9 Dicas para encontrar alojamento universitário

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As colocações já saíram há uns dias, estando a decorrer esta semana, até às 23h59 do dia 23 de setembro, a segunda fase das candidaras do concurso nacional de acesso. As colocações da segunda fase estão agendadas para 30 de setembro e as da terceira fase para 16 de outubro. 

Este será um novo ano letivo de regresso ao normal, sem a manuteção das aulas online que ainda existiram no ano letivo anterior, com o regresso dos alunos ao campus de forma integral. Nesse sentido, caso a tua universidade fique longe de casa, arrendar um espaço será a única opção. Sendo o alojamento uma das maiores despesas que irás ter enquanto estudante universitário, convém que ponderes bem esta escolha e tudo o que lhe está associado. 

1 – Encontrar alojamento 

Depois da entrada na universidade a preocupação seguinte é encontrar alojamento. O primeiro passo passa por avaliar a disponibilidade financeira, ou seja, qual o valor máximo que tens disponível para gastar. Ao mesmo tempo identificares o nível de privacidade que procuras e analisares as despesas que estão incluídas. Por fim, mas não menos importante, a acessibilidade. Isto é, quanto tempo vais demorar em deslocações entre casa e a faculdade. Não de esqueças de validar que passam recibos, dado que este é um negócio que continua a viver à margem da lei, e isso ser essencial para teres a dedução no IRS do arrendamento do estudante deslocado.

O Uniarea lançou há pouco mais de um ano uma área de alojamento onde podes encontrar parceiros de confiança, legais, com qualidade de serviço e onde te poderás sentir seguro: 

2 – Residência universitária: sim ou não?

O alojamento numa residência universitária dos serviços da ação social revela-se uma das opções mais económicas, no entanto, não está disponível para qualquer estudante. Depois de apresentares a candidatura nos Serviços de Ação Social, o acesso e o valor depende dos rendimentos declarados pelo agregado familiar. Feitas as contas à elevada procura e à reduzida oferta, as residências acabam por ter apenas vagas para 5-10% dos alunos. Na prática a maioria das instituições acaba por só conseguir dar resposta a bolseiros e a alguns estudantes de intercâmbios. Aliás, a falta de vagas tem levado várias associações de estudantes a reclamarem mais alojamentos universitários. As residências podem ser masculinas, femininas ou mistas e têm um número limitado de vagas.

Além destas, tens residências de estudantes privadas que trazem um conjunto de outras comodidades que podem ir desde uma maior qualidade de serviço, mais áreas comuns, como espaços de estudo e convívio, até piscina, salas de jogos, cinema, entre outros. Algumas dessas residências, nossas parceiras: 

  • Residências LIV Student, com a residência do Polo Universitário e a nova residência Campus Street, que abriu em setembro de 2022.
  • Residências Livensa Living, junto às principais universidades do Porto, de Lisboa e de Coimbra, são cinco as possibilidades ao teu dispor: Porto Campus, Porto Boavista, Lisboa Cidade Universitária, Lisboa Marquês de Pombal e Coimbra Rio.
  • Residências Xior, com uma nova residência já a aceitar reservas para fevereiro de 2023, poderás optar em Lisboa pelas residências da Alameda, de Alvalade, de Benfica, ou da nova no Lumiar e no Porto pela residência no Campus Asprela.
  • Residência Andy Living, a residência no coração do campus principal da Universidade da Beira Interior, na Covilhã.
  • Residências Montepio U Live, com cerca de 300 quartos disponíveis em sete residências em Braga, Évora, Lisboa e Porto.
  • Residências Smart Studios, este ano abriu a nova Residência CoLiving Smart Studios Asprela, no Porto, e a nova Residência Smart Studios na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril. Além destas tens as Residências Coliving em Carcavelos e Santa Apolónia.
  • Residências Nido, com a sua primeira abertura em Portugal em setembro de 2022, em Lisboa, no Campo Pequeno.
  • Residências Odalys Campus, com a sua primeira residência no Porto, bem no coração da cidade.

3 – Quarto ou casa?

A escolha depende acima de tudo do orçamento que tens disponível, mas também deves ter em conta a privacidade que desejas. No caso de optares por uma casa, podes sempre tentar partilhar de forma a reduzir as despesas. Ou seja, podes tentar encontrar alguém para dividir o imóvel, e ao colocares esse anúncio ou quando procurares essa pessoa, já deves ter o trabalho de casa feito: o perfil desejado da pessoa e as condições de arrendamento. 

4 – Quanto pode custar? 

Os preços estão cada vez mais elevados, e não há forma de fugir a isso. Esta é uma tendência que se tem vindo a manter, já que a procura é elevada e a oferta continua a ser escassa. Se optares por uma residência universitária da ação social poderá custar cerca de 200 euros por mês, mas se preferires arrendar uma quarto vais ter de gastar mais de 300 euros em muitas das cidades. Se preferires uma casa só para ti, conta praticamente com o dobro das despesas e em Lisboa, por exemplo, é raro encontrares apartamentos inferiores a 500 euros. Neste cenário, recomendarmos fortemente optares por uma das residências que recomendamos em cima, já que poderá ficar mais em conta se considerares o próximo ponto.

5 – Mais gastos ao final do mês?

Tudo depende da decisão que tomares. No caso dos quartos, as despesas como água, luz, gás, internet e limpeza podem ou não estar incluídas. Se optares pela casa, o mais certo é estas contas não entrarem no preço e, como tal, vão representar encargos extra no final do mês. Se optares pelas residências, estas despesas estão tipicamente todas incluídas, o que fazendo as contas ao fim do mês pode compensar. Se juntares ainda a mensalidade do ginásio, já que algumas também dispõe dessa comodidade, poderás facilmente evitar pagar mais algumas dezenas de euros todos os meses.

Segundo o Observatório do Alojamento Estudantil o preço médio dos quartos em Lisboa é 381 euros, no Porto é de 324 euros, em Braga 250 euros e em Coimbra 199 euros. Podes explorar outras cidades no link.

6 – Onde procurar?

Além da nossa área de alojamento, e das tradicionais ofertas, como é o caso das mediadoras, os estudantes têm agora a vida mais facilitada porque existe uma oferta mais alargada para este segmento. Uma das ferramentas online é a Inlife. Aqui poderás visitar e reservar em tempo real casas que foram verificadas, com ajuda dos operadores em cada cidade. Atualmente estão presentes nas cidades de LisboaPortoÉvoraCoimbra e Braga. Se ainda não te encontrares na cidade, poderás recorrer às visitas por videochamada em directo, sendo sempre acompanhado pelos advisors em todo o processo. Aproveita para usares o código promocional UNIAREA10 e obtém descontos até 25%.

Para várias cidades portuguesas, ou até no estrangeiro, recomendamos também a Uniplaces. Oferecem aos estudantes e jovens trabalhadores uma solução para te livrares de fiadores, incómodos e burocracias, com uma plataforma fácil, rápida e segura. Para uma tranquilidade total, oferecem lugares únicos para cada orçamento, apenas por um mês ou para sempre, à distancia de apenas um clique.

7 – Quais os riscos destas opções?

Os que optam por arrendar um quarto enfrentam os maiores riscos. É frequente chegarem queixas às associações de estudantes, por exemplo, de restrições que os arrendatários são alvo. Os preços elevados e, acima de tudo, a falta de qualidade do espaço são as principais reclamações. Mas a verdade é que a procura de quartos para arrendar tem vindo a aumentar e o número de pesquisas tem vindo a disparar nos últimos anos. Sugerimos que tenhas algum cuidado a procurar em grupos de Facebook e não faças qualquer pagamento/transferência sem teres a total garantia que estás a falar com o dono da casa em causa. Há várias burlas conhecidas de quem tenta arrendar casas/quartos com anúncios falsos com fotos retiradas de sites como o Airbnb.

8 – Programas de Solidariedade Sénior podem ser uma opção?

Há casos em que os alunos universitários podem ficar em residências para idosos em troca de companhia e algum apoio que seja necessário, desde compra de remédios, acompanhamento a consultas médicas, entre outras tarefas. Estes programas estão por vezes também associados às universidades onde os idosos deixam a sua candidatura. Porto, Aveiro, Coimbra e Leiria são algumas das cidades que disponibilizam estes serviços. Além de combater a solidão dos mais velhos, a iniciativa pretende também ajudar os estudantes com dificuldades em encontrar alojamento durante o seu percurso académico. A medida serve igualmente para ajudar a contrariar a desertificação dos centros da cidades e ainda contribuir para o convívio intergeracional.

9 – Onde encontrar colegas de casa?

Encontrar colegas para partilha alojamento pode ser um desafio. Surgiremos que uses os nossos canais para dar a conhecer essas ofertas: