como forma de avaliação, com programas como o “Kahoot”, ”Socrative”, podem ser vantajosas para alunos e professores, pois as aulas serão muito mais dinâmicas, tendo como consequência positiva o interesse dos alunos, apesar de estarem a ser avaliados.

É importante que os professores avaliem os alunos de uma forma contínua, ao longo do ano e que a sala de aula seja um local onde os alunos sintam prazer em estar. Para tal, é importante que exista uma inovação por parte do professor com a utilização das “TIC”, como ferramenta de sala de aula e também de avaliação. Esta é importante para perceber qual é a aprendizagem que o aluno conseguiu absorver no ciclo de estudo que está inserido e, acima de tudo, tentar perceber se os alunos estão preparados para entrar na sociedade e no mercado de trabalho, que é o principal objetivo do sistema educativo. Por outro lado, também é importante para o próprio professor pois dá uma orientação sobre qual é a melhor forma de expor a matéria aos alunos para que se consiga colmatar as dificuldades de cada um. Só fazendo uma avaliação constante e ao longo do ano é que poderá ajudar e favorecer a aprendizagem de cada aluno.

Bibliografia: Luckesi, C. “Avaliação da aprendizagem escolar.” 13º ed. São Paulo: Cortez, 2002.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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