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“É por dentro das coisas é que as coisas são”, talvez uma das melhores frases para descrever a tão falada praxe, um mistério, uma seita, uns rituais estranhos, uns ignorantes vestidos de preto, uns seres que se acham superiores, no fim de contas um bicho-de-sete-cabeças… Na verdade a realidade é bem mais dócil, a praxe não é feita à toa, não é inventada, não é duvidosa, não é de forma alguma humilhação! Talvez o que falte é uma análise detalhada aos corações que a capa envolve, aos sentimentos que os berros de ordem escondem, às vozes fortes que escondem as emoções, às gargalhadas que disfarçam as lágrimas de orgulho, à postura rigorosa que mascara a vontade de abraçar, aos olhos brilhantes que protegem os ‘nossos meninos’, na verdade uma visão diferente sobre quem veste o traje, pois não é este que define as pessoas, mas sim estas que o definem, que lhe atribuem um valor, um significado.

As praxes são cruéis, agressivas, humilhantes, duras, estúpidas, completamente desnecessárias e ridículas… pois é, mais uma vez falta a visão real das coisas, um olhar futurista sobre aquele momento (para muitos) de gozo. Os superiores mandam e são exigentes, pedem respeito, união, dedicação, empenho, motivação, pontualidade, regras, porque se querem vingar e se acham os maiores, não têm nada de o fazer…  Mas, vendo bem, não é isto que a vida nos vai ensinar e exigir sempre?



Marcam “coisas” fora de horas, “obrigam-nos” a estar imenso tempo na praxe, a deixar outras coisas para trás, a tomar decisões, a fazer escolhas… pois é na escola, no trabalho, em casa nada disto acontece, a vida corre como a planearam ao segundo.

Pedem garra, honra e orgulho no que estamos a fazer e a dizer, na vida não é assim? Não basta andarmos por ver andar os outros, temos de ser cidadãos ativos, com garra, motivados.

Fazem com que tomemos decisões, façamos escolhas, sejamos perspicazes, mas na vida as nossas decisões não contam nada? Talvez sejam mero acaso, o destino…

Enfim, poderia escrever muito mais sobre este assunto, mas apenas digo, antes de generalizarem pensem no porquê das coisas, nos valores que se passam, nos ensinamentos para a vida, na forma como se constroem futuros cidadãos do mundo, melhores pessoas e acima de tudo pessoas diferentes! Pois no final de contas existem atitudes erradas, acidentes, inconsciências, julgamentos, mal entendidos, finais infelizes em todos os capítulos desta história da vida, não é só na praxe!

Da minha parte a praxe nunca irá morrer, pois foi no meu ano de caloira que se passaram os melhores momentos da minha vida, foi de olhos no chão e voz firme que se construíram grandes amizades. Vivam, sintam, procurem e encontrem o verdadeiro sentido das coisas!

No fundo “é por dentro das coisas é que as coisas são “, as aparências iludem, o que está por fora nem sempre é o reflexo do que está por dentro! Não existem trajados sem antes serem caloiros, a vida é uma passagem saibam aproveita-la ao máximo. Eu amo e adoro a praxe ;)

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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